
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Amo viajar - por Mariana Chetto

segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Feliz Dia dos Pais para os papais das TPM's - por Alba Querino
Um beijo enoooorme cheio de boas lembranças, algumas birras, malcriações e muita força, empurrão para a vida para eu ser quem sou...
Um beijo no blog pro meu Paizão lá em cima, aqui embaixo, em toda a parte nessa Existência agora da qual ele faz parte!
Antonio, Quirinópolis, Teêta, Vovô Querino...porque você faz falta, mesmo na consciência de sua presença além do tempo e do espaço. Além da dualidade...
Sou muito grata a meu pai. Pelas coisas boas daquele sagitariano sem papas na língua, pelas broncas nem tão boas que a adolescente custou a entender...
Sou grata pelas poesias em que fui filha musa inspiradora, pelo senso de justiça e honestidade, pelo Direito, pela solidariedade tão espiritual. Pela liberdade na criação, pela rebeldia do seu ser imprevisível e que vejo que herdei.
Beijinhos, abracinhos saudadinhas da sua filhota, você está eternizado em mim, André e em Antônio e Bia.
Onde você está agora, dissolvido, olhe para nós com os seus bons olhos. Você é o pai, nós somos seus filhos...e quem nos vê, vê a você, em nós!
Socorrinho sempre mandando beijos!
domingo, 8 de agosto de 2010
Feliz Dia dos Pais!
Composição: Fabio Junior
Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Boicote pessoal - Por Carla Palmeira
Como se não bastasse o dia a dia competitivo, a inveja rondando e as pessoas boicotando seus desejos, os seus feitos, descobri que faço isso inconsciente, é como se eu vetasse o sentimento de estar feliz quando ainda é um broto, é um aborto provocado pelo meu subconsciente na formação de um corpo estranho desejável, a felicidade. Entendeu?!
Sabe a história do elefante e aquele toco de madeira que o acorrenta? Pois é! Os domadores criam os "elefantinhos", amarram o seu pé em um toco de madeira e ele cresce tentando se desvencilhar, não conseguindo, por ser pequeno, ele desiste. Quando adulto nem tenta porque tem a certeza que aquele pedaço de madeira é mais forte que ele.
É confortável pensarmos em sempre estar resolvendo problemas que nos rondam, é confortável estarmos sentado no chão após uma queda e olharmos daqui de baixo e quando o prenuncio de um momento de paz, de sorrisos continuados, de suspiros que arrepiam resolvem apontar no final do tunel, o medo de tudo dar errado tampa nossa visão, o desespero aparece em alta velocidade atropelando e você começa a planejar pensando na queda e na dor de chegar ao chão pela milésima vez...isso se chama boicote.
Fazemos isso o tempo inteiro. Damos crédito aos invejosos que conseguem nos convecer que não somos capazes, mas para um invejoso tenho milhões de amigos e são eles que me fazem lembrar que é possível ver o Sol nascer e se pôr com um colorido especial, que é possível sentir a brisa do mar com cheiro maravilhoso de maresia e ter a certeza de estar vivo, que é possível arrepiar-se em apenas escutar uma voz ou uma canção e que é possível qualquer pessoa merecer momentos de paz acompanhado de muitos momentos de coração acalentado, risadas soltas, pupilas dilatadas e a certeza de estar feliz no agora e no presente.
Conselho de uma vítima do próprio boicote:
TENHA AMIGOS ou um terapeuta muito bom (risos).
domingo, 1 de agosto de 2010
Gentileza gera gentileza..por Alba Querino
Menina, essa coisa da educação...educação, cadê, cadê? Você viu? Nem eu...
Meu ex-unido estável (rsrsrs) costumava dizer que quem dirige aqui em Salvador e em Delhi, na Índia, dirige em qualquer lugar!
Eu não sei, amiga, o que fazer com isso...costumo passar por otária no trânsito porque prezo minha pacífica velocidade de vida boa e em alfa...Raramente ando querendo que todos saiam da minha frente...na verdade, procurei unir trabalho, moradia e quase tudo que preciso bem à mão, pertinho em virtude dos eternos engarrafamentos e da loucura do trânsito em geral.
Parece arrogância nossa, né? Mas é não...é cansaço mesmo e sobressalto, as vezes...
