domingo, 13 de junho de 2010

Dias dos namorados...Ops! Noite dos namorados. - Por Alba Querino

Foto: Google Imagens

Esses dias, falando sobre o tal dia dos namorados e suas obrigações naturais comerciais, um amigo, conversando durante um cafezinho comigo, me fez a seguinte revelação: estava querendo fugir do dia 12, estava querendo fugir do casamento de 23 anos.

Mas o assunto aqui não é o casamento. É o namoro!

Pois bem, ele anda querendo namorar. Preferencialmente com a mulher dele, ou, se não der, seja lá...Não vou questionar meu amigo no quesito correção, caráter, bla bla bla. Não acredito em pensamentos em preto e branco, mas em diversos tons de cinza, relatividade e subjetividade. Cada caso é um caso. Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é...

O fato é que ele anda assustado com o que ele chama de desencontro total entre as mulheres e os homens. E no dia dos namorados isso fica mais claro ainda na solidão de quem está sozinho e de quem (pasmem!) anda acompanhado. Ele se queixa do imediatismo dos encontros. De não saber o que esperam as mulheres deles, homens. De como andamos, tão autossuficientes e masculinas na abordagem que, acaba o tesão. E que nós reclamamos de como eles estão e de como estamos insatisfeitas.

Tudo bem, também concordo que o meu amigo está um tanto desanimado, vazio de sentido na vida sentimental dele. Mas não posso deixar de perceber um pouco a verdade do que ele diz.

Nós quase não namoramos mais, gente!

Namoramos, do verbo namorar, beijar, abraçar, sonhar, olhar nos olhos e se perder. Devanear, ter música tema. Passear na orla, fazer poesia, cantar pro outro. E nem venham me dizer que isso é coisa de adolescente, porque nem os adolescentes andam fazendo mais esse tipo de coisa...É verdade, está tudo muito rápido, muito sem mistério no antes. Está tudo muito desacreditado no durante (casar, não casar?). E está tudo muito morno no depois (pra desistir da parceria basta um estalar de dedos e ele/ela não serve mais, não é quem se queria).

Sexo é muiiito bom, mas não é namoro.

Casamento é muito gostoso e acolhedor, mas não é namoro em si (é bom que se reinvente o namoro no casamento).

Amizade é eterna, mas não é namoro.

Flerte, ficar são dez, mas não são "namoros".

Hoje, antes de sair com o(a) gato(a) (marido, ficante, namorado, colorido, companheiro, e todas as outras denominações possíveis, uma vez que toda forma de amor vale a pena), saia com seu namorado!! Ou fique em casa com o namorado! Porque melhor que restaurante, motel, brilhantes, Vila Galé, é namorar bem romântico e apaixonado, e isso toda mulher, a mais durona delas, gosta e se derrete.

Meninas e aí? Algo a dizer para o garoto sobre nós?

ps: Não, não dá para identificar quem é ele.

O amor está....nas lojas - Por Carla Palmeira

Foto: Google imagens

12 de Junho, data meramente comercial.

Aí vocês me perguntam: - Ah Carla! Você não gosta de dar presentes e nem receber?
Respondo com sinceridade...
GOSTO!
Existe um "porém" nessa afirmação.
Precisa ser em uma data específica para dar e receber alguma coisa?

Remeto ao meu passado, sim! Quando eu era casada.
Eu espalhava post it no espelho antes de ir trabalhar ou quando chegava em casa antes dele, com declarações, poemas, frases e ele fazia o mesmo, com cartas. O dia dos namorados era só mais um dia para fazermos tudo aquilo que já fazíamos, com uma diferença, se resolvêssemos sair de casa era para pegar uma fila IMENSA, então não saíamos.


Concordo com minha amiga Drix, apesar dela ligar ontem para a minha pessoa e perturbar MUITO...ops! voltando ao assunto... Não adianta você brigar dois dias antes e no dia dos namorados ficar tudo bem, porque não fazer isso a cada dia?

Tem coisas materiais (falo de presentes, alianças...) que a sociedade impõe para representar algo sublime que é o simples fato de sentir e ser, que eu questiono muitas vezes.

Considero-me uma romântica a moda antiga, me pego a detalhes, a pequenas ações. Enxergo minha vida na delicadeza e paciência de uma colcha de fuxicos*. Sou muito mais uma atitude do que materializar sentimentos.

Ontem foi mais um dia, com ou sem namorado, sozinha ou acompanhada, assisti dois filmes e depois dormi, hoje, tão normal quanto os outros dias, estou trabalhando. Sinto falta do aconchego, do colo, do carinho, mais essa falta não escolhe data, então...

Sem mais para o momento!
TPM de TPM =/


* colcha de fuxicos: artesanato com retalhos de tecidos, que são cortados em círculos um a um e costurados em forma de trouxinha e depois unidos para formar uma colcha.

sábado, 12 de junho de 2010

Sim, sim...mexam nos bolsos (ou não?) !! By Adriana Favilla




"Alá" meu povo outra coisa que sou contra (sim, sou a ranzinza das TPM's): datas comerciais! A única vez que uma data de namorados conseguiu me emocionar foi na época do comercial dos chocolates Garoto que o menino ganhava da vizinha e ficava deslumbrado comendo chocolatinho por chocolatinho...vocês lembram? Era tão bucólico...mas passado o encanto rapidinho, é uma data absurdamente comercial, como pais, mães, crianças e afins. Rumbora combinar? Ok, não sou tão fria assim...ontem , com uma dor de cabeça atroz, rodei o shopping Barra inteiro para comprar um presentinho. Adoro escolher com calma (e com falta de dinheiro isso se torna mais "demorado" ainda) e ver que a pessoa gostou de verdade do presente.

Na real? Os dias de amor tem que ser cotidianamente. Não tem essa de Dia dos Namorados...aí vocês tiveram uma briga grega dois dias antes...e o quê acontece? Fica tudo bem no dia 12/06 como se nada tivesse acontecido? Acordam, ficam juntinhos mais tempo na cama (sábado ne?), tomam café juntos, ficam namorando e dizendo "Ei, te amo"..." Eu te amo mais"..."Mentira, eu que amo mais"....Ok...até 48h atrás estavam se estapeando e dizendo " Ah, larga mão de ser ridícula"..."Você que é um grosso ". Que transformação né?!

As vezes acho que ultimamente estou muito chegadinha na "real" da coisa. Mas é porque quero deixar claro e límpido o que penso: amor povo é todo dia. É você, mesmo atribulado, doar 15 minutos com intensidade a seu par. É dizer do nada que ama. É, ACIMA DE TUDO, demonstrar que ama com gentilezas, palavras soltas, ações. Amar é você ter aquela saudade gostosa do nada,...mesmo com quase 2 anos de namoro. Amar é você olhar aquela pessoa dormindo e pensar " Deus, porque não nos encontramos antes? Eu te amo tanto...". Amar é você brigar sim , porque vocês precisam se conhecer, ganhar a intimidade que nenhum carinho vai dar, mas que no final, saibam reconhecer erros e impedir prováveis cavalos de tróia que estejam por vir...Amar é aquela sensação de " ai, ele/ela está chegando". Amar é você ter a plena certeza que pode ter o colo do qual precisa, sem precisar explicar o quê está acontecendo de cara...apenas chorar, desabafar e depois pedir opinião. Amar é você ter certeza , TODOS OS 365 DIAS DO ANO, que aquela pessoa é quem tem o direito e o dever de ter seu coração nas mãos...pelo tempo que o Universo permitir...

