sábado, 22 de maio de 2010

Quem tem medo do General? - Por Carla Palmeira

General?! Acredito que está mais para um Ninja.

Esse meu lado ainda é sombrio, vive na espreita, analisando os fatos para poder agir, sem forma definida e às vezes sem hora para aparecer eu sinto a sua presença me rondando como se fosse uma sombra.

Convivemos de uma forma pacífica (até o momento!), juntos somos o equilíbrio e separados somos dois seres totalmente diferente, o Ying e o Yang. Como sei disso?

Ah! Difícil explicar! rs

Comecei a notar essa diferença há uns dois anos, não foi uma morte no sentido de perder um ente querido, mais uma morte no sentido de "acabou e pronto!", próxima etapa, ressureição. Aprendi a lidar com o meu lado obscuro, deixando ele aflorar nos momentos certos, confesso que nem sempre ele aflorou nesses momentos (rs) e me deixou em situações difíceis, mais eu acredito que faz parte do aprendizado.

Ele consegue ser meu lado racional, guerreiro, foi com ele que aprendi a me impor diante de situações enérgicas, seja no trabalho, com os amigos, em casa ou em qualquer outro lugar. Não conversamos muito, ele não tem meias palavras, direto e sincero ele age.

Eu sou lado emocional, quando dá tempo eu preparo o terreno antes de sua chegada para que o estrago não seja tão "gritante" e aí vem a pergunta: E quando não dá tempo?

Ah! Aí Ferrou!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem tem medo do general? por Bianca Chetto



YES! Momento perfeito pra falar sobre isso. O meu general é um leão. (Sim, sim, sim, por acaso, esse é o meu signo. :D )

Meu leãozinho passa a maior parte do tempo adormecido, mas hoje ele acordou e foi por pouco que não causou um estrago. Agora mesmo, ele ainda está acordado, o olhar ameaçador, andando em círculos, procurando o melhor lugar para voltar a dormir.

O meu leão é quente, gosta de sol, tem sangue latino. Seu sono é profundo, mas acorda quando ameaçam sua cria ou quando se sente desafiado por outro leão. Também acorda quando é atiçado, provocado, quando está muito animado ou se sente fome de atenção.

Ás vezes o leão acorda tranquilo, sinal de que está satisfeito. Então, ele ruge com força para se fazer presente, e continua deitado, imponente, o rabo balançando devagar. Outras tantas, meu leão acorda agitado, e mesmo sendo grande e pesado, se move numa agilidade supreendente: uma vez que se levanta destrói tudo que encontra pela frente.

Ele é impaciente, valentão, inconsequente. Ele grita, argumenta. É rude e tem sempre razão. Meu leão assusta. Acorda, quebra o pau, depois volta a dormir e me deixa sozinha arrumando a bagunça e pedindo desculpas. Nessas horas, amaldiçou o meu leão baixinho, desejando que ele tenha mais cuidado da próxima vez.

Geralmente, no entanto, meu leão demora a acordar, e nessas horas, eu me pego querendo que ele tivesse acordado mais cedo. Quando isso acontece meu leão se sente deprimido. Então ele fica inquieto, e eu passo horas recriando para ele a cena perdida, até que ele libere toda sua fúria bolando milhões de respostas e golpes de artes marciais que, na opinião dele, teriam resolvido o problema. Depois ele se acalma e nós ainda passamos algum tempo juntos, consolando um ao outro até que ele volte a dormir.

Meu leão é selvagem, incontrolável. Meu leão sente muita raiva. Mas no fundo, no fundo, meu leão sente muito amor. Muito amor por mim, por quem tem amor por mim e por quem eu tenho amor também. E é por isso que - apesar do friozinho que dá no estomago toda vez que ele acorda – eu não consigo evitar o sentimento que vem no meu coração, cheio de amores pelo meu leão. :D

Peace.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quem é o meu "general"? Por Mariana Chetto


Pensei que fosse só eu que travava esta batalha com este outro eu que infelizmente, diferente do de Alba, ainda está sem nome e sem contornos assim tão definidos. Deve ser porque Alba percebeu sua presença bem antes de mim - tomara que seja só isso mesmo e que com tempo e evidentemente dedicação, eu também possa reconhecê-lo assim de pronto.

Meu momento definitivo também se deu pela morte. Meu filho João faleceu quando tinha 03 anos e meio de idade. É estranho realmente, mas como disse muito bem Alba, a morte é generosa... Ela pode ser uma porta aberta para o autoconhecimento. A dor profunda é um caminho direto para o fundo do poço e o fundo do poço, longe de ser um bom lugar, é o melhor para enxergar todos os nossos “eus” escondidos, reprimidos, abafados, negados... E para quem conseguir, pode sair das entranhas uma nova criatura. Melhor, com maior potencial de ser feliz porque agora, começa a ter consciência de quem realmente é...

Como disse anteriormente, o meu personagem ainda não tem nome, mas começo a perceber claramente sua presença em algumas situações. E assim que percebo tenho tentado permitir que ele se manifeste, apareça e grite até, se for o caso. Só assim, reconhecendo sua existência posso conviver com ele e usufruir de suas qualidades, porque, como disse Alba, ele pode parecer bem cruel, mas tem qualidades que preciso para sobreviver...

Creio que neguei tanto este meu outro eu que ele andava (e ainda anda) com dificuldade de se insurgir, ou seja, diferente de Alba - que agora, às vezes, até precisa dá um chega pra lá nele - eu preciso é deixá-lo livre, solto para falar. Botar a boca no trombone...