Quanto à dobradinha casa-escola na educação dos babies, é um projeto utópico ao meu ver...Me pego observando alguns pais na escola que as crianças daqui de casa estudam, e fico viajando no comportamento dos primatas humanos...rsrsrs
Outro dia, só para dar uma idéia, fui levar os meninos à escola, não havia mais lugar para estacionar. Então, me vi sem opção de parar e descer as crianças. Que fazer? Bom, parei o carro, sem desligar, atravessando dois carros estacionados de pessoas que provavelmente tinha ido levar seus pimpolhos para a escola também...Abri a porta, peguei as mochilas, correndo para acelerar o processo e disse aos meninos para saírem. Nesse entremeio, uma das mães voltou, entrou no carro dela, temporariamente preso pelo meu, me vendo naquele movimento desesperado às 7 da manhã, e começou a reclamar feito louca, buzinar, mostrar o relógio, tudo isso enquanto eu subia com as crianças no passeio e olhava eles entrarem no portão da escola sozinhos. Nem acompanhei para não deixar o lugar. Menina, essa criatura falou tanta coisa, por causa de 5 minutos!
Só tive uma opção: olhar bem nos olhos dela, parar, e dizer: o mesmo direito que você possui de deixar as crianças em segurança na escola, eu possuo. Eu preciso de 5 minutos de sua paciência e educação para que eu não cometa nenhuma infração, e a gente possa conviver. Ela me respondeu que trabalhava, se eu sabia? Disse que não. Achei que era desocupada. Geralmente quem trabalha tem bons modos! Ficou fula da vida. Na verdade perdeu mais tempo me xingando do que esperando!
Fiquei pensando naquilo...gente, seu eu não posso parar do outro lado da rua, pois é proibido, se todas as vagas de estacionamento estão ocupadas, que fazer para deixar as crianças no horário? Não deixei o carro lá e fui passear, nem sequer saí do local, com o motor ligado, subi as mochilas no passeio e mandei os meninos irem cerca de
Vocês acham que estava errada? O que vocês fariam?
E as crianças continuam repetindo os seus pais...nos atos...
Ém 200 anos. com um curso intensivo de boas maneiras, educação, tolerância, solidariedade... quem sabe...
domingo, 25 de julho de 2010
Mais uma vez responsáveis - Por Carla Palmeira
Ultimamente tenho observado e presenciado diversas situações.
Se é no trânsito, parece uma cadeia de consequências, o pedestre não respeita os carros, os carros não respeitam as motos, as motos não respeitam as leis de trânsito, as mulheres não dão sinal, os homens invadem, fecham na frente do seu carro, buzinam e ainda acha você errada.
Se é no supermercado, as pessoas passam "rapidinho" na sua frente porque tem menos itens de compra e nem perguntam, simplesmente vão passando, e se eu tenho um compromisso? E se eu estivesse passando mal? E se alguém doente estivesse me aguardando em casa? E se...Vai negar a pessoa que quer passar com uma lata de leite para ver o que você vai ouvir.
Se é em uma lanchonete 24hs e você chega de madrugada, as pessoas te atendem parecendo que a culpa é sua dele estar ali naquele horário, esqueça o "boa noite e o posso ajudar", o "obrigado" passou bem longe e se possível venha com seu pedido anotado para não demorar muito na escolha.
Antigamente ser educado era comum, hoje, se você é educado pode ser tachado de "fresquinho", pedir licença de uma mesa ao terminar a sua refeição, dar bom dia as pessoas que passam por você, ser gentil e ajudar um desconhecido, levantar da praça de alimentação e levar sua bandeja até o lixo, são pequenas lições que deveriam ser revisadas diariamente.
A sociedade está preocupada em se dar bem em tudo, só existe um lado que ganha, o egoísmo virou a "bola da vez", por esse motivo repenso a minha existência nesse mundo louco e não vivo, sobrevivo, meus conhecimentos são passados e ensinados ao meu sucessor, sinto-me muitas vezes como um beija flor tentando apagar o incêndio da floresta, estou fazendo minha parte, mas será que ainda viverei para ver uma população educada?
Educar é uma das ações mais gloriosas e cabe a familia ter o prazer de fazê-la, pois a escola só complementará com o conhecimento, então, mais uma vez somos responsáveis pela sociedade em que vivemos.