(ain, emocionei...lágrimas nos olhos)

Breve historinha... Por Mariana Chetto





Um leitor nosso perguntou como nos conhecemos e uma das TPM’s (Cau), sugeriu que esta historinha poderia ser tema de um novo post. Acreditando que outros leitores também possam estar curiosos sobre como se deu este encontro, aceitei a sugestão...

Bom, pra começar eu sou o elo entre todas as TPM’s (humm... aposto que Drix vai dizer que eu tô me achando!). Bia é minha sobrinha. Alba é uma amiga de infância (éramos vizinhas). Drix, conheci através do meu trabalho em 2007 e foi amizade a 1º vista. Cau é uma chuva de coincidências e encontros que seria impossível relatar todos, mas só para ter ima idéia: sua mãe foi Diretora da escola que estudei a vida toda e Cau também estudava lá. Depois trabalhei com o irmão dela em outra empresa. Posteriormente, ao desenvolver um projeto que me levou a reencontrar a mãe dela, descobri que Cau já tinha trabalhado na empresa que trabalho agora. Depois ela votou a trabalhar nesta mesma empresa, ou seja, agora trabalhamos juntas.

Então, eu conhecia todas. Bia e Alba se conheciam (Alba é também madrinha de Leo, irmão de Bia) e Drix e Cau se conhecerem aqui na empresa. Mas como se deu o encontro para o blog?

Sem querer dar uma de dona do blog - se bem que Drix já disse que os sou o “quindim” mandão deste quinteto (ca ca ca) - o fato é que eu andava há algum tempo querendo 02 coisas: uma era promover um encontro de mulheres com objetivo de tratar de questões do chamado “Universo Feminino”. Na verdade o que eu queria era um espaço onde pudéssemos expor nossas idéias, pensamentos, desejos... Abertamente, sem medo, pudor ou censura. Um espaço onde cada uma poderia enriquecer seu repertório a partir da experiência e vivência da outra. A outra coisa que eu queria era ter outro blog.

Daí até este formato foi um click. Quando a idéia surgiu sabia exatamente quem deveria participar desse projeto. Não só pela afinidade e pelos bons textos, mas principalmente pelas diferentes bagagens que cada uma trazia...

E assim se fez este Universo multi, mix, onde todos podem e devem se expressar, falar, gritar, botar a boca no trombone. Cada um do seu jeito, da sua forma. Sempre polivalente, moderna, é verdade, mas sem jamais perder a ternura...

Por isso pergunto: E você leitor? Hem? Sobre o que quer falar?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Parada gay... Procede? por Bianca Chetto

SIM, eu acho que a parada gay está sem foco. E isso é uma pena.... Sendo bem sincera, uma vez que um movimento se torna um ‘evento’, é difícil (pra não dizer impossível) restaurar a sua integridade. A saída que eu vejo pro movimento LGBT é investir em outras formas de manifestação. Eu até poderia fazer algumas sugestões mais concretas, mas sinceramente, não tenho muita noção do que é exatamente que essa causa procura. Sim, pois só há manifestação de fato, quando se quer reivindicar algo. Legalizar o casamento gay? Adoção? Não sei bem como esses pontos estão definidos legalmente no Brasil...

Agora, se o que a comunidade LGBT procura é a aceitação social, é a igualdade social, então estamos falando de um tipo completamente diferente de movimento. Pra mudar uma lei, basta pressão política, mas pra mudar um hábito (pois eu enxergo o preconceito como um hábito, mais do que como um sentimento) é preciso uma re-educação que deve partir da convivência.

Se posso ser sincera, eu vejo o movimento (de forma muito superficial, eu admito) como um movimento cada vez mais discriminatório. A sensação que tenho é de que à medida que a comunidade LGBT vai buscando seus próprios caminhos, seu próprio estilo musical, seus próprios ídolos, ela vai também criando barreiras, muros mesmo, (de proteção, talvez) que bloqueiam a aproximação de pessoas que tem uma vocação sexual diferente. Não se estou explicando isso da maneira correta... Vou tentar mostrar o que quero dizer com situações que aconteceram comigo.

Sou fã da Maria Gadu; e o publico da Maria Gadu é, em sua grande maioria, LGBT. Ai a Gadu veio fzr um show aqui, e eu me empolguei toda pra ir... Quando comentei com minha amiga (que eh lesbica) que eu ia pro show, ela me olhou de cima a baixo e disse: “Vai fazer o que lá? N vai ter ninguém da sua turma... Ou você agora é da MINHA turma?” Algo muito parecido aconteceu no show da Ana Carolina... Eu estava na porta do show com um grupo de amigas e tinha muita gente do lado de fora (ninguem tinha dinheiro pra pagar o ingresso) Ai eu vi um amigo que estava com um grupo (todos homossexuais) e fui lá falar com ele. Na saída, ouvi uma menina (que já me conhecia) perguntar pra ele: “Bianca tá perdida é?”

Já passei por uma série de situações desse tipo, mas n cabe citar todas elas e nem quero fazer parecer que me senti profundamente ofendida com esses comentários, que estou magoada ou que foram situações gravíssimas. Nada disso. O que quero dizer é que, às vezes, talvez sem se dar conta, a própria comunidade LGBT se exclui. Discrimina o que não “pertence ao grupo”. Pode ser que eu tenha essa impressão por que só tenho contato com pessoas da minha idade, adolescentes (com toda aquela necessidade de auto-afirmação a flor da pele) e que a coisa seja diferente quando se trata de indivíduos adultos e maduros. Lol. Mas é o que dizem: O jovem de hoje é o adulto de amanha (ou algo do tipo)...

Acho que perdi o foco um pouquinho. Sendo mais objetiva, acho que não tem espaço para a Parada Gay como movimento ‘símbolo’ da causa LGBT, embora seja válido como uma comemoração por tudo que já foi conquistado. E a idéia que quero passar é que as comunidades ‘discriminadas’ (tenho medo de usar essas plavras pq td hoje em dia eh considerado uma ofensa... “/) devem buscar compartilhar o mundo, contribuir para ele, (see the big picture) e não separá-lo.

Espero que tenha ficado politicamente correto o suficiente. “/

Sugar to ya’ll.

Parada Gay...procede? - por Carla Palmeira


Foto: Google imagens


Levantar “bandeiras”?


É um tema bem polêmico para se discutir, muitas ideias surgem na minha cabeça e para filtrá-las em um dia de TPM (Tensão Pré Menstrual e não Ternas, Polivalente e Modernas) fica difícil, vamos levando...


Acredito que é muito mais fácil assumir um posicionamento de vítima do que mostrar que as coisas podem ser diferente, é menos trabalhoso e as pessoas se esforçam por você. Concordo com minha amiga Drix quando ela diz: “se você levanta intensamente uma bandeira contra um preconceito que rola, você, automaticamente, se auto-preconceitua!”.

Sempre acreditei que o inicio do preconceito, ou como diria meu irmão, do “pré” “conceito”, era iniciado pela vítima, seja ela judia, negra, homossexual, japonês, pobre, entre outros que vemos ou ouvimos diariamente.


Até ano passado, eu nunca tinha ido a uma parada gay, fui no intuito apenas de fotografar o colorido, abrindo um parêntese fotográfico, É MUITO LINDO DE REGISTRAR, porém pude observar que as pessoas que estão ali nem imaginam o objetivo daquela ação, estão apenas curtindo a “farra”, fora isso, a política enxergou nesse tipo de evento uma maneira de realizar campanhas, a "meninada" achou o momento de chocar, sim! De mostrar que é “descolada”, que é “atitude”, os travestis viram o momento de mostrar a beleza do seu trabalho, hoje a parada gay virou mais um ato comercial do que algo que devemos se orgulhar.