Hoje reconheço que mais da metade das situações realmente complicadas, difíceis e até mesmo tristes que eu me meti e ainda me meto é porque nego esse meu “general”. Não deixo ele se manifestar. É que fomos ensinados a ser bons, abnegados, cristãos, etc, etc. Ok, Ok, tudo isso pode até ser muito bom. Se for real. É, real mesmo. Explico, ou melhor, exemplifico:

Sua vizinha quer que você olhe o filho dela por 05 minutinhos enquanto ela vai ali, rapidinho, comprar um remédio. Ora, como alguém pode se recusar a prestar este favor? São só 05 minutinhos e a farmácia é ali do lado prédio. Você não tem coragem de negar, né? Como dizer àquela vizinha legal que você não pode ficar 05 minutinhos com o filho dela porque você não sabe, não gosta e não quer lidar com criança, porque você tem pavor que ele quebre seus preciosos cristais e principalmente porque você está muito ocupada assistindo a uma série de TV que você ama e nunca perde um episódio se quer? Você não tem coragem de dizer isso porque todas estas razões lhe parecem tão banais, fúteis, feias e sei lá mais o que. Aí, você como boa cristã diz sim. Pronto. Está feito. A criaturinha entra no seu ap berrando porque a mãe saiu e você não sabe o que fazer para ela parar. Oferece um sorvete, bala e nada funciona. Você vai até a cozinha pegar um pedaço de bolo de chocolate que estava guardando para comer mais tarde. Enquanto isso a criatura pega o controle e muda o canal na hora em que o mocinho ia revelar o nome do assassino. Pra fechar quando você corre para mudar o canal esbarra no vaso de cristal que você comprou em Paris naquela viagem maravilhosa no ano passado... Quando a mãe chega, 05 minutos depois, te encontra dando um belo beliscão no filho. Conclusão: você é uma pessoal horrível que maltrata crianças por diversão!

Risadas a parte o fato é que, se ela tivesse reconhecido que não curte criança, que não aceita invasão do seu espaço, que não suportaria abrir mão daquele momento e dito simplesmente - sinto muito, mas não vou poder te ajudar. Não é um bom momento para mim - teria sido muito melhor, não? Mas a pessoa do exemplo, assim como eu, acha que deve ser sempre a boazinha, a que sempre está disposta ajudar... Só que não é, ou melhor, não somos (ela e eu). Mas não é fácil reconhecer este outro “eu"... Deixá-lo se mostrar...

Não estou dizendo que é bom a gente ser assim ou assado. O que estou dizendo que é bom a gente ser a gente. Sem máscara, sem truques, sem disfarces. Só assim podemos caminhar na melhor direção e conviver pacificamente conosco e com os outros. Quando não fingimos ser o que não somos deixamos claro pro outro o que podemos ou não fazer. Sem joguinhos, sem adivinhações, sem gerar falsas expectativas. Se ainda assim o outro insiste aí já é um problema dele, não seu...

Bom, Bal, não consigo ainda apresentar o meu personagem assim tão definido como você, mas pelo menos já não nego sua existência. Não sempre!

Amei o tema!

Bjs.
Mari

Quem tem medo do general, general, general?


Eu tenho. (risos)

O general é o meu lado mais difícil. Aquele que é indomável, assim meio mandão. Me leva a fazer coisas, falar de um jeito que eu não gosto muito. Meu general é cheio da bossa, tem opiniões formadas, tenho que lembrá-lo, suavemente, que as pessoas podem pensar diferente... Se tivesse uma nacionalidade seria uma mistura de italiano com americano. Pragmático e teimoso.

É um pouco implicante, gosta das leis, impaciente e sente uma certa dificuldade para desculpar. E para dizer que tem essa dificuldade também.

Meu general tem uma personalidade forte e aparece nas horas em que é necessário controle, rapidez, racionalidade e frieza. Acontece que, se eu der corda, ele quer ficar pro almoço, e aí, não pode.

Já briguei muito com ele, por muitos anos. Primeiro achava que ele não existia. Era uma lady, uma doce criaturinha meiga, chamada de Chanel na faculdade. Como poderia ter um general? Tão maternal...

Depois, mais tarde, comecei a enxergar ele em algumas outras pessoas. Claro, não gostava. Era sempre alguém que tinha esse general petulante, arrogante, mandão, lá. No outro. Lá, bem longe. Vamos evitar essas pessoas general, ou combatê-las. Mas quem combatia os outros generais? Quem?

Um belo dia, aos 20 e poucos anos, essa pergunta começa a ser respondida. Muito choro, muita dor, muita surpresa. Eu? Um general? Esse ser habita em mim? Mas, vejam bem, só um general descobre outro.

Alguns anos de terapia, investigação pessoal, observando... descobrindo a história do milico... Como nasceu, onde, quando resolve sair da toca e atacar. Como funciona. Quem era. Muitas discussões com ele, negações, sofrimento. Porque ao lado do general tinha a não aceitação da existência do general. Se pudesse, ele não existiria e tudo seria bom no Reino das Águas Claras de Lobato.

Só pude encontrar meu general devido a uma forte situação e necessidade emocional que se seguiu: a morte do meu pai. Interessante, não?! A morte é generosa...

Como não queria escutá-lo por acreditar desde criancinha que generais são cruéis, não são cristãos e devem ser amortecidos, ele teve que gritar alto durante algum tempo. Ele surgia do nada e quando menos esperava, saltava pronto a trabalhar. Olhava para ele assustada, e queria esconder aquele rapaz de qualquer jeito em algum lugar. Engolí-lo, talvez. Levei uns bons anos fingindo que ele não existia. Tapando a boca do general.

Comecei a perceber que me perdia, me derramando em bondade, em concessões. Ficava desanimada (no sentido de sem anima mesmo, sem alma). Sem energia, sem risada, sem paixão. Perdia a minha forma, uma parte da essência. Como poderia sentir o sabor doce, sem o salgado, o amargo e o sem sabor?


Outro momento espelho, espelho meu, e outra descoberta importante. O general não é de todo mal. Comecei a perceber os seus motivos, a sua função na minha vida.

O meu general me ensina a sobreviver. A dar limites e receber limites (porque só um general respeita outro general). Ele sabe enxergar o perigo, analisar rapidamente e criar as estratégias de salvação.

Vi vários tipos de generais por aí (expostos, dissimulados, atabalhoados e bufões, tirânicos, religiosos).Vi um general ativando outro general. Vi a falta que um general faz. Vi ele diminuindo de tamanho, inclusive. Como tinha medo dele, e então apagava a luz da consciência para não ver, ele se mostrava bem maior do que realmente era. Mais feio, mais monstruoso. Vi, inclusive, a necessidade das qualidades dele para a vida funcionar no seu cotidiano, como realizar metas, ganhar dinheiro, cumprir prazos, lidar com relações de poder, trabalhar, reconhecer embusteiros e algumas ciladas. Vi ele dar socorro, não se desesperar e se perder nas emoções.

Vi a compaixão que mora no coração do general.

