terça-feira, 13 de abril de 2010

Paixão à flor da pele

Mariana Chetto por Bianca Chetto


Tentei escrever milhões de coisas sobre Mariana Chetto, e não saía nada. Foi quando percebi o meu erro, e passei a tentar escrever sobre tia Mari. E aí, o amor de sobrinha escreveu um texto que é talvez, o texto mais inocente que já escrevi e parece ter saído da criança que eu ainda sou. Sem mais delongas, tento explicar pra vocês a delícia que é tia Mari.

Tia Mari é apaixonada. Tia Mari é apaixonada por ritmos, por sabores e principalmente, por palavras. Tia Mari é apaixonada pelo filho, pela filha, pelo marido, pela família. Tia Mari é apaixonada por café e pela poesia da vida simples.

Tia Mari já fez curso de inglês, cerâmica e se formou em administração. Já morou na Chapada, foi dona de pet shop, fez lanche pra passeio turístico, e acabou voltando a Salvador. Foi - e é - feliz fazendo de tudo um pouco porque sua paixão está em fazer alguma coisa.

Quando tia Mari se apaixona ela fala alto, se levanta e gesticula porque a paixão é tanta que ela não consegue descrever só com palavras, então seu rosto inteiro acende e você sente que não tem nada mais apaixonante que a paixão de Tia Mari. Cada paixão é parte dela, é uma idéia, um sonho; cada paixão é uma lembrança. Por isso, quando ela se apaixona é pra sempre.

Tia Mari as vezes fica triste. É sinal de que uma paixão se quebrou. Aí ela chora, suspira e escreve. E quando escrever não é suficiente, ela sempre encontra outras palavras que parecem ter sido escritas pra ela. E então os pedaços das paixões quebradas se juntam e formam uma paixão ainda maior.

Pois é, Mariana Chetto é assim: sente a vida a flor da pele, e quando gosta se apaixona. Quando cai, vai se curando aos pouquinhos, reunindo palavras e abraços, e se levanta. Mariana pensa nos outros, faz sempre mais do que pedem à ela e quando alguma coisa não sai do lugar ela rebola, corre atrás, e de repente tá tudo funcionando.
Mariana é mãe, mulher, irmã, filha, tia. E ela reproduz tudo que ela é naquilo que ela escreve.

Não deixe de conhecer o universo apaixonante de mais essa mulher TPM.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Menina decidida, doce mulher...

Bianca Chetto por Alba Querino

Eu que sou uma dinda de coração, fiquei de apresentar a caçulinha de nós todas, sem crises de idade, mas muitos mergulhos lindos na alma... Oh, menininha que chegou quando eu nem era nascida mulher, e hoje, já (já!!) estou eu aqui apresentando essa menina mulher caçulinha...Ai, que dá prazer em meu coração!

Pois bem, Bia é essa moça que quer crescer mais em centímetros, mas já é muito grande nas idéias, nos sentimentos, na atuação. Quando pequena ela dizia que iria ser atriz. Depois, Direito. O que não deixa de exigir os seus talentos. É uma mocinha-mulher de opiniões bem claras. Discreta e de sorriso fácil, herdou a beleza das mulheres de sua família em todos os sentidos... e é por isso que eu, mil desculpas Ivana, me sinto uma madrinha de coração, de Direito e quase de fato!

Corajosa como o quê, danada de sabida, como a gente diz bem baianamente. E é sim, porque viajou, fez reflexões lindas sobre o mundo, as pessoas, o amor, as coisas do espírito e as coisas da gente quando quer pintar os cabelos de um jeito meio estranho lá beirando os 20. Por isso, fico 'viajando' no jeito doce dela que pode ser bem moderninho e bem ancorado, bem maduro também... É doce a menina, mas tem respostas bem impactantes desde sempre. É CDF sem perder a rebeldia suave, esperada. Thanks God! Afinal, ser ousada na medida certa é um show!

Assim é Bianca em meus olhos, uma primeira filhota que levei para as festas de final de semestre na Acbeu (e minha amiga Jô, sua mãe, confiava!): doce ousadia, inteligência nova, fresca, beleza delicada. Uma flor que a gente vê desabrochar olhando sutilmente a suavidade do seu movimento. Ai Bia, quando vi, foi assim que você se apresentou pra mim... e sejamos bem vindas as mulheres ternas, polivalentes e modernas!

sábado, 10 de abril de 2010

Entre e fique a vontade...

Alba Querino por Mariana Chetto

Alba Querino para “este mundo”. Shantam Upchara para o “outro mundo”. Bal para mim.