Fui presidente de Diretório Acadêmico da Faculdade, fui Vice presidente de um Federeção de estudantes de Hotelaria e Turismo âmbito regional, entrei nesse barco porque eu acreditava que podia fazer muita coisa em prol dos estudantes da área e de termos atenção, porém a militância estudantil virou berço de futuros políticos, infelizmente concordo com o ditado: “de boas intenções o inferno está cheio”...é assim que como todas as militâncias, os protestos e afins perdem seu objetivo, saem do seu foco e vira tudo um carnaval.


"Assim caminha a humanidade..."

O começo do fim ou Parada gay procede? Por Mariana Chetto


Acho que ainda não chegou o tempo em que levantar esta bandeira não seja mais necessário. Mas entendo e concordo com Drix quando diz que muitas vezes estas bandeiras acabam por acenar com o efeito contrário, ou seja, a vítima do preconceito acaba por se afirmar como "diferente".

Creio, porém, que isso faça parte da evolução natural de todas as mudanças sociais que aconteceram e acontecem na história da humanidade. É sempre assim na busca por se fazer aceitar algo novo. Sempre se exagera e a balança pende para o outro extremo. Mas isto é apenas uma forma da balança acomodar-se até atingir o equilíbrio.

Assim como Alba também nunca participei de uma parada gay e por isso não me sinto capaz de dizer se é válida ou não. O que percebo e penso é que se a parada gay ainda existe é porque muitos ainda precisam se utilizar dela para se posicionar no mundo. Se identificar.

Drix está é antecipando uma tendência. Uma vez que é só uma questão de tempo para que já não haja mais necessidade de levantar esta bandeira, de identificar-se ou rotular-se como isso ou aquilo. E digo mais: este tempo está muito próximo. Ou melhor, para a nova geração, para jovens entre 15 e 20 anos este tempo já chegou:

"...são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades - e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: "Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado".

O trecho acima foi retirado da Revista Veja, Edição de 12/05/2010

É isso. É só uma questão de tempo...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Parada gay procede? por Alba Querino

Orgulho e preconceito. Essa duplinha impagável anda de mãos dadas! Não sei quem vale menos.

Drix, esse tema é tão, tão...Importante, tão delicado, tão amplo, tão doloroso...
Que eu vou me manter na parada que você me trouxe.

Nunca participei de uma parada gay. Só vi em flashes pela mídia, então não sei se posso escrever sobre o que não conheço experimentalmente; que não vivi com todos os meus sentidos.

Posso dizer do quanto gosto da criatividade, da alegria e da capacidade de trazer leveza em um campo minado de dor que é a experiência de alguém que assume publicamente a sua opção sexual - porque, minha amiga, como já dissemos antes em outros textos - quando estamos fora do famigerado script social rasteiro e homogeneizado, é difícil ser um indivíduo. Quem consegue é alguém com substância.

Também não gosto de levantar bandeiras de forma tão sistemática, tão gritante, pois como você bem disse, terminamos por confirmar o que queremos dissolver, erradicar do planeta! Esse é o ponto mais delicado do seu post, e esse meu ainda não consegue dizer o que tem para ser dito a respeito. Vale para movimento negro, para gordinhos, cadeirantes, feios, desempregados, doentes, iranianos, mulçumanos, candomblecistas, cada situação fora do tal script. Ou seja, todo mundo de algum jeito...Sacou, cara pálida?! É você mesmo, não é a Drix, não. É você. E eu, e ela...

A mesma coisa a respeito do politicamente correto. Não confio no politicamente correto porque ele traz implícito o incorreto: é melhor chamar de secretária, porque não vamos chamar a empregada de empregada, não é mesmo?!

Acredito na autoaceitação. No agir proativo. Na serenidade do poder pessoal. Já reparou quando alguém é centrado na sua, a presença já silencia todo mundo? Quando alguém É naquilo que acredita, a gente nem argumenta nada, a gente se perde em nossas miudezas... A gente respeita. E o que era anormal se mostra extraordinário!

Por isso, garotos e garotas TPM! Não vamos cair no delírio do mais superficial para florescer aquilo que é mais profundo! Amantes dos homens, das mulheres, das árvores, dos japas e dos negões de Adriana!

Tenhamos princípios éticos, criemos beleza, refrigeremos a alma, aprendamos línguas para dialogar com os desconhecidos iguais nos quatro cantos do mundo e, então, nos espantaremos com a beleza da diversidade, sempre.

Quando quero saber se algo dentro de mim preenche os requisitos do bom e do belo, respiro e percebo se há uma expansão em meu peito. Se sim, isso é bom e belo. Se não, procuro abrir mão. Nem sempre sou tão consciente assim, mas continuo tentando. E todas as virtudes expandem.

A parada gay procede? Sim. SIM. SIM! Se ela for efetivamente, profundamente colorida como o arco-íris, no mais belo do seu sentido!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Parada Gay...procede? By Adriana Favilla



Se tem uma coisa que me irrita é preconceito. De que forma for, do jeito que vier, da forma que for expressado! (Vamos abrir um parenteses aqui para dois preconceitos que me permito: gente burra _ por comodidade _ e cozinha suja...sim, moooorro de preconceito). Só uma coisa que me irrita muito mais que isso, é a NECESSIDADE de levantar bandeiras. Acompanhem meu raciocínio: se você levanta intensamente uma bandeira contra um preconceito que rola, você, automaticamente, se auto-preconceitua! Tendeu? Ou seja, você assina embaixo do "eu não sou normal".

E como rolou a parada gay de sampa domingo, me veio à mente este assunto. Até escrevi para um site sobre isto. Eu, sinceramente, não tenho, não preciso fazer com que pessoas ignorantes entendam se eu gosto de negões, de japas, de homens, de árvores, de mulheres...WHATEVER! Isso denota qualquer característica ruim na minha personalidade e no meu caráter? Nops!

Quando eu morava em Sampa, acompanhei a parada por dois anos...Me bastou! Hoje a parada (na minha opinião), em que cidade for, é uma micareta ! Perdeu completamente o sentido, a devoção, a objetividade. O que a gente vê pela rua é um acinte praticamente...nem vou comentar o quê já vi em plena Paulista... E o que mais me irrita (gente, tudo me irrita com intensidade...hehehe), é que pessoas sérias, comprometidas com a causa LGBT ficam perdidas num rolo de "micareta" que "não dá gosto" de ver... Uma pena que propostas tão interessantes e sérias para finalizar de vez, essa babaquice estúpida de preconceito, caiam por terra...E DETALHE: PELOS PRÓPRIOS OPRIMIDOS E ESCURRAÇADOS !!! Que onda isso...

Ou seja, revoltei! Sou extremamente contra a parada gay, seja em que estado for. O dia que voltar a ser uma parada séria, comprometida , volto a achar legal..até lá...blargh!

Pronto, falei...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Venenosaa eÊÊêm, erva venenosa... ou Alegria alheia incomoda? Por Bianca Chetto

Então,... SIM. Alegria alheia me incomoda. Eu sei, eu sei, inveja é uma coisa feia. Mas se conta alguma coisa em meu favor, eu só sinto de veeez em quando. Em defesa dos invejosos ocasionais como eu, tenho que dizer que às vezes o mundo parece que faz de propósito!

Como quando você termina com seu namorado e precisa de um tempo sozinho (pra sentir ódio do mundo e se convencer de que você não sente falta dele) e tudo está muito bem até que um casalzinho de apaixonados se senta do seu lado! E é claro, eles não conseguem se controlar: dão risada o tempo todo, trocam olhares, se agarram.... (Pausa para limpar o veneno). Enfim, uma tristeza só. Para mim, é claro.