Momento indignação de uma TPM
sábado, 24 de julho de 2010
Feminizar o mundo é possível? - Por Carla Palmeira
"Qual o significado de ser mulher numa sociedade em que: Se quero, ela não será mais de ninguém. Bato, estupro, mato. Se não quero, me livro dela"
Após alguns dias digerindo o tema, resolvi externalizar.
Concordo com tudo! E venhamos e convenhamos dessa vez Albinha pegou pesadíssimo, fiquei repensando sobre assunto e o quanto temos responsabilidade sobre isso.
Primeiro, na forma em que encaramos a notícia da mídia, achando tudo muito normal, pois o noticiário relata casos em todo Mundo e diariamente, desse modo, por ser cotidiano, a sociedade culpa a própria mulher, defendendo uma linha machista em que a mulher apanha porque provoca de alguma forma.
Eu simplesmente fico chocada, e como muitos, acabo ignorando o fato, abdicando de assistir a Tv ou ler um jornal para que essa realidade não acabe com meu dia.
Sempre tive receio dessa situação e já ouvi casos e vivenciei ameaças. Tenho um filho pequeno em que tento ensinar o respeito ao próximo, principalmente a mulher, a tratar-la como pessoa e não como objeto, a valorizar o que ela é.
Acredito que o mundo pode ser "feminizado", mas não de uma forma bruta, indo as ruas e brigando por espaço "braço a braço" com o homem, somos mulheres e fisicamente somos diferentes, como mãe, como amiga, como companheira ou irmã podemos contribuir para a evolução do homem mostrando que assim como o respeitamos desejamos o mesmo e isso pode ser plantando aos poucos, porém quando se é vítima de uma agressão pela primeira vez é burrice tentar plantar essa semente. Se existe um terreno árido esqueça a possibilidade de brotar alguma coisa boa.
Pronto! Acredito que o assunto tem continuidade e na reflexão acharemos um caminho. Sintam-se provocados!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Feminizar o mundo é possível ou Um convite á reflexão. Por Mariana Chetto
Meu Deus, que triste constatação ter a dimensão de que podemos sim ter responsabilidade em atos brutais, hediondos. Aparentemente não tem relação alguma conosco, é verdade, mas se formos bem fundo em suas razões, no centro da questão, enxergaremos nossa participação, ainda que indireta e inconsciente.
O texto de Alba é um soco. Mas é um alerta. Mais que um alerta, é um chamado á reflexão. Quando, em que momento, em que atitude, de alguma forma reforço comportamentos que acabam por colocar as mulheres nessa condição de inferioridade, de pouco ou nenhum valor? Como um ser “de quem se pode dispor, usar, abusar, matar”?
Não, não é exagero, infelizmente. E a prova aí está: a sucessão de casos de violência contra a mulher não deixa margem para dúvida.
O que mais posso dizer, senão concordar em gênero, número e grau com minha amiga e aceitar seu convite para esta importante reflexão. Sim, gente, no final, aceitar o convite a esta reflexão é tudo que ela nos pede.
Sei que no princípio, pode parecer estranho: esta criatura acha que eu tenho alguma coisa a ver com esta brutalidade toda ou com este pensamento de que a mulher é menor!? Não concordo com isso. Não penso assim! Ok, ótimo. Com certeza isto é verdade... Mas experimentemos nos desarmar e repensar comportamentos do nosso dia a dia... Será que, em alguns deles, ainda que sem intenção, não acabamos por reforçar a realidade que aí está? Será?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Feminizar o mundo é possível. Por Alba Querino

Um grupo se faz de indivíduos. Não adianta tentar escapar através da defesa frágil de que não estamos diretamente envolvidos com esses atos que nos lembram a animalidade dos humanos. Sim, eu não matei, eu não violei mulher alguma. Mas de forma indireta, fazendo parte desse grupo social, em pequenos atos, podemos sem muita consciência e sem a menor intenção, muitas vezes, reforçar, dar continuidade, permitir esse abuso.
Qual o significado de ser mulher numa sociedade em que: ‘Se quero, ela não será mais de ninguém. Bato, estupro, mato. Se não quero, me livro dela. Bato, estupro, mato. Se ela se veste assim, assado; se ela sai com muitos homens, bato, estupro, mato.’ Bato, estupro, mato???? Cuspo, xingo, não assumo? Segrego, desqualifico, uso, maltrato??