Conheço-a desde criança. Afastamo-nos durante muitos anos, é verdade, mas como certas pessoas simplesmente permanecem para sempre em nossas vidas, eis que ela surge no momento mais difícil... Não sei se ela sabe o quanto foi importante para mim. Suas palavras (mais uma vez as palavras!) foram bençãos para meu coração desesperado por consolo, compreensão, compaixão, pela 'experiência do olhar'...

Sua capacidade de não julgar as pessoas, de as deixar livres para serem o que querem, ou melhor o que são, é uma casa de portas abertas nos convidando a entrar e descansar; a retirar todas as máscaras e finalmente sermos quem somos.

Alba é assim, intensa, amiga apaixonada e pura espiritualidade. Sua conexão com o divino, com o transcendental é direta sem intermediários e isso me assombra e me causa inveja. Não a inveja do tipo ruim, mas aquela que simplesmente deseja, um dia, poder se igualar.

Quando perguntada sobre o que é a vida. Sua resposta: A vida é.

Uma mulher que não espera ser aceita, mas se faz aceitar, que não pede amor, mas sabe se fazer amar, que não acredita em certo e errado, mas sabe que toda ação gera reação, que consegue ver o mundo perfeito em sua total imperfeição...

Assim é mundo de Alba Querino. Entre e sinta-se a vontade.

De Lagarta à Borboleta

Adriana Favilla por Carla Palmeira

O que dizer de uma carioca tão baiana quanto eu?
Única que conseguiu me presentear com chocolate azul (risos), de sorriso fácil e de uma inteligência contagiante conquista aqueles que encontra por suas jornadas.
Escorpiana com todos os predicados que este signo do Zodíaco a permite ter e ser. Transmutável, despreza o mesquinho, discreta até fazer-se notar, não se move, desliza, tem o poder da percepção, acredita no que sente, seja amigos, família ou amores à entrega é total, 100%.
Na balança, os pesos e as medidas são as mesmas, intuitiva e sempre pronta a ajudar, verdadeira no olhar, no coração e nas palavras.
Uma mulher visionária e empreendedora. Quem ela gosta, se doa, se permite, cuida, e em diversos momentos adota o sublime papel de mãe.
Assume os seus sentimentos, indagações, aflições e medos.
Sim! Por incrível que pareça essa mulher tem medo de voar e a sua vida é a ponte aérea Rio de Janeiro – Salvador – Rio de Janeiro, às vezes vôos direto e às vezes sofrimentos em escalas, vai ver que é aí o segredo do sucesso de superar-se a cada passagem aérea emitida.
Persuasiva como toda líder, vende suas ideias sem brechas para duvidas.
E assim o mundo de Adriana Favilla se forma, toma forma e transforma...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sensibilidade na lente, na poesia, na maternidade e na vida...


Carla Palmeira (a tatuagem) por Adriana Favilla


Percebi que meus textos mais intensos, saem da necessidade de atravessar duas horas em um avião. Sim, tenho pânico! E resolvi falar de Carlinha nesta hora. Com certeza, a minha sensibilidade está afloradíssima e, por isso, aguçada. Capaz de rolar até alguma lágrima do meio pro final do texto...

Para muitos Cau, Carlinha ou Palmeira, é uma das pessoas mais fáceis para se falar. Ledo engano. Penso que das pessoas mais sensíveis e amigas que conheci, não consegui retirar uma expressão contundente e que dissesse a que veio. Por não saber me expressar dentro do universo que estas pessoas me proporcionavam . E com certeza, Cau é uma delas.

Para ser fotógrafa ela tem que ter sensibilidade? Sim! Para ser mãe? Muita! Para se revelar um oásis de palavras e pensamentos misturados em textos e poesias? Bastante. Pronto: fez-se Carla Palmeira! De uma mistura intrínseca de paixões, sentidos, sensações (em sua maioria demonstradas), de beleza interior e exterior, de uma mistura de café com vinho, surge uma menina mulher de 1,60 e alguns centímetros a mais. Mãe, fotógrafa, poetisa, amiga, companheira.

Neste momento vocês me perguntariam: “Oras Adriana, só elogios? E onde estão as características ruins fáceis de encontrarmos em qualquer pessoa ? “ Sim, ela tem TPM. Ponto. O que posso fazer se convivo com ela há quase 2 anos e nunca vi nada além? No máximo, ela restringe todo o papo que poderia se prolongar por várias horas a um cordial “ Tô meio sem saco hoje”. Esta frase , vinda de Cau quer dizer “ Por favor me deixe só aqui remexendo no meu baú de memórias”... E assim a deixamos.

Sorriso aberto, lente sensível, escrita emotiva...não tenho mais o quê dizer desta mulher que pinta suas saias, adora o Rio Vermelho e acha graça em tudo que não é feio pela vida baiana...

Sejam bem vindos ao mundo de Carla Palmeira!