Ou quando vc está em pé num ônibus lotado, depois de milhões de horas estudando –andando - esperando no ponto, e tem sempre um grupinho que liga musiquinha no celular e faz tanto barulho que você não consegue ouvir sua própria consciência. (Que por sinal está tentando te lembrar que você também faaz barulho no ônibus qd está em grupo.)

Ou quando... ixe. Estou sem mais exemplos. Mas siim, o que eu quero dizer é: As vezes, bem raramente, não dá pra não ser incomodado com a alegria do outro.

Como está escrito lá no começo: parece que o mundo faz de propósito! (E é neste momento que eu passo de erva daninha à girassol...) E faz! Sim, na verdade o mundo faz de propósito. Não porque tudo gira em torno de mim, mas porque eu acredito piamente que tudinho nesse mundo está sempre conspirando em seu favor, em meu favor, em favor de todos nós. :D Não ficou claro? Eu explico. Embora os casais à sua volta qd vc brigou com o namorado pareçam estar ali só para te incomodar... Na verdade, eles estão ali pra fazer o contrário. Eu tento ver isso como um sinal divino, or whatever, de que tudo é passageiro, inclusive a sua raiva, ou a sua decepção: hoje você está querendo chutar o pau da barraca, mas amanha você pode (e vai) estar saltitando de felicidade. (agora você está incomodado com a alegria do outro, mas amanhã você pode estar incomodando o outro com a sua alegria. Lol!)

17% do tempo eu consigo pensar desse jeito, 3% eu simplesmente fico p* com a galerinha que anda muito contente e 80% do tempo eu to de bem com a vida. Acho que isso faz de mim uma pessoa bem normal. :D

Beijinho - beijinho, tchau- tchau.

A felicidade alheia incomoda? por Mariana Chetto


Este tema me lembrou uma frase que Marcus me disse que a avó dele falava muito:
- Muito riso é sinal de pouco sizo.

Será??

Não acredito. Não posso, não devo e não quero acreditar quer estar feliz, rindo muito seja falta de maturidade... Não. Decididamente isto não faz o menor sentido. Creio que quem diz isso está mesmo é incomodado com a tal felicidade alheia...

Gostaria muito de dizer que a felicidade alheia nunca me incomodou. Até porque sei que isto é uma grande bobagem, pois, como bem disse Drix, a felicidade de cada um é responsabilidade de cada um, na medida em que a felicidade depende de como reagimos a tudo que nos acontece. É isso mesmo, queridos, ser feliz é uma escolha! Uma DE-CI-SÃO.

Claro que não podemos estar feliz todo o tempo, até porque existe tempo pra tudo. Ninguém vai ficar feliz ao perder uma pessoa que ama muito, mas passada a dor mais lancinante, passado algum tempo (e esta quantidade de tempo é diferente para cada um), é você quem escolhe se vai continuar chorando, lamentando, sofrendo até o fim dos seus dias ou se vai seguir adiante e recomeçar uma outra história... É você quem decide que peso cada acontecimento terá sobre sua vida.

Eu sei disso. Acredito nisso. Mas, voltando ao foco, não posso deixar de confessar que em determinado momento a felicidade estampada na cara dos outros me incomoda sim!!!!! E não é inveja não, Drix e Alba. Juro! É mais irritação. É mais uma coisa do tipo: Dá para todo mundo ser solidário com a minha tristeza e não ficar rindo aos montes do meu lado, pô!!!! Claro que isso não faz o menor sentido, né? O mundo não pode parar para esperar que eu me recomponha... Eu sei disso. Mas vai dizer isso a Mariana quando ela está fula da vida. Ela não que entender. Só quer que todos parem de rir e achar o mundo lindo, cor de rosa ou sei lá mais o quê.

Aliás, pensando bem a felicidade dos outros costuma me incomodar, não quando estou triste, mas quando estou tensa...

Estou atrasada cheia de prazos para cumprir no trabalho e o sujeito no carro da frente andando beeeeeeeeem devagar. Rindo, passeando, mostrando a namorada, amante, esposa, ou seja lá o que for, a praia, o sol, o mar. Tudo lindo, bla, bla bla. Mas dá para sair da porra da frente e pegar toda sua felicidade e enf...
Sacou? ca ca ca

Ainda bem que este sentimento horroroso de querer que quem está feliz pegue a sua felicidade e..., passa bem rápido! Quase sempre dura apenas o tempo necessário para que eu termine de mandar a bendita criatura para "aquele lugar" (que fique claro que faço isso sem que o outro possa escutar!). Logo percebo o ridículo da situação e deixo minha ira ir embora, e muitas vezes – juro que é verdade - até dou risada da minha fúria descabida e no final a felicidade do outro ao invés de me incomodar, até me contagia...

Bom, Cau, devo dizer que embora seja bem feio incomodar-se com felicidade alheia, creio que este é um sentimento bem normal. Humano, mesmo (espero!!!). Pelo menos quando é pontual, ou seja, se limita a uma ou outra situação. Agora se for sempre, o tempo todo, aí creio que já seja “MHP - Mal Humor Patológico” (acho que era o caso da avó de Marcus!) e nestas situações só chamando Alba para resolver, he, he, he!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Felicidade alheia incomoda...- Por Alba Querino



Uma triste constatação essa...

Por que?
Porque ser feliz é uma decisão muito difícil. Bem mais difícil que ser infeliz.

A infelicidade traz peninha, justificativa, complacência, concessões e um desagradável nivelamento por baixo...Uma pessoa infeliz possui uma licença nada poética para continuar reclamando, estacionada na ingratidão da vida.

Se você tiver a coragem de ser feliz, completamente feliz, imensamente feliz, além e apesar disso tudo que há...corre o risco de ser confundida com uma criatura egoísta, arrogante e exibicionista...Ai que ódio de você (pensariam, sentiriam, mas quase não falariam, os invejosos de plantão)!

Inveja, ira, cobiça...

A voracidade de quase todos os sete pecados capitais mora nesse olhar incomodado da sua pretensão em ser colibri. Mais tranqüilo ser abutre, né? Mais tranqüilo ainda não falar disso tudo tão real, não é mesmo?!

O ponto central não são os pecados que escorrem soltos aqui, mas a decisão de ser plenamente feliz! A ousadia de ser feliz, simples assim.

Quando a felicidade alheia está incomodando, está faltando foco. Foco em si mesmo.

Observe: os plenamente felizes estão esquecidos dos outros. No melhor dos sentidos, não se lembram dos vizinhos, dos maiores e nem dos menores. Os imensamente felizes não comparam. Não se comparam. Estão focados em ser felizes. Não que eles sejam egocêntricos, umbigos do mundo. Eles, os verdadeiramente felizes, são muito amorosos, solidários, atenciosos e entusiasmados. Mas não perdem o foco de buscar sem abrir mão um milímetro daquilo que os deixa apaixonadamente felizes.

Como diz o ditado popular: os incomodados que se mudem! Mudem de visão, mudem de lugar, mudem de perspectiva, e principalmente, mudem o foco para si mesmo, mudem de opinião sobre si.

Agora, só resta descobrir o que seja a felicidade plena. Não, não, ela não é uma felicidade comprada...Como é ser plenamente, absurdamente, hilariamente feliz para você?

Para nós, um grupo de mulheres rindo relaxadamente e balançando as suas barrigas ao som da sua alegria, é um momento de felicidade plena. Um êxtase!