Essa é a fala silenciosamente ouvida quando nos deparamos com os casos Bruno X Elisa, da advogada Mércia Nakashima, e da adolescente de 16 anos que escapou também do ex-namorado. Entre outros, entre tantos outros, infelizmente.
Ei, ei, ei! Stop! Pare!
O que se pensa a respeito da mulher, do seu corpo, dos seus sentimentos, da sua liberdade, do seu valor? Isso me preocupa muito...como mulher, como profissional, como espírito!
Uma reflexão que não posso pedir aos próprios algozes, não nesse momento de consciência que eles estão agora.
Na verdade, os vejo como vítimas em última instância, vítimas de si mesmos que devem responder juridicamente por seus atos; mas pessoas que se encontram nesse nível de bestialidade só podem estar sob profundo sofrimento de alma. Eu não sei quem eles são. Até o momento da decisão judicial final, eles são apenas suspeitos. Eu só sei com clareza a respeito dos fatos: a violência, morte ou desaparecimento cruéis e nada justifica isso!
Peço uma reflexão atenta, profunda a nós mulheres a respeito de como nos pensamos, como educamos nossos filhos em relação às mulheres, como nos relacionamos com os nossos parceiros. Como nos relacionamos com nosso corpo, nossos sentimentos, nossa liberdade. Só vejo essa possibilidade de neutralizar esse legado triste da história emocional da humanidade: através de nossos atos femininos.
Não se trata de feminismo, não se trata de ódio aos homens, nada disso. Mas de cada ato nosso mínimo que embasa essa situação. Por exemplo, educo o meu filho diferente da minha filha? Existe uma divisão nas atividades de casa que privilegiem o meu filho? Alimento a idéia de posse e propriedade na minha relação? Me coloco como prêmio, objeto? Meu corpo é o que me define como ser de valor? Desrespeito outra mulher por causa dos homens? Ignoro minha inteligência? Existe prazer em ser quem sou?
Olha, eu estou muito preocupada com tudo isso que é vitrine na imprensa....eu gostaria de poder assistir outras notícias, outros valores, outras opções...Esses casos possuem tantas tristes implicações...Vejo esse blog como uma das atitudes positivas nesse universo de coisas, portanto, sejam nossas parceiras, sejam nossos parceiros nessa consciência de humanizar as relações, espiritualizar essas relações, ‘amorizar’ essas mesmas relações. Feminizar o mundo é possível...
A tal culpa... por Mariana Chetto. Novamente?! Sim, novamente!!
Perdoe-me, leitor, mas vou quebrar todas as regras deste blog e fazer um post extra sobre o tema que eu mesmo provoquei. Ridículo, né? Mas é que depois que li os textos das outras TPM’s e os comentários de alguns leitores, achei que, talvez, eu não tenha sido clara o suficiente. A verdade é que senti uma necessidade incontrolável de acrescentar algumas palavrinhas sobre o tema; principalmente depois de ler o trecho abaixo no texto de Bia:
"...não fazer nada para que as criancinhas que morrem de fome na áfrica parem de morrer de fome. Não acredito que seja correto viver a vida inteira sem contribuição alguma. E por acreditar nisso, quando não contribuo, me sinto culpada sim."
É exatamente desta culpa que eu estava falando. De me sentir culpada por acreditar que eu deveria estar fazendo alguma coisa para mudar o mundo e não estou. É aí que está o X desta questão para mim. O problema é que sempre achava que deveria me dedicar um dia por semana a um orfanato ou passar uma tarde num hospital carente e coisas deste tipo. Afinal o que é um dia ou uma tarde por semana? Tanta gente faz isso, ué? Mas a verdade é que nunca consegui fazer e fiquei neste dilema de fundir a cuca por anos a fio. Até que percebi o seguinte o fato é que o que parece fácil, simples para algumas pessoas é MUITO para mim... e eu não queria admitir que não sou tão boa quanto outras tantas pessoas, tão desapegada... Definitivamente eu não podia admitir isso...