Ainda me vejo negociando com ele, (re)conhecendo a sua presença. Ele é um amigo da minha história, esse general.

E vocês, TPMs, também possuem um general parte de vocês, ou algum outro personagem que tenha dado trabalho?


Alba Querino

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ser ou não ser.... por Bianca Chetto

Engraçado esse tema sair justamente agora. (Vi que outra TPM começou o texto assim tb, mas ja tinha escrito antes de ler, e é verdade pra mim tb, entao resolvi n mudar. :D) Por algum motivo, as pessoas têm falado muito sobre maternidade comigo, e já me vi respondendo a essa pergunta do “SER OU NÃO SER” algumas vezes nas últimas semanas. Em todas as vezes, respondi sem pestanejar: “Não.”

Não, não quero ficar com a barriga do tamanho de uma melancia. Não, não quero limpar cocô, meleca, e passar noites sem dormir. Não, comprar merendeira, farda, mochilinha e enxoval. Não quero levar ninguém pra escola, natação, cursinho de inglês, aulinha de futebol... Não, não quero passar a noite acordada esperando meu filho (a) chegar da ‘balada’, não, não quero deixar de ir pro cinema, pro boteco, pra esquina. Não quero ir falar com a professora, não quero ajudar com o dever. Não quero ter que voltar pra casa por que meu filho não pode ficar sozinho... Enfim, não quero ser mãe.

MAS, porém, contudo, todavia... Todas as vezes que eu disse em voz alta “Não quero ser mãe” e até mesmo enquanto eu escrevi o último parágrafo, eu senti um apertozinho. Como se uma forçinha incômoda comprimisse meu útero, e uma luzinha se apagasse no meu peito. É uma sensação de tristeza sem explicação, como se eu estivesse ferindo meu próprio corpo. E então me pego pensando: Seria o extinto maternal intrínseco à mulher se revoltando por estar sendo renegado? Ou seria uma força superior me dizendo que tem sim um filho no meu ‘destino’? As duas reflexões me parecem ridículas, no entanto, vez ou outra eu digo ‘não’ àquela pergunta, e sinto a mesma sensação. E toda essa confusão me leva a me perguntar: Por que não, cara pálida?

Imediatamente o segundo parágrafo me vem à cabeça. Mas a pergunta não se satisfaz e continua me enchendo. ‘Por que?’

Não sei. A verdade é que por mais que eu pense, não consigo escolher que vida eu quero pra mim. A verdade é que tudo que eu sempre quis fazer, hoje parece impossível. A verdade é que eu não quero casar, nem ter filhos, por que eu simplesmente não sei o que eu quero. Na minha cabeça ter filhos está diretamente, necessariamente, ligado a uma vida de privações e realizações que dependem 90% do sucesso dos meus filhos. Está ligado a uma vida em casa, contando historinha pra dormir, ouvindo historinhas de festinhas... Não me entenda mal. Do fundo do meu coração, acho essa vida maravilhosa. Vida simples é o máximo. Mas, meu Deus, será que eu, euzinha, ia ser feliz assim?

E os meus sonhos? E todas as outras coisas que eu sempre quis fazer? Será que tudo se resume a isso: sonhos, do tipo que se tem quando está dormindo. Será que todo ‘jovem’ tem todos esses sonhos e acorda um belo dia ‘adulto’ sentindo que na verdade agora ‘as prioridades são outras’? E se eu não quiser outras prioridades? Será que ‘crescer’ é isso? E se eu não quiser? (Momento Peter Pan)

Antes que eu fuja completamente do tema, vou simplificar: Tenho medo de escolher ser mãe. Porque tenho medo do que isso significa pra mim hoje. Tá, tá, tá, um dia eu vou pensar diferente. Mas HOJE, eu ainda penso como se tivesse 17 anos. Afinal, eu tenho 17 anos. Então, please, não exija mais da minha compreensão antes que entre em parafuso e não consiga concluir o texto. Como disse, tenho medo de ‘escolher’, por tanto, deixo mais essa pergunta em aberto. Ser ou não ser mãe? Não faço a mínima. De um jeito ou de outro, um dia vocês ficam sabendo. :D

Ser ou não ser? por Alba Querino


Ser ou não ser... eis a questão... Shakespeare, e agora?!
Ser ou não ser mamãe... um processo esse dilema dos dias atuais.
As mulheres se sentem fadadas a serem mães ainda hoje. Mas uma reportagem como essa é muito interessante porque permite à mulher não-mãe se expressar. As outras formas-mulher também são possíveis e possivelmente felizes.

É, Mari, eu concordo em número, gênero e grau com você. Não li a Muito, mas já gostei a partir do que você escreveu, da coragem de permitir às mulheres tantos papéis quanto elas queiram e a liberdade de escolher esses papéis com consciência.
Um bebê precisa de consciência. Precisa de alguém que se conheça e não repita cegamente a sua infância novamente, naquela criaturinha tão bela, tão inocente e tão devoradora. Uma criança é devoradora também, e isso não lhe tira a beleza. Devoradora de peitos, de atenção, de tempo, de carinho. E com legitimidade.
Tem uma autora, Elisabeth Badinter, que escreveu um livro fantástico a respeito da maternidade: O Mito do Amor Materno. É um soco no estômago a sua leitura. Ela fala de como a maternidade é uma construção cultural.

Eu concordo, em parte. Leia o livro, vai... vale a pena repensar...

Percebo a força da cultura na grande interrogação que vem sempre antes quando você ainda não teve filhos. Você não é uma pessoa boa, amorosa? Você é frustrada? Você é feia? Você não consegue um pai? O que há com você, mulher, que você não pariu? Não produziu filhos? Principalmente se você é casada. Existe aquele olhar perguntador...hã, hum, bem...cadê as crianças? Quando elas virão? Elas virão, não é? Ah, não faça isso...

Uma mulher pode gerar outros projetos, outras pessoas, outros sentimentos, outros nascimentos, sim. E é verdade que se conhecer bem para saber se você é mãe em seu coração é um bom caminho para poder ser MÃE do baby. Sem culpas, sem dar de mamar pensando no peito que pode cair e não será tão sexy depois (o que também não concordo, acho que um peito mamado conta uma história, e essa coisa plástica desses balões sempre para cima são uma ilusão perversa, mas isso é para outro post! Aliás, tem sempre tem um outro post nascendo).