Os humanamente felizes querem que os incomodados também façam parte disso, porque a felicidade solitária não é felicidade real. E um mundo de paz e felicidade só é possível se decidimos ser felizes em nossa individual vontade.

A happy alheia incomoda ? (a da Hebe sim!) Por Adriana Favilla


Eu sou uma fã incondicional de Hebe Camargo. Sim folks, creim! Acho Hebe tão Alice in Wonderland que admiro! Parece que ela só se preocupa com seus diamantes que devem ser polidos mensalmente. E para tirar a dúvida se ela existia ou não, fui à seu programa. Ela existe, é real! Bom, em 2005 ela era..agora já não sei...

Sim a Drix é meio louca..Hebe, felicidade alheia...explico: será q ela acorda rindo e falando “que graciiiinha”? Isso me irrita! É uma felicidade constante? Sim, a felicidade da Hebe me irrita! A alheia (que não seja a da Hebe) não me irrita não. Sem sacanagem...to nem aí. Felicidade é um negócio tão cafajeste que não to nem aí se fulano tem ou não. Oxe, e não é cafajeste?? Quando você está se achando a bala que matou John Lennon, vem uma tristeza toda faceira ou um problema tooodo cheio de dentes de tão sorridente e a cafajeste da felicidade vai embora...Ok, mas o tema não é este. Se continuar neste ritmo, tia Cau me bate.

Nunca acreditei em felicidade, portanto não tenho como invejá-la no alheio! Acredito piamente nos tais e sinceros momentos felizes. Nestes sim. Sempre aparecem se você estiver na vibe. Sempre. (Mas o assunto também não é este...será a segunda que me deixa assim?)

Para aqueles que me invejaram quando estive em plena felicidade por ir até o programa da Hebe...morte! Sim, para todos! Acho que tudo pode ser diferente. E porque não matar essa tal inveja da felicidade alheia? Gente, isso não pode, nem deve incomodar. É irracional. Que inveja é esta meu deus? Não sabe seguir a sua estrada não? Trilhar seu caminho, seja complicado ou não, é um dever unicamente seu. Não é porque o outro está feliz que você também deveria estar ou vice-versa. As coisas vem a partir do momento que nos deixamos levar pelo Universo. Cada coisa chega em sua hora certa, sem atrasos. E muito menos adiantamentos. Nossos obstáculos até os tais momentos felizes servem para amadurecimento (me corrijam se eu estiver dopada)...portanto, sem inveja da happy alheia. Se a pessoa chegou até lá, não foi presente...foi puro merecimento!

Drix



domingo, 30 de maio de 2010

A Felicidade alheia incomoda? Por Carla Palmeira

Foto: Google Imagens

É impressionante como há gente nesse MUNDÃO de Deus que se incomoda com a felicidade alheia.

O Amor em um banco da praça entre um casal apaixonado é motivo de olhares repressores e comentários infundados recheado de veneno, gargalhadas alta em lugares fechados como cafeterias e restaurantes e as pessoas da mesa vizinha mudam de lugar, sorriso dentro de um ônibus LOTADO e o cidadão do seu lado pensa que você pirou, levar a vida enxergando o que tem de bom e mesmo chorando, ainda consegue sorrir, você não é considerada normal.

Imagino que esse tipo gente não sabe lidar com suas frustrações e se sentem ameaçadas por essa energia que emana e se espalha com muita rapidez, estar feliz porque o seu amigo passou no vestibular e você não, estar feliz porque depois de muito tempo sofrendo seu irmão encontrou seu par ideal, estar feliz porque sua esposa recebeu uma promoção no emprego, isso aborrece, gera uma sensação negativa como críticas maléficas, desprezo, inveja, ódio, entre outros sentimentos que a felicidade pode despertar na pessoa que não a sente e sinceramente ainda estou sem compreender porque isso acontece.

Se alguém sabe, me explica?

Sem mais para o momento!

TPM indignada

terça-feira, 25 de maio de 2010

E finalmente elas se encontraram...


Era uma vez um lugar tranquilo, onde as pessoas se encontram no intuito de apreciar um bom café. Naquela noite ninguém imaginava o que ia acontecer. Nem mesmo as “TPM’s”.
Aos poucos elas foram chegando. Quindim foi a primeiríssima, depois Drix a acompanhou, rolando um papo cabeça, alguns minutos depois Cau chegou. Antes de adentrar o recinto avisou discretamente (toc toc). A dupla atordoada, acreditando estar ouvindo coisas do além, ficou procurando quem seria. Juntas, ainda estavam em três, as gargalhadas começaram, olhares direcionados à mesa, os garçons nada entendiam, coitados!
Chegou nossa mascote e Drix serelepe logo a reconheceu: - É Bia! É Bia! Nossa mascotinha kkkkkk
Depois chega Alba e Drix novamente acerta no alvo: - Reconheci através da foto. Memória infalível!
Pronto! O Quinteto se fez. A chuva tinha dado uma trégua lá fora, porém naquele cantinho era um furacão. Tempestade de ideias, gargalhadas, olhares e sensações, tudo ao mesmo tempo. Uma grande mesa e um ar condicionado central não foram o bastante para abrigar tanta energia...
Estavam se conhecendo, sim queridos, a parceria surgiu antes mesmo delas se conhecerem pessoalmente. Pelo menos não todas.
Ningúem que olhasse para aquela mesa e diga-se de passagem todos estavam olhando (risos), diria que elas não se conheciam. Pareciam se conhecer muito bem... Era a cumplicidade de 05 mulheres ternas, polivalentes e modernas.
Com certeza, este encontro no mundo “real” renderá frutos para o encontro virtual...
Aguardem!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E por fim, eu tenho uma Drix? (Porque eu sou O general) ! By Adriana Favilla



Enfim, depois de solavancos, churros pequeníssimos, pessoas comendo pratos enormes de queijo coalho (JURO),... enfim again, depois de desmandos (pq meu general está de férias), cá vim falar sobre o post iniciado por Alba (a louca do queijo coalho gigante).

Eu vivo de General. Aliás, quando alguém achar a Adriana por aí, me avise. Ou ponha ela dentro de um sedex 10 (SIM, sedex 10...deixa de ser canguinha) e mandem a moça pra mim! Desde que me entendo por gente (quando larguei a mamadeira...sim...tinha uns 8 anos..creiam), lembro de ser A general. Pela juventude extremamente complicada, presa, cortada nos seus melhores momentos. Não sou general pela morte...que começou cedo na minha vida...na sala de parto mesmo! Talvez por essa perda tão absurda, eu não tenha sentido meu general com morte e sim com vida. Com meu processo normal de vida que começou a ficar legal SOMENTE após os 25 anos. Antes disso não. E foi daí que nasceu um General quase mais presente que a Drix. Sim...infelizmente? Ou felizmente? Alba qualquer hora me responda isso na particularidade do mail...hehehe.

A questão é que meu General é meio inconstante, desequilibrado as vezes e super observador. Quanto mais observa, mais meu General tem vontade de dar porradinha! Sim...meu General é praticamente um Capitão Nascimento ! Mas a Drix é super fofa e engraçada (que digam as 4 tpm's no encontro de sábado passado _ que será transcrito para o blog , calma). Só que meu General é austero quase, é obstinado em certas ocasiões, é determinado, é guerreiro, é forte quando acha que deve ser, é de passar por cima do que acha que não tá certo (na cartilha DELE , claro)...enfim, meu General é aguerrido! Sempre!