Bom, quando finalmente reconheci que ainda sou assim uma pessoa bem "ruinzinha”. Comecei a fazer coisas que para alguns podem ser bobas, mas para mim são um grande esforço - mas são possíveis. Tenho tentando, e graças a Deus, muitas vezes conseguido pensar no outro que está ali do meu lado, no meu dia a dia. Meus familiares, meus amigos, meus colegas de trabalho, o guardador de carros, o menino da sinaleira etc. Venho me esforçando para tratá-los sempre com respeito, com compaixão, me colocar no lugar deles... Prestar atenção em suas necessidades de apoio, de compreensão, de diálogo etc. Me esforço para não odiar as pessoas no trânsito, para não perder tanto a paciência com minha filha, com meu marido... Me esforço para nunca negar a ajuda a quem me pede... Como disse sei que isto pode parecer bem pouco, mas para mim, e Deus sabe que não é fácil admitir isso, ainda é tudo que consigo tentar fazer... E assim, enfim, parei de me sentir culpada por não estar fazendo nada para impedir que criancinhas morram de fome nem aqui, nem lá na África. E peço a Deus, todos os dias, para abençoar estas pessoas generosas que realmente fazem alguma coisa para mudar isso...
De minha parte sinto que, a cada dia, estas tarefas que me propus a fazer se tornam um pouco mais fáceis e tenho certeza que uma dia não exigirão de mim esforço algum. Serão naturais. E aí, quem sabe, eu esteja pronta para tentar algo realmente maior... Tomara!
domingo, 18 de julho de 2010
A tal culpa... por Bianca Chetto
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Culpas...tsc tsc tsc - Por Carla Palmeira
Culpas?Sim! Tenho várias!
Tenho culpas sim! Por Adriana Favilla

Hoje carrego algumas. Criadas pelas minhas defesas que não me defenderam como deveriam. Outras, por pessoas. E na real? As pessoas não tem culpas conosco. Nós é que damos espaço para que elas nos machuquem ou whatever (isso já é assunto para outro post). O que carrego hoje, são "destratos" comigo mesma que se sedimentaram em culpas.
Um peso até considerável...mas não vejo como intrátavel. Penso que é questão de tempo, de força de vontade, de ser mais aguerrida comigo mesma. Só...talvez a minha ficha ainda não tenha caído (o que é um erro porque provoca perda de tempo). Mas ela cairá..com certeza!
Compliquei mais as coisas? Espero que sim! =)
That's all folks
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A tal da Culpa...ou Meu nome não é Jonas...Por Alba Querino

Resquícios da minha fase de incompreensão a respeito das questões religiosas...Falo em religião porque é sempre a institucionalização da fé que cria esse sentimento de culpa. A culpa não existe no espectro das emoções e sentimentos naturais. Tristeza existe, amor existe, paixão existe, raiva existe, alegria também. É biológico e comprovado. A culpa, não.
Um leão culpado? Um beija-flor cheio de remorsos? Uma rosa choramingando as furadas de seus espinhos nos dedos dos namorados...Hum-hum, não, não. Ao meu ver, ela não serve mesmo para nada além de criar sofrimento. Mas ainda sinto umas culpinhas...he he he.
O grande Mestre Jesus não parecia se sentir culpado. Ele estava lá compassivo, amoroso, curador, terno e direto nas respostas aos homens de boa e má vontade. Ele até amou Judas, o traidor que possibilitou a glória dele como o Messias, filho de Deus, aquele que entendeu o Pai. Bom, até onde eu compreendo as Escrituras...
Além de Jesus, tenho outro mestre, por sinal bastante controvertido, Osho. Ele me trouxe a dimensão da responsabilidade. Muito diferente de culpabilidade. Responsabilidade, no mundo osheânico, significa a habilidade de responder à vida. Acho lindo!
Sendo responsável por mim, por minha história e em como lido com os eventos incontroláveis criados pela Existência – Deus em minha vida, sou capaz de, finalmente, compreender que sou Filha do Universo, tenho direito a tudo que aí está. E, se compreendo essa minha qualidade divina, é imediato ver a qualidade divina do outro. Não tem a menor lógica me dar todos os direitos na vida e olhar para meu vizinho e achar que ele não possui, não é? Se for assim, aí, vou ter que aceitar a minha condição de leve estupidez. Se sou, o outro também é. Se mereço amor, o outro também. Se mereço comer, me divertir, trabalhar, respeito, idem pro meu vizinho de porta e pro pessoal lá da Tanzânia, e pros índios, enfim. E toda a minha relação com o que acontece ao meu redor muda...magicamente.
Quando essa sua dor insuportável veio e você experimentou, hoje, você é capaz de compreender a dor de muita gente. Compreender de uma forma sentida, não pensada. E a sua bondade pode aflorar e acolher verdadeiramente quem chegue.