Fase um: Uma mãe que pode perder noites e amanhecer sorrindo, uma mãe que tem tempo para conversar, cantar aos berros dentro do carro com os vidros bem abertos ou fechados; Que se deixa ser maquiada de noite depois de chegar do trabalho, cansada, e ficar com uma cara de vampira no final, e achar lindo! Uma mãe que come os restinhos de cada um e termina por não pedir o seu próprio bigmac. Uma mãe que pula na corrida de saco domingo de manhã na gincana da escola. Que põe em cheque a sua relação brigando com o parceiro por causa da coisa egoísta dele quando não quer deixar o menino dormir só hoje na cama entre a gente. Uma mãe que vai para a reunião do trabalho com as unhas pintadas de vermelho pela filhotinha aprendiz de manicure. Uma mãe que vai levar para tomar vacina e que chora só por causa daquela picadinha infeliz que aquela monstra da enfermeira deu no seu filho.

Fase dois: Uma mãe que viaja com as filhas adolescentes e volta a lembrar quando ela também suspirava com músicas românticas. E uma mãe que adoraria se seus filhinhos amados sumissem de vez em quando, só para ela poder não ser mãe por 15 minutos, enquanto ela se refaz. Mas não mais que isso. Uma mãe que agüenta a famosa fase de feder do filho adolescente que não quer tomar banho, não quer curar o chulé, não quer sair do banheiro há uma hora. Que gasta 1/5 do salário dela com telefonemas, e que ama o computador, a prancha de surf, o game e a mãe do colega mais que tudo! É eles amam as mães dos outros por um tempo...

Uma mãe, é uma mãe, é uma mãe... seja biológica, adotiva, tia, madrasta, vovó, dinda ou babá-mãe. Com vinte, trinta, quarenta ou cinqüenta anos. É uma mãe.

E uma mulher que escolhe não ser mãe é uma mulher verdadeira também, porque sabe seus limites, sabe ser mãe de si mesma.

Tem aquelas que não são mães, não porque não queriam, mas porque não aconteceu... Por diversos motivos que só a Existência sabe... e aí, é uma dor se ela se identifica com a ilusória família feliz da propaganda de margarina. Porque uma família é muito bom, mas não é de propaganda de margarina. A gente se desentende. A gente quase se esgana, de mentirinha, claro! Mas se esgana e a barriga ferve, quando as coisas acontecem de verdade.

Se a gente não pode ser mãe por causa da vida e não pelo desejo de não ser, é bom relaxar e aproveitar essa oportunidade de poder ter escolhas, outras funções além da maternidade. É escolher poder ser feliz. Ser feliz além do script. Não gosto dos scripts que se escrevem para todo mundo e quem não está nele é anormal, tem inveja ou engorda. Parece sutiã com número errado! Não. Ser livre para ser seu eu mesma é a escolha de maior felicidade que a gente pode se dar. É o rugido do leão quando descobriu que não era ovelha. Um rugido maravilhoso, uma energia só.

Pessoalmente, sempre quis ser mãe. Igual a Dri. Até descasei porque eu e meu amado nos desencontramos nesse desejo, na época. Mas sempre pensei que criança não precisa de marido nem de esposa, mas precisa de mãe e pai.

Hoje, é uma possibilidade da Vida para mim. Sem dever ser. Gesto muitas coisas como trabalho, viagens, amigos, meditação, aventuras impensáveis um dia. A mãe existe em mim com tanta graça e liberdade quanto a não mãe. Aliás, sempre fui mãe dos filhos das amigas, dos sobrinhos, dos afilhados. Literalmente eles me chamavam de mãe. Ganho presentes no dia das mães, às vezes. Na escola meu apelido era mãe.

Por isso, se eu ainda for mãe nessa vida, o baby vai ter um pai que queira ser pai. E se eu for mãe biológica ou não, acho que vou ser uma mãe suficientemente boa. Hummm... acho que já estou virando vovó!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ser ou não, eis a questão - Por Carla Palmeira



Ser mãe para uma mãe que sempre desejou estar nesse patamar é algo sublime de escrever.

Quando eu estava na 5ª série, que há um tempo atrás chamava-se ginásio, eu filava as aulas de história para ir tomar conta da turma de alfabetização, e é óbvio que eu adorava, pensava em ser professora primária para estar sempre rodeada de crianças, ficava fascinada.
Nunca fui de brincar de casinha ou de boneca, mais gostava de estar com crianças pequenas, sonhava em ser mãe cedo, não pensava em casar, na minha cabeça não era necessário casar para poder ter filhos...tadinho do meu pai!
Eu dizia a ele que eu seria mãe solteira (risos)...
Claro que gerar um filho, ter-lo e ter a possibilidade de criar seja tão fácil, mesmo para aqueles que desejam tanto, é uma responsabilidade grande, tem horas que desejamos sumir principalmente quando eles saem gritando pela casa, quando eles derrubam aquele jarro que você tanto gosta, quando eles não te deixam dormir ou quando eles espalham todos os brinquedos por cada canto da casa, porém compensa quando eles te olham e dizem que você é a melhor mãe do mundo, que você é uma criança em um corpo de adulto, compensa também quando eles não dizem nada e te enchem de beijo, quando você chega do trabalho e eles apenas olham para você e abre aquele sorriso banguela
Digo que ser mãe é magnifico e mágico para aquelas que querem ser, não adianta uma mulher querer engravidar apenas para satisfazer a família ou para "segurar" um casamento em decadência, o desejo de ser mãe não será dela, então o que será dessa criança?
Admiro aquelas que assume não ter filho e vivem bem por isso, colocam prioridades na sua vida e não consegue se imaginar mãe ou encaixar uma criança nos seus planos, hoje a sociedade permite esta escolha sem preconceitos, uma mulher nunca deixará de ser mulher por não querer ter filhos.
Então meninas projete para seu futuro e veja se realmente abdicar de algumas coisas será compensador ou não
Pra mim é!