E no final das contas eu queria mesmo é ter uma pin'up dentro de mim...seria tão mais legal..heheheh

sábado, 22 de maio de 2010

Quem tem medo do General? - Por Carla Palmeira

General?! Acredito que está mais para um Ninja.

Esse meu lado ainda é sombrio, vive na espreita, analisando os fatos para poder agir, sem forma definida e às vezes sem hora para aparecer eu sinto a sua presença me rondando como se fosse uma sombra.

Convivemos de uma forma pacífica (até o momento!), juntos somos o equilíbrio e separados somos dois seres totalmente diferente, o Ying e o Yang. Como sei disso?

Ah! Difícil explicar! rs

Comecei a notar essa diferença há uns dois anos, não foi uma morte no sentido de perder um ente querido, mais uma morte no sentido de "acabou e pronto!", próxima etapa, ressureição. Aprendi a lidar com o meu lado obscuro, deixando ele aflorar nos momentos certos, confesso que nem sempre ele aflorou nesses momentos (rs) e me deixou em situações difíceis, mais eu acredito que faz parte do aprendizado.

Ele consegue ser meu lado racional, guerreiro, foi com ele que aprendi a me impor diante de situações enérgicas, seja no trabalho, com os amigos, em casa ou em qualquer outro lugar. Não conversamos muito, ele não tem meias palavras, direto e sincero ele age.

Eu sou lado emocional, quando dá tempo eu preparo o terreno antes de sua chegada para que o estrago não seja tão "gritante" e aí vem a pergunta: E quando não dá tempo?

Ah! Aí Ferrou!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem tem medo do general? por Bianca Chetto



YES! Momento perfeito pra falar sobre isso. O meu general é um leão. (Sim, sim, sim, por acaso, esse é o meu signo. :D )

Meu leãozinho passa a maior parte do tempo adormecido, mas hoje ele acordou e foi por pouco que não causou um estrago. Agora mesmo, ele ainda está acordado, o olhar ameaçador, andando em círculos, procurando o melhor lugar para voltar a dormir.

O meu leão é quente, gosta de sol, tem sangue latino. Seu sono é profundo, mas acorda quando ameaçam sua cria ou quando se sente desafiado por outro leão. Também acorda quando é atiçado, provocado, quando está muito animado ou se sente fome de atenção.

Ás vezes o leão acorda tranquilo, sinal de que está satisfeito. Então, ele ruge com força para se fazer presente, e continua deitado, imponente, o rabo balançando devagar. Outras tantas, meu leão acorda agitado, e mesmo sendo grande e pesado, se move numa agilidade supreendente: uma vez que se levanta destrói tudo que encontra pela frente.

Ele é impaciente, valentão, inconsequente. Ele grita, argumenta. É rude e tem sempre razão. Meu leão assusta. Acorda, quebra o pau, depois volta a dormir e me deixa sozinha arrumando a bagunça e pedindo desculpas. Nessas horas, amaldiçou o meu leão baixinho, desejando que ele tenha mais cuidado da próxima vez.

Geralmente, no entanto, meu leão demora a acordar, e nessas horas, eu me pego querendo que ele tivesse acordado mais cedo. Quando isso acontece meu leão se sente deprimido. Então ele fica inquieto, e eu passo horas recriando para ele a cena perdida, até que ele libere toda sua fúria bolando milhões de respostas e golpes de artes marciais que, na opinião dele, teriam resolvido o problema. Depois ele se acalma e nós ainda passamos algum tempo juntos, consolando um ao outro até que ele volte a dormir.

Meu leão é selvagem, incontrolável. Meu leão sente muita raiva. Mas no fundo, no fundo, meu leão sente muito amor. Muito amor por mim, por quem tem amor por mim e por quem eu tenho amor também. E é por isso que - apesar do friozinho que dá no estomago toda vez que ele acorda – eu não consigo evitar o sentimento que vem no meu coração, cheio de amores pelo meu leão. :D

Peace.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quem é o meu "general"? Por Mariana Chetto


Pensei que fosse só eu que travava esta batalha com este outro eu que infelizmente, diferente do de Alba, ainda está sem nome e sem contornos assim tão definidos. Deve ser porque Alba percebeu sua presença bem antes de mim - tomara que seja só isso mesmo e que com tempo e evidentemente dedicação, eu também possa reconhecê-lo assim de pronto.

Meu momento definitivo também se deu pela morte. Meu filho João faleceu quando tinha 03 anos e meio de idade. É estranho realmente, mas como disse muito bem Alba, a morte é generosa... Ela pode ser uma porta aberta para o autoconhecimento. A dor profunda é um caminho direto para o fundo do poço e o fundo do poço, longe de ser um bom lugar, é o melhor para enxergar todos os nossos “eus” escondidos, reprimidos, abafados, negados... E para quem conseguir, pode sair das entranhas uma nova criatura. Melhor, com maior potencial de ser feliz porque agora, começa a ter consciência de quem realmente é...

Como disse anteriormente, o meu personagem ainda não tem nome, mas começo a perceber claramente sua presença em algumas situações. E assim que percebo tenho tentado permitir que ele se manifeste, apareça e grite até, se for o caso. Só assim, reconhecendo sua existência posso conviver com ele e usufruir de suas qualidades, porque, como disse Alba, ele pode parecer bem cruel, mas tem qualidades que preciso para sobreviver...

Creio que neguei tanto este meu outro eu que ele andava (e ainda anda) com dificuldade de se insurgir, ou seja, diferente de Alba - que agora, às vezes, até precisa dá um chega pra lá nele - eu preciso é deixá-lo livre, solto para falar. Botar a boca no trombone...

Hoje reconheço que mais da metade das situações realmente complicadas, difíceis e até mesmo tristes que eu me meti e ainda me meto é porque nego esse meu “general”. Não deixo ele se manifestar. É que fomos ensinados a ser bons, abnegados, cristãos, etc, etc. Ok, Ok, tudo isso pode até ser muito bom. Se for real. É, real mesmo. Explico, ou melhor, exemplifico:

Sua vizinha quer que você olhe o filho dela por 05 minutinhos enquanto ela vai ali, rapidinho, comprar um remédio. Ora, como alguém pode se recusar a prestar este favor? São só 05 minutinhos e a farmácia é ali do lado prédio. Você não tem coragem de negar, né? Como dizer àquela vizinha legal que você não pode ficar 05 minutinhos com o filho dela porque você não sabe, não gosta e não quer lidar com criança, porque você tem pavor que ele quebre seus preciosos cristais e principalmente porque você está muito ocupada assistindo a uma série de TV que você ama e nunca perde um episódio se quer? Você não tem coragem de dizer isso porque todas estas razões lhe parecem tão banais, fúteis, feias e sei lá mais o que. Aí, você como boa cristã diz sim. Pronto. Está feito. A criaturinha entra no seu ap berrando porque a mãe saiu e você não sabe o que fazer para ela parar. Oferece um sorvete, bala e nada funciona. Você vai até a cozinha pegar um pedaço de bolo de chocolate que estava guardando para comer mais tarde. Enquanto isso a criatura pega o controle e muda o canal na hora em que o mocinho ia revelar o nome do assassino. Pra fechar quando você corre para mudar o canal esbarra no vaso de cristal que você comprou em Paris naquela viagem maravilhosa no ano passado... Quando a mãe chega, 05 minutos depois, te encontra dando um belo beliscão no filho. Conclusão: você é uma pessoal horrível que maltrata crianças por diversão!