O conceito de moralidade é mutável, de acordo com o tempo, o lugar, as pessoas. Coisas imorais antes, são perfeitamente de acordo com a moral de agora...Agora, ser ético, ser verdadeiro consigo mesmo é outra coisa, não muda. E a verdade é sempre amorosa. Às vezes, coisas ditas ruins têm um efeito maravilhoso. Outras vezes atos bondosos não constroem nada.
Ontem, li a resposta às minhas perguntas ao Nirav, e ele me disse o seguinte: a Vida (= Existência = Deus) não escolhe a quem abençoar. ‘Esse sim, que é bonzinho, esse não, que é mal.’ A Vida simplesmente abençoa a todos. É o que acontece na história bíblica de Jonas que vale a pena ler...Quem diria, hein?! Eu dando uma de evangelizadora...eu, hein?!
terça-feira, 13 de julho de 2010
A tal culpa... por Mariana Chetto

Ele responde ainda chorando muito: - Vó, agora eu estou sofrendo, chateado e pouco me importa que tenham crianças que gostariam de estar no meu lugar. Eu também gostaria de estar no lugar de uma criança que não fosse viajar agora, e daí? Cada um com seu sofrimento, ué? Por acaso a gente sofre porque que quer, é? Ou por acaso existe um medidor de dor? Se existe, mede a minha agora e você vai ver que é muito, muito grande...
E o pequeno ensina ao grande...
Eu levei aproximadamente 32 anos para descobrir que eu não tenho culpa... Culpa pela pobreza e miséria, culpa de ter nascido numa família economicamente estável, culpa de ser branca, culpa por ter pai e mãe, culpa por ter uma vida boa e feliz, culpa por não ser uma pessoa caridosa. Culpa, culpa, culpa e mais culpa. Passei muitos anos dentro de uma bolha enorme, densa e pegajosa de culpa...
E embora digam que onde não há culpa não há moral, o fato é que esta imensidão de culpa não me levou a lugar nenhum, não me tornou uma pessoa melhor, não me transformou...
Livrei-me desta culpa quando passei por uma dor quase insuportável e percebi o seguinte: Porque eu aceito a dor e sofrimento que existem em minha vida como natural, normal, parte da vida e até merecido em algumas ocasiões e não aceito as facilidades e felicidades da mesma forma?
Agora sim, sem culpa, sem este peso enorme, consigo passo a passo, devagar, avançar. Amar cada pedacinho de mim, cada característica por mais estranha e bizarra que possa ser ou parecer, compreender todas as minhas personagens... e, no meio deste amor, deste auto-perdão, ver desvanecer, sumir ou, como sempre fala minha amiga Alba “dissolver-se nesta aceitação”
Agora sim, aprendendo a amar a mim incondicionalmente, aprendo também, pouco a pouco a amar o outro, sentir a verdadeira compaixão. Sem culpa, e com total sintonia...
E vocês, hem? Sentem esta "bendita" culpa? Como lidam com isso?
quinta-feira, 8 de julho de 2010
TOQUE TPM


O trabalho feito em camundongos indicou que a dieta da mãe pode interagir com os genes do bebê e causar problemas como cardiopatia congênita e lábio leporino.
Segundo o coordenador do estudo, Jamie Bentham, do Centro de Genética Humana da Wellcome Trust na Universidade de Oxford, é a primeira vez que os pesquisadores conseguem comprovar que interações entre gene e ambiente podem afetar o desenvolvimento do feto no útero.
"Estamos contentes porque isso sugere que defeitos congênitos no coração podem ser prevenidos com medidas como alterações na dieta materna", afirmou o pesquisador à Reuters.
A cardiopatia congênita é o defeito de nascença mais comum. Estudos anteriores já haviam mostrado que crianças nascidas de mães com diabetes ou excesso de peso têm risco aumentado de ter o problema.
Os cientistas também já sabiam que certas alterações genéticas, como a deficiência no gene Cited2, podem deflagrar a cardiopatia congênita. Mas, até agora, eles não sabiam que fatores externos, como a dieta da gestante, poderiam interagir com essas alterações e afetar o bebê.
Entre a prole de camundongos que tinham Cited2 defeituosos, o risco de defeito no coração mais que dobrou, e o risco de lábio leporino aumentou mais de sete vezes quando as mães foram alimentadas com dieta rica em gordura.