Ser ou não ser...by Adriana Favilla

Engraçado que este papo rolou em minha vida desde sexta. Essa coisa de ser ou não mãe. Não que eu ache que tenha mais essa idéia. Não crio mais ilusões quanto a isto. Com 39 anos, perto de 40, não acho que vá conseguir. Mas é legal deixar claro que “foi” um sonho dourado na minha vida. Daqueles que você pensa, imagina, pinta e desenha. AMO crianças! E minha maior vontade na vida, sempre foi gerá-la. Nada contra adoções(quem sabe um dia eu parta para isto?), mas a vontade de sentir aquela coisa fofa com aquelas mãos todas e aqueles pés todos mais fofos do mundo, sempre foi INDESCRITÍVEL. Só que a maturidade e a realidade, em alguns momentos, tem que falar mais alto...

Falei muito sobre maternidade por causa de “Viver a Vida”. Achei tão emocionante aquela coisa de uma paraplégica acreditar que podia ter filhos e ainda ter gêmeos!!! Me emocionei...sim sou uma noveleira meio descrente da ficção, mas ainda carrego algo do gênero dentro de mim, rs. Sempre foi uma preocupação tão grande para a personagem dar filhos ao homem que amava, se ela poderia gerar sem grilos, etc. E tenho que ressaltar que todo nascimento de novela da Globo é tão bem feito, que me comove sim! Queria eu estar ali (sentido dor nada...prefiro cesariana...não queiram me convencer com a frase “ Ah, mas se você tiver parto normal, sai do hospital no dia seguinte”...e quem disse que tenho pressa de voltar para casa?). Ontem falava sobre isso com meu “par”, rs...filhos. Que é uma responsabilidade enorme, imensa, como Quindim bem falou em seu texto principal aí. Com quase 40, posso falar que já vivi tudo que imagino que teria que viver ou passar. Poderia de bom grado viver a maternidade com total plenitude. Já que sempre quis tanto. Sempre imaginei uma casa, com jardim e três cachorros correndo, jornal dia de domingo...pois é, não comentei que era noveleira demais? Olha os Silvios de Abreu da vida me transportando para dentro do imaginário?

Criança sempre será para mim uma benção. O que não quer dizer que eu culpe quem decidiu que não terá filhos! Jamais! Para quê tê-los e deixá-los de lado (sentimentalmente falando) em algum momento de sua vida? Não tem registro de normalidade isso. Acho que levantar o fato de que muitas mulheres nem passam perto deste sonho, é mega válido. Discordo de uniões que tenham que ser como “antigamente”. Nada é igual a nada. As coisas evoluem, desenvolvem, crescem, transcendem. Se no tempo da minha avó era assim, por que razão eu tenho que seguir isso ou aquilo? Não vejo tradição como uma coisa impositiva...e sim como uma linha que você gosta e por isso segue. Caso contrário, crie a sua tradição contemporânea! Não ser mãe hoje em dia não quer dizer falta de amor, quer dizer uma decisão de amor com o seu ex-futuro filho. Porque em algum momento, a palavra mãe não ia te tocar tanto, então, parabéns pela decisão de poupar desgostos a algumas pessoas envolvidas no processo.

E quem quer ser mãe, planeje, pense, pondere. Sempre que quis ter um carro, as pessoas falavam: “ Dri, é uma família..pense bem”. Imagine ser mãe? Seja com afeto, carinho e entrega. Pense que muitos, como eu, queriam MUITO ter essa dádiva de ter filhos e não podem. Realize seu sonho com responsabilidade. É o que vale nesse momento de decidir...

Drix


domingo, 16 de maio de 2010

Ser ou não ser?


A revista Muito de domingo passado, 09/05, publicou uma matéria sobre mulheres que optam por não ter filhos. Sim, foi no domingo do Dia das Mães. Sim, sim, eles são bem ousados.

Gostei muito da matéria (e da coragem!), pois por mais moderna que se diga ser nossa sociedade, está aí um coisa que a maioria das pessoas não consegue aceitar ou entender ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Eu, de minha parte, acho totalmente normal. Mais do que isso, fico bem feliz em saber que muitas pessoas simplesmente pensam antes de fazer aquilo que todo mundo faz somente pelo fato de que todo mundo faz. No que diz respeito à maternidade então, esta decisão, ou melhor, esta falta de decisão, de pensar (leia-se se conhecer) para depois ir em frente, pode gerar um verdadeiro caos...

Eu sou mãe. Amo ser mãe. Mas se alguém disser que é fácil, está mentindo, ou melhor, pode até ser verdade, mas com certeza isto só será verdade para uma minoria realmente muuuuito pequena. Somente para pessoas realmente especiais, capazes de viver apenas o momento, apenas o presente. Pessoas que conseguem se dedicar de corpo e alma àquele instante, sem se angustiar com o passado ou com presente. Bom, mas para maioria esmagadora das pessoas (incluindo eu, claro!) ser mãe, definitivamente, não é fácil e apesar de todos os prazeres envolvidos na maternidade, e posso afirmar que são muitos e indescritíveis, ser mãe exige concessões para lá de grandes. Por isso, acho realmente que se deve pensar bastante antes de partir para esta fantástica aventura.

Sou conhecida por todos como uma mãe muito boa, um exemplo e coisa e tal. Que fique bem claro que esta é a opinião dos outros sobre mim e não necessariamente a verdade. O fato é que sempre as pessoas me perguntam como é ser mãe, se dá trabalho, se muda a vida etc, etc. Conclusão: acabei por definir alguns pontos que acho que devem ser refletidos, pensados antes de se tomar esta decisão.

1) Gostar de criança e ser mãe são coisas completamente diferentes.
2) Filho não salva casamento, filho não é um brinquedo, filho não é status.
3) Porque você está na dúvida? É por razões financeiras? Profissionais? Ou é medo?
4) Você não cria um filho para você, mas para o mundo... Não tenha um filho para espantar a solidão...
5) Ter um filho, cuidar dele é um exercício para o aprendizado do amor e amar verdadeiramente nunca é fácil, mas se você quer realmente experimentar o amor esta é uma das melhores maneiras. Mas não é a única.
6) Filhos lhe privarão de viagens, festas, noites de sono, almoço com amigos cineminha no domingo, bate papo na cama, e até sexo, às vezes. Tudo isso é realmente verdade. E é muito, muito chato. Mas tenha em mente 03 coisinhas: Primeiro - esta privação é temporária. Segundo - muitas destas situações serão diferentes, mas não inexistentes. Terceiro - será que boa parte destas coisas ainda serão prioridades para você daqui a alguns anos?
7) Filhos lhe presenteiam com um sorriso que nunca, nunca mesmo você receberá de outro alguém. Mas existe muita gente que nunca ganhou este presente e é feliz com os outros presentes que a vida lhe deu.