Risadas a parte o fato é que, se ela tivesse reconhecido que não curte criança, que não aceita invasão do seu espaço, que não suportaria abrir mão daquele momento e dito simplesmente - sinto muito, mas não vou poder te ajudar. Não é um bom momento para mim - teria sido muito melhor, não? Mas a pessoa do exemplo, assim como eu, acha que deve ser sempre a boazinha, a que sempre está disposta ajudar... Só que não é, ou melhor, não somos (ela e eu). Mas não é fácil reconhecer este outro “eu"... Deixá-lo se mostrar...

Não estou dizendo que é bom a gente ser assim ou assado. O que estou dizendo que é bom a gente ser a gente. Sem máscara, sem truques, sem disfarces. Só assim podemos caminhar na melhor direção e conviver pacificamente conosco e com os outros. Quando não fingimos ser o que não somos deixamos claro pro outro o que podemos ou não fazer. Sem joguinhos, sem adivinhações, sem gerar falsas expectativas. Se ainda assim o outro insiste aí já é um problema dele, não seu...

Bom, Bal, não consigo ainda apresentar o meu personagem assim tão definido como você, mas pelo menos já não nego sua existência. Não sempre!

Amei o tema!

Bjs.
Mari

Quem tem medo do general, general, general?


Eu tenho. (risos)

O general é o meu lado mais difícil. Aquele que é indomável, assim meio mandão. Me leva a fazer coisas, falar de um jeito que eu não gosto muito. Meu general é cheio da bossa, tem opiniões formadas, tenho que lembrá-lo, suavemente, que as pessoas podem pensar diferente... Se tivesse uma nacionalidade seria uma mistura de italiano com americano. Pragmático e teimoso.

É um pouco implicante, gosta das leis, impaciente e sente uma certa dificuldade para desculpar. E para dizer que tem essa dificuldade também.

Meu general tem uma personalidade forte e aparece nas horas em que é necessário controle, rapidez, racionalidade e frieza. Acontece que, se eu der corda, ele quer ficar pro almoço, e aí, não pode.

Já briguei muito com ele, por muitos anos. Primeiro achava que ele não existia. Era uma lady, uma doce criaturinha meiga, chamada de Chanel na faculdade. Como poderia ter um general? Tão maternal...

Depois, mais tarde, comecei a enxergar ele em algumas outras pessoas. Claro, não gostava. Era sempre alguém que tinha esse general petulante, arrogante, mandão, lá. No outro. Lá, bem longe. Vamos evitar essas pessoas general, ou combatê-las. Mas quem combatia os outros generais? Quem?

Um belo dia, aos 20 e poucos anos, essa pergunta começa a ser respondida. Muito choro, muita dor, muita surpresa. Eu? Um general? Esse ser habita em mim? Mas, vejam bem, só um general descobre outro.

Alguns anos de terapia, investigação pessoal, observando... descobrindo a história do milico... Como nasceu, onde, quando resolve sair da toca e atacar. Como funciona. Quem era. Muitas discussões com ele, negações, sofrimento. Porque ao lado do general tinha a não aceitação da existência do general. Se pudesse, ele não existiria e tudo seria bom no Reino das Águas Claras de Lobato.

Só pude encontrar meu general devido a uma forte situação e necessidade emocional que se seguiu: a morte do meu pai. Interessante, não?! A morte é generosa...

Como não queria escutá-lo por acreditar desde criancinha que generais são cruéis, não são cristãos e devem ser amortecidos, ele teve que gritar alto durante algum tempo. Ele surgia do nada e quando menos esperava, saltava pronto a trabalhar. Olhava para ele assustada, e queria esconder aquele rapaz de qualquer jeito em algum lugar. Engolí-lo, talvez. Levei uns bons anos fingindo que ele não existia. Tapando a boca do general.

Comecei a perceber que me perdia, me derramando em bondade, em concessões. Ficava desanimada (no sentido de sem anima mesmo, sem alma). Sem energia, sem risada, sem paixão. Perdia a minha forma, uma parte da essência. Como poderia sentir o sabor doce, sem o salgado, o amargo e o sem sabor?


Outro momento espelho, espelho meu, e outra descoberta importante. O general não é de todo mal. Comecei a perceber os seus motivos, a sua função na minha vida.

O meu general me ensina a sobreviver. A dar limites e receber limites (porque só um general respeita outro general). Ele sabe enxergar o perigo, analisar rapidamente e criar as estratégias de salvação.

Vi vários tipos de generais por aí (expostos, dissimulados, atabalhoados e bufões, tirânicos, religiosos).Vi um general ativando outro general. Vi a falta que um general faz. Vi ele diminuindo de tamanho, inclusive. Como tinha medo dele, e então apagava a luz da consciência para não ver, ele se mostrava bem maior do que realmente era. Mais feio, mais monstruoso. Vi, inclusive, a necessidade das qualidades dele para a vida funcionar no seu cotidiano, como realizar metas, ganhar dinheiro, cumprir prazos, lidar com relações de poder, trabalhar, reconhecer embusteiros e algumas ciladas. Vi ele dar socorro, não se desesperar e se perder nas emoções.

Vi a compaixão que mora no coração do general.

Ainda me vejo negociando com ele, (re)conhecendo a sua presença. Ele é um amigo da minha história, esse general.

E vocês, TPMs, também possuem um general parte de vocês, ou algum outro personagem que tenha dado trabalho?


Alba Querino

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ser ou não ser.... por Bianca Chetto

Engraçado esse tema sair justamente agora. (Vi que outra TPM começou o texto assim tb, mas ja tinha escrito antes de ler, e é verdade pra mim tb, entao resolvi n mudar. :D) Por algum motivo, as pessoas têm falado muito sobre maternidade comigo, e já me vi respondendo a essa pergunta do “SER OU NÃO SER” algumas vezes nas últimas semanas. Em todas as vezes, respondi sem pestanejar: “Não.”

Não, não quero ficar com a barriga do tamanho de uma melancia. Não, não quero limpar cocô, meleca, e passar noites sem dormir. Não, comprar merendeira, farda, mochilinha e enxoval. Não quero levar ninguém pra escola, natação, cursinho de inglês, aulinha de futebol... Não, não quero passar a noite acordada esperando meu filho (a) chegar da ‘balada’, não, não quero deixar de ir pro cinema, pro boteco, pra esquina. Não quero ir falar com a professora, não quero ajudar com o dever. Não quero ter que voltar pra casa por que meu filho não pode ficar sozinho... Enfim, não quero ser mãe.

MAS, porém, contudo, todavia... Todas as vezes que eu disse em voz alta “Não quero ser mãe” e até mesmo enquanto eu escrevi o último parágrafo, eu senti um apertozinho. Como se uma forçinha incômoda comprimisse meu útero, e uma luzinha se apagasse no meu peito. É uma sensação de tristeza sem explicação, como se eu estivesse ferindo meu próprio corpo. E então me pego pensando: Seria o extinto maternal intrínseco à mulher se revoltando por estar sendo renegado? Ou seria uma força superior me dizendo que tem sim um filho no meu ‘destino’? As duas reflexões me parecem ridículas, no entanto, vez ou outra eu digo ‘não’ àquela pergunta, e sinto a mesma sensação. E toda essa confusão me leva a me perguntar: Por que não, cara pálida?

Imediatamente o segundo parágrafo me vem à cabeça. Mas a pergunta não se satisfaz e continua me enchendo. ‘Por que?’