Os defeitos de nascença não ocorreram nos camundongos que não tinham a alteração genética, mostrando que o consumo excessivo de gordura, sozinho, não poderia causar o problema.
Os resultados foram publicados na revista "Human Molecular Genetics".
Fonte: Uol
Amor x Desejo / Traição x Amor por Adriana Favilla

Posso me confessar aqui uma imbecilóide: mas é a coisa mais apoplética eu ter desejo sincero por outra pessoa , caso eu esteja namorando sério. Não tem espaço, não tem arena para outra briga na cama. Acho que sou fiel DEMAIS, deveria rever isso...ou não? Observo muito as coisas, as pessoas, as relações e afins. E vejo que o amor, aquele que a gente fica meio desequilibrado abobadamente, que nos dá labirintite de desejo (ai que horror) e outras coisitas más, é quase raro.
Quando amo, me entrego 1000% e , burramente, espero que a pessoa vá fazer o mesmo. PÉÉÉÉM! Acorda Adriana!!! As coisas não são assim. Cada um com seu cada qual. Claro que eu tenho o total direito de juntar meus paninhos de bunda e ponto. Só que tudo pode ser conversado, equilibrado, ajustado. Não acho que porque estejamos namorando sério, não possamos olhar para o lado, achar uma pessoa bonita e tudo mais. Só que ...desejo? Ter desejo? Sei lá, não rola! Não combina comigo. Se eu começar a ter desejo (daqueles de você olhar a pessoa e pensar: Deus e Buda, como deve ser esta criatura na cama...hummm..nhac, nhac), é porque a relação na qual estou, boiou... Sei lidar muito bem com meus sinais, eles são claros, diretos! Eu amo, sou apaixonada e SÓ desejo a pessoa com a qual estou.
Não aceito muito essa história de "amor e sexo são coisas diferentes". Não venham falar isso para uma escorpiana convicta e "quase possuidora" do corpo do outro. Não existe essa equação que , para muitos, pode rolar. E traição pra mim é uma bagaça que põe um ponto final em tudo. Não lido bem, não sei lidar e , please, NÃO QUERO APRENDER...fui clara?
Fui meio "hitleriana" ne? Mas é isso..sou curta e grossa nesse pensamento: amor e desejo, para mim, convergem em uma pessoa só...na que está a meu lado neste momento. Não tem meio termo...
That's all folks!
=)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Amor X Desejo por Mariana Chetto

Desejar outra pessoa que não seu parceiro (a) é natural, humano e talvez até mesmo saudável. Afinal você está vivo, né? E o belo é prazeroso, desejável... é uma delícia, ai ai...
Com exceção das pessoas que querem controlar até os pensamentos do outro, o problema só aparece quando você decide realizar este desejo. Ou melhor, o problema acontece quando você realiza o desejo, mas acredita que não deveria fazer isso, e acordou com seu companheiro, ainda que tacitamente, (ninguém escreve um contrato com uma cláusula assim, né?) que não faria isso. Sim, só nestes casos, porque nas relações onde os parceiros não definiram fidelidade como condição irrevogável, não há problema nem em desejar e nem em realizar o desejo.
A traição não está no desejo e sim no desrespeito ao outro...
Mas a grande maioria dos mortais, eu inclusive, não aceitam dividir sexualmente seu parceiro (a) com ninguém, certo? E aí é que está X da questão. O que fazer com o desejo, se sua realização pode significar desrespeito, falta de cuidado, traição?
Não creio que negar sua existência seja uma solução, pois ele reaparecerá inúmeras vezes e em algum momento você terá que enfrentá-lo.
Realizar o desejo é uma possibilidade, mas você terá que assumir as conseqüências... É, cara pálida, não sei o que é certo ou errado, mas sei, sem nenhuma dúvida, que toda ação gera reação...
Particularmente, para mim a resposta é uma balança. O que está em jogo aqui? Quero correr o risco de perder a relação que tenho? O que perderei? Do que estarei abrindo mão????
Agora se você é do tipo “já foi” - não dá tempo de pensar em nada. Aí, amigo (a), o melhor mesmo é não se comprometer...
domingo, 4 de julho de 2010
Amor x Desejo... - Por Alba Querino
sábado, 3 de julho de 2010
Amor x Desejo - Por Carla Palmeira