Enfim, ser mãe é realmente maravilhoso. Permite-lhe experimentar emoções indescritíveis. Não há dúvida quanto a isso. Mas dá muito trabalho e, mais importante, não é uma obrigação. É uma escolha. Aliás, como tudo na vida...

E vocês, TPM’s daqui e daí, o que tem a dizer sobre isso, hem?
Inté,
Mariana Chetto

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A marca do gato na toca das TPM's - Por Alba Querino

Foto: Google imagens


Obrigada ao Kumara por ter visitado o nosso blog e até se inspirado em deixar a marca do gato em nossa toca. Foi super bem vindo pelas TPMs! E o assunto, então, nem se fala!

Bom, essa coisa que acontece entre amantes e amados é delicada, e eu não sei Dri, se realmente a posse existe desde que o mundo é mundo...cada especialista teria uma boa explicação para cada teoria imaginada, biólogos, antropólogos, historiadores, economistas, psicólogos, juristas e padres! Cada um poderia explicar direitinho como esses dois campos de força como bem diz o Ramesh, se atraem e em que dimensão isso nos toca e nos impulsiona. Na minha história pessoal de TPM que se relaciona...é um caso sério!!!! Mas eu tenho experimentado uma forma nova e como estou na fase de pesquisa de campo...estou na fase de aprendizagem!

Não penso que seja uma questão de gênero, quero ampliar, mas uma questão de energias nos relacionamentos, então, isso inclui todas as formas de relacionamentos, porque não é homem X mulher, mas masculino X feminino. Melhor dizendo, masculino e feminino. O versus poderia ser substituído pela conjunção aditiva E, como elo de ligação, de composição dessas energias.

É verdade que a harmonia duradoura, sem a ilusão de propriedade e sem a fantasia de que se não somos felizes para sempre, com tesão todos os dias e sem diferenças entre nós DOIS é porque fracassamos e a separação frustrada é a porta, é difícil de acontecer. E como.

Mas como a esperança é a última que morre, Dri, vejo luz no fim do túnel das relações amorosas...No início a gente vê e vive essa polaridade que é bem clara no sexo. O masculino que dá, age, penetra, e o feminino que recebe, acolhe, abraça dissolvendo essa força intempestiva. É da natureza do masculino e do feminino esse círculo energético que fica mais visível na relação sexual. Nos outros encontros essa complementaridade continua. Aqui é que o Ramesh entra, na parte que me importa: o aprofundamento desse encontro como forças magnéticas, como campo circular que se completa. Hummm...

É o seguinte: em minha visão, para esse encontro dar certo tem que haver uma dança dos parceiros: enquanto um está feminino, bem acolhedor, bem molengo e carinhoso, o outro está ativo, doador, portanto, masculino. Veja bem, isso não é uma questão de gênero, de ser o homem masculino porque é aquele que age, faz, toma a iniciativa; e a mulher, feminina, porque espera, é meiga e nada faz...só segue. Falo da situação circular para que a atração possa acontecer, a harmonia circular necessária para tornar dois em um, possa ser vivida. E isso é além do gênero e do sexo.

Então, com altos e baixos devidos ao nosso processo de crescimento como pessoas, de sair da dualidade, da metade em direção à totalidade, à inteireza, alternamos quando somos masculinos e quando somos femininos, atuamos ativa ou passivamente na relação de acordo com o momento, em direção à tão sonhada autonomia, independência. Bingo! Chegamos nas relações em que os parceiros não são necessários, mas são parceiros, onde o compartilhar por puro amor é o elo que liga. Creio que nesse momento a posse morre. O tempo de cada um consigo mesmo é respeitado e a gente entende a natureza indomada do amor e como podemos viver com ele, através dele, apesar dele e até, sem ele – o outro é apenas uma desculpa para a gente amar.

Há muitas funções e motivos para um casamento, um bem interessante e poucas vezes realmente presente é o amor. Olha, esse assunto é muito grande para um post só! Depois a gente vai descascando as camadas dos relacionamentos, coisinha tão bonitinha e que a gente gosta tanto...he he he!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um gato na toca das Lobas TPM´s - Por Carla Palmeira

Foto: Google imagens

Acredito que tive um pouco de dificuldade de entender a essência do texto, pode ser que tenha faltado foco em meio a tantas atividades exercidas, mas confesso que essas palavras mexeram muito comigo, reacendeu fatos vividos, tive que ler e reler três vezes e calmamente (risos).
Comecei a divagar, imaginando a conversa dessa mulher com o marido e filho, pedindo um tempo para ela. Entendo que no convívio de uma relação perdemos um pouco da individualidade e isso é normal. O ser humano tem esse sentimento de posse intrínseco, porém conseguimos a proeza de sermos compreensíveis, vale a ressalva de que somente às vezes compreendemos. Depois realizei em minhas fantasias se ela, ao invés de tirar esse tempo para reclusão, saísse de casa para um outro relacionamento, por mais que aqui estejamos discutindo o sentimento de posse, são situações completamente diferentes em nível de compreensão do outro.
Acredito que não seja impossível entender que todo amor dado a outra pessoa, todo o carinho, poderá um dia não ser mais suficiente para ele e que tê-lo infeliz ao seu lado e aceitá-lo feliz com outra pessoa seria o nível máximo de um ser perfeito.
Agora retorno a minha experiência, há mais ou menos dois anos eu me divorciei. Cheguei ao ponto em que o que eu sentia havia mudado e que nosso elo era somente o filho gerado, para mim coloquei um ponto final, "the end", sabe?! Não engatei nenhum relacionamento, não havia me interessado por ninguém, decidi estar só, coração ferido e em cicatrização e mesmo assim ele alimenta uma raiva gigante, como se seu mundo houvesse desmoronado, e digo com propriedade das palavras, isso não ocorreu! Quando se tem o trabalho que deseja, quando se tem a ascensão social que almeja, quando se tem uma companhia e quando se consegue sobreviver sem dificuldades, falta o que? Falta passar a borracha na parte da história que a mulher decide ir embora? Ainda não cheguei nesse nível de sabedoria para enxergar o que passa em seu mundo e infelizmente sou atingida por isso. (história para o próximo capítulo)
Posses, posses... o ser humano tem esse sentimento enraizado. Eu não pertenço a você assim como você não pertence a mim e isso é controlável, tenha para você e não transfira para o outro, casais sobrevivem com isso diariamemente, porém, viramos os holofotes para aqueles que não conseguem sobreviver, ainda tenho esperança de que chegaremos a esse nível.
Óculos cor de rosa para todos...