Não sei. A verdade é que por mais que eu pense, não consigo escolher que vida eu quero pra mim. A verdade é que tudo que eu sempre quis fazer, hoje parece impossível. A verdade é que eu não quero casar, nem ter filhos, por que eu simplesmente não sei o que eu quero. Na minha cabeça ter filhos está diretamente, necessariamente, ligado a uma vida de privações e realizações que dependem 90% do sucesso dos meus filhos. Está ligado a uma vida em casa, contando historinha pra dormir, ouvindo historinhas de festinhas... Não me entenda mal. Do fundo do meu coração, acho essa vida maravilhosa. Vida simples é o máximo. Mas, meu Deus, será que eu, euzinha, ia ser feliz assim?

E os meus sonhos? E todas as outras coisas que eu sempre quis fazer? Será que tudo se resume a isso: sonhos, do tipo que se tem quando está dormindo. Será que todo ‘jovem’ tem todos esses sonhos e acorda um belo dia ‘adulto’ sentindo que na verdade agora ‘as prioridades são outras’? E se eu não quiser outras prioridades? Será que ‘crescer’ é isso? E se eu não quiser? (Momento Peter Pan)

Antes que eu fuja completamente do tema, vou simplificar: Tenho medo de escolher ser mãe. Porque tenho medo do que isso significa pra mim hoje. Tá, tá, tá, um dia eu vou pensar diferente. Mas HOJE, eu ainda penso como se tivesse 17 anos. Afinal, eu tenho 17 anos. Então, please, não exija mais da minha compreensão antes que entre em parafuso e não consiga concluir o texto. Como disse, tenho medo de ‘escolher’, por tanto, deixo mais essa pergunta em aberto. Ser ou não ser mãe? Não faço a mínima. De um jeito ou de outro, um dia vocês ficam sabendo. :D

Ser ou não ser? por Alba Querino


Ser ou não ser... eis a questão... Shakespeare, e agora?!
Ser ou não ser mamãe... um processo esse dilema dos dias atuais.
As mulheres se sentem fadadas a serem mães ainda hoje. Mas uma reportagem como essa é muito interessante porque permite à mulher não-mãe se expressar. As outras formas-mulher também são possíveis e possivelmente felizes.

É, Mari, eu concordo em número, gênero e grau com você. Não li a Muito, mas já gostei a partir do que você escreveu, da coragem de permitir às mulheres tantos papéis quanto elas queiram e a liberdade de escolher esses papéis com consciência.
Um bebê precisa de consciência. Precisa de alguém que se conheça e não repita cegamente a sua infância novamente, naquela criaturinha tão bela, tão inocente e tão devoradora. Uma criança é devoradora também, e isso não lhe tira a beleza. Devoradora de peitos, de atenção, de tempo, de carinho. E com legitimidade.
Tem uma autora, Elisabeth Badinter, que escreveu um livro fantástico a respeito da maternidade: O Mito do Amor Materno. É um soco no estômago a sua leitura. Ela fala de como a maternidade é uma construção cultural.

Eu concordo, em parte. Leia o livro, vai... vale a pena repensar...

Percebo a força da cultura na grande interrogação que vem sempre antes quando você ainda não teve filhos. Você não é uma pessoa boa, amorosa? Você é frustrada? Você é feia? Você não consegue um pai? O que há com você, mulher, que você não pariu? Não produziu filhos? Principalmente se você é casada. Existe aquele olhar perguntador...hã, hum, bem...cadê as crianças? Quando elas virão? Elas virão, não é? Ah, não faça isso...

Uma mulher pode gerar outros projetos, outras pessoas, outros sentimentos, outros nascimentos, sim. E é verdade que se conhecer bem para saber se você é mãe em seu coração é um bom caminho para poder ser MÃE do baby. Sem culpas, sem dar de mamar pensando no peito que pode cair e não será tão sexy depois (o que também não concordo, acho que um peito mamado conta uma história, e essa coisa plástica desses balões sempre para cima são uma ilusão perversa, mas isso é para outro post! Aliás, tem sempre tem um outro post nascendo).

Fase um: Uma mãe que pode perder noites e amanhecer sorrindo, uma mãe que tem tempo para conversar, cantar aos berros dentro do carro com os vidros bem abertos ou fechados; Que se deixa ser maquiada de noite depois de chegar do trabalho, cansada, e ficar com uma cara de vampira no final, e achar lindo! Uma mãe que come os restinhos de cada um e termina por não pedir o seu próprio bigmac. Uma mãe que pula na corrida de saco domingo de manhã na gincana da escola. Que põe em cheque a sua relação brigando com o parceiro por causa da coisa egoísta dele quando não quer deixar o menino dormir só hoje na cama entre a gente. Uma mãe que vai para a reunião do trabalho com as unhas pintadas de vermelho pela filhotinha aprendiz de manicure. Uma mãe que vai levar para tomar vacina e que chora só por causa daquela picadinha infeliz que aquela monstra da enfermeira deu no seu filho.

Fase dois: Uma mãe que viaja com as filhas adolescentes e volta a lembrar quando ela também suspirava com músicas românticas. E uma mãe que adoraria se seus filhinhos amados sumissem de vez em quando, só para ela poder não ser mãe por 15 minutos, enquanto ela se refaz. Mas não mais que isso. Uma mãe que agüenta a famosa fase de feder do filho adolescente que não quer tomar banho, não quer curar o chulé, não quer sair do banheiro há uma hora. Que gasta 1/5 do salário dela com telefonemas, e que ama o computador, a prancha de surf, o game e a mãe do colega mais que tudo! É eles amam as mães dos outros por um tempo...

Uma mãe, é uma mãe, é uma mãe... seja biológica, adotiva, tia, madrasta, vovó, dinda ou babá-mãe. Com vinte, trinta, quarenta ou cinqüenta anos. É uma mãe.

E uma mulher que escolhe não ser mãe é uma mulher verdadeira também, porque sabe seus limites, sabe ser mãe de si mesma.

Tem aquelas que não são mães, não porque não queriam, mas porque não aconteceu... Por diversos motivos que só a Existência sabe... e aí, é uma dor se ela se identifica com a ilusória família feliz da propaganda de margarina. Porque uma família é muito bom, mas não é de propaganda de margarina. A gente se desentende. A gente quase se esgana, de mentirinha, claro! Mas se esgana e a barriga ferve, quando as coisas acontecem de verdade.

Se a gente não pode ser mãe por causa da vida e não pelo desejo de não ser, é bom relaxar e aproveitar essa oportunidade de poder ter escolhas, outras funções além da maternidade. É escolher poder ser feliz. Ser feliz além do script. Não gosto dos scripts que se escrevem para todo mundo e quem não está nele é anormal, tem inveja ou engorda. Parece sutiã com número errado! Não. Ser livre para ser seu eu mesma é a escolha de maior felicidade que a gente pode se dar. É o rugido do leão quando descobriu que não era ovelha. Um rugido maravilhoso, uma energia só.

Pessoalmente, sempre quis ser mãe. Igual a Dri. Até descasei porque eu e meu amado nos desencontramos nesse desejo, na época. Mas sempre pensei que criança não precisa de marido nem de esposa, mas precisa de mãe e pai.

Hoje, é uma possibilidade da Vida para mim. Sem dever ser. Gesto muitas coisas como trabalho, viagens, amigos, meditação, aventuras impensáveis um dia. A mãe existe em mim com tanta graça e liberdade quanto a não mãe. Aliás, sempre fui mãe dos filhos das amigas, dos sobrinhos, dos afilhados. Literalmente eles me chamavam de mãe. Ganho presentes no dia das mães, às vezes. Na escola meu apelido era mãe.

Por isso, se eu ainda for mãe nessa vida, o baby vai ter um pai que queira ser pai. E se eu for mãe biológica ou não, acho que vou ser uma mãe suficientemente boa. Hummm... acho que já estou virando vovó!