Um gato na toca das TPM's ...by Adriana Favilla



Esta questão de posse , acho (Alba me corrija) deve ser mais velha que a invenção da roda (calma, não to chamando Alba de senhora do tempo das cavernas..até porque sou mais velha que ela..mas é nossa TPM Terapeuta..heheh) . Mesmo que conscientemente não vejamos desta forma, acho que tudo advém de um pouco de posse. Já falamos aqui do ciúme há uns posts aí. Acredito piamente que possa existir uma relação de calma e compreensão, mas só acredito. Nunca vivi isso. Claro que temos momentos extremamente calmos, companheiros mesmo. Mas aí surge o tal do bichinho da posse tanto do outro, quanto da relação. Pode ser que este bichinho demore pouquíssimo tempo na nossa vida a dois...mas que existe e vez ou outra aparece, não venham me dizer que não!

Não vivo no mundo de Alice, mas quero sempre conseguir viver independente do outro. Além dele, longe dele (em se tratando da minha vida). Tem que rolar a tal independência. Acho que acabei criando um assunto posterior a este...por isso...that's it folks!

Drix

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um Gato na toca das TPM's.... Manifesto de um leitor


Homem e Mulher

Recentemente chegou a meu conhecimento a história sobre uma mulher casada que tem a necessidade compulsiva de deixar a casa, o marido e o filho de oito anos para ir para um retiro num asharam ou se dedicar ao trabalho social. Não era apenas por um fim de semana mas por todo um ano, o que fazia da vida da família um inferno.

O marido e o filho eram compreensivos o bastante para aceitar este comportamento não habitual e deixá-la ir. Desde então tenho pensado em como a situação seria diferente se a mulher quisesse deixar a casa para ficar com outro homem. ... Nas relações entre homem e mulher parece que ambos estão sonhando o tempo todo. Eles tem uma necessidade constante um pelo outro e raramente parece que eles se entendem. Parece mesmo haver um estado de conflito incessante, quase uma inimizade. O conflito parece estar baseado no desejo de dominação e o obstáculo que existe entre eles é o ego com seu senso de "doership". Mas, na verdade , nos nunca possuimos nada, nunca nos foi possível. O que tem para ser possuído? E quem pode possuir o que? E por quanto tempo.

O processo de viver no tempo e no espaço é uma ilusão. Nos somos mas nossa vida no plano da existência é uma ilusão. No plano material nos temos certos direitos e obrigações segundo certas leis e podemos possuir uma casa, um jardim, um carro e até mesmo uma mulher, ... Nenhum ser humano pode possuir outro. A vida humana é essencialmente solitária: um velho bacharel não é mais nem menos solitário que um novo e este nem mais nem menos solitário que um homem casado com uma mulher que ele não gosta, da mesma forma que um homem casado com uma mulher que ele ama, assim como é solitário um homem que vive num harém.

Masculino e feminino, os dois aspectos interconectados da mesma manifestação estão em um estado de desequilíbrio, cada um manifestando um excesso de um elemento. A atração mutua do macho pela fêmea se torna compreensível porque a busca de equilíbrio é um objetivo buscado no funcionamento de toda a manifestação. O que pode ser obtido na vida nunca é a real satisfação mas apenas uma simulação disto, resultando na experiência sexual de um lado e conflito na outra. Mas em casos muito raros a união entre homem e mulher pode estar em um plano além da compreensão comum, podendo ser descrito como a união entre 'campos de força'

"The one in the mirror", (tradução não literal), páginas 49 a 51 -
Ramesh Balsekar

Colaboração: Kumara

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domingo, 9 de maio de 2010

Um sorriso para cada mãe...


" Deus não pode estar em todos os lugares...por isto fez as mães"

As TPM's desejam a todas as mães de sangue, de carinho, de coração, por encomenda, por acaso...todas....um dia feliz, um tempo sorridente... Porque como sempre dizemos por aí, e é verdade, ser mãe é ser um pedaço de Deus diariamente...

Beijo carinhoso em cada uma que passa aqui por este blog ....

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TPM Social



É triste e degradante saber do percentual que aumenta a cada ando de casos de pedofilia. Consentidos ou não, afinal você não quer achar juízo e raciocínio em uma criança tão pequena, estes atos degradam a nós mesmos! Sim! Porque vivemos em um mundo onde pessoas doentes e completamente insanas tem a coragem de fazer isso à uma criança desprovida de qualquer discernimento . E se o tiver, estará então desprovida de defesa física contra estes canalhas. Seja quem for, merece ser denunciado. Não compactue, não fique em silêncio. De uma certa forma, você está alimentando a doença do indivíduo.

O nosso blog além de querer fomentar, desenvolver, comentar tudo sobre o universo feminino, se propõe também a socializar. A desenvolver a vontade em cada coração que passa por aqui, para lutar contra o que é feio, hostil e degradante. Vamos denunciar, vamos ajudar a amenizar a dor de muitas mães que não tem nem a mais remota idéia pelo quê seus filhos estão passando.

Eu, Adriana, não sou mãe. Apesar de sempre ter desejado. Temos duas TPM's aqui que o são e muito bem, graças a Deus. Este não é um post porque está perto do dia das mães...não. É de conscientização MESMO. Unidos, podemos quebrar até sigilo em redes sociais como Orkut , Facebook e afins. Lute, denuncie, proteja todas as crianças que passam por isso!

Alguns links sobre
http://www.censura.com.br/
http://www.senado.gov.br/web/comunica/agencia/entenda/pedofilia.htm
http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/

Drix

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gritem, opinem, coloquem lenha na fogueira!!!


O blog Mulheres TPM foi criado para curtir, trocar idéias, opinar, criticar, desenvolver assuntos, soltar o verbo. Não só entre as cinco TMP's, mas com todas vocês que passam por aqui! Por isso, comentem aqui no blog, sigam nosso Twitter (www.twitter.com/mulherestpm), vamos falar. Afinal, nós mulheres adoramos papos inteligentes...então, conversem conosco!!! Estamos esperando por vocês!

E-mail: womantpm@gmail.com

Como não aceitar migalhas? por Bianca Chetto

Hum. Como não aceitar migalhas? Mais uma vez eu me pego pensando nas horas escuras da minha vida, nos momentos de maior vergonha, naquelas sensações que ainda trabalho para aceitar... Me pego pensando nas migalhas que aceitei, por Deus, as migalhas que eu quis aceitar e só nesse pensar, já sinto o peso de não conseguir me perdoar por completo por todas as migalhas que, não só aceitei, mas catei e desejei. (Suspiros)

Perceba que entendo por ‘migalha’ aquele afago sem carinho, aquele beijo sem amor, aquele sorriso sem sentimento, mas que ainda assim você insiste em querer, em aceitar. Primeiro por não perceber a falta emoção em cada gesto; depois por perceber, mas por ter a esperança de que vai ser diferente; e então por acreditar que é aquilo mesmo que merece. Finalmente, você aceita porque acredita que vale mais a pena catar farelos ao lado de quem ‘se ama’ do que comer croissant sozinho. É o que eu chamo - sem qualquer fundamento técnico ou teórico - de complexo orgulhoso-obsessivo de inferioridade.

‘Orgulhoso’ porque os que sofrem desse mal são incapazes de admitir que aquela pessoa simplesmente, realmente, não está interessada em você. “Obsessivo” porque quanto mais você se convence de que o outro precisa gostar de você, mais você precisa que o outro goste de você e na minha enciclopédia toda relação de dependência é levemente (se não completamente) obsessiva. E finalmente, não há como estar obcecado sem estar se sentindo inferior. (Espero que não esteja me distanciando muito da historinha da águia...) Isso resulta - entre outras coisas - na aceitação de migalhas, pois leva o indivíduo a crer que qualquer coisa que venha do outro é valiosa. Quando penso nisso sempre me vem à cabeça a imagem de um cachorro pidão... (Preciso explicar que essa imagem é negativa?)

Então, sendo o mais direta possível (pois o tempo é curto e eu tenho prova no sábado, ¬¬') : NÃO, jamais, em hipótese alguma, aceite migalhas. É o que eu desejo pra você. Mas é aí que eu volto à pergunta de abertura: “Como não aceitar migalhas?” Siim, porque ninguém aceita migalhas simplesmente porque está afim de migalhas, certo? ERRADO. Você aceita migalhas porque você quer migalhas. Como não aceitar migalhas? Não querendo migalhas. :D Parece simples, e é simples, mas isso não significa que seja fácil. Não querer migalhas é extremamente difícil.

Não querer migalhas é saber seus limites, é reconhecer o que é uma migalha pra você. Acima de todas as coisas, não querer migalhas é se amar. Mas se amar de verdade, seus medos, suas dúvidas, sua mente, seus defeitos, suas estrias e celulites, seu corpo. Aí sim, se amando por inteiro – do dedo do pé ao último fio de cabelo – é que se tem a certeza de que ninguém pode te amar mais do que você se ama e que por isso ninguém merece seu amor mais do que você mesmo. Narcisismo? Não, não é isso. Só penso que tem uma diferença sutil entre amar alguém mais do que a si mesmo e amar alguém tanto quanto a si mesmo.

Peace.

Águia ou beija-flor? By Adriana Favilla



“Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor

O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo.” (Wikipédia)

Uma explicação rápida sobre um outro pássaro para me deixar em dúvida: águia ou beija-flor (acho que dava outro post isso, mas vou mantê-lo como resposta ao de Cau)? A águia de Carla é o caminho, isso com certeza. Não dá para aceitarmos essas tais migalhas da vida. Sempre ouço que a vida é pra ser vivida prazerosamente e não com tantos barrancos, caídas e afins. Mas concordo com uma frase de Cau “Penso que dependendo da queda, lá parece o melhor lugar para estarmos” . Costumo pensar e regrar minha vida, a aprender completamente com cada queda. Sempre tem alguma coisa para tirarmos como lição. Não tem outro objetivo para a queda. Porque no momento que você começa a levantar, tudo muda, tudo fica mais ou menos azul...ok...lilás...mas caminhando pro azul (que escala de cores mais estranha a minha, mas sei que vocês entenderam)

Voltando ao beija-flor...como seria se parássemos e observássemos mais? Ele pára no ar por alguns segundos. Não seria o caso de observarmos mais para que não caiamos tanto? Para que não soframos tanto, por vezes, desenfreadamente? As vezes as angustias, os sofrimentos são tão perenes...tão constantes. Como nos livrarmos deles? Sou uma pessoa absurdamente observadora. E graças a esta minha observação, consigo (disse as vezes) pular certos buracos. Só que a vida ensina...e é só com ela que você aprende. Não ache que qualquer amigo seu vai fazer isso. Conselho só é bom para os outros. Para nós, não tem tanta valia. Então, a palavra de ordem é exatamente esta que Cau levantou: não aceite migalhas. Mas eu com meu simples e frágil beija-flor completaria essa frase: Não aceite migalhas...e aprenda a observar o mundo e o seu interior...assim, você não precisará pular tantos buracos assim pelo caminho.


Adriana Favilla


Jogue as migalhas no abismo e voe o seu vôo mais belo ou Não aceite migalhas na vida por Alba Querino


Um post incômodo merece um título impactante. Foi assim que li o post de Carlinha dessa semana no coração das TPMs. Um impacto.

Depois da sessão das ciumentas avassaladoras e das mulheres loveable, essa continuidade visceral, abismal e muito, muito presente no mundo das TPMs de todos os lugares do mundo...Migalhas...já falei pras meninas lá nos bastidores desse blog (que vocês ainda vão ter a delícia de conhecer o nosso mundo por trás da tela; a tal da vida alheia, nesse caso a vida das TPMs que vos falam, escrevem, sentem choram, grunhem – sim, elas grunhem também – riem, e fundamentalmente, amam), e agora confesso a vocês, eu matuto os posts. Eles ficam rodopiando em algum lugar dentro de mim, rodopiam, incomodam, dançam até sair...Nesse momento as migalhas estão ainda como borboletas no estômago, e é por isso que estou enrolando nesse texto...mas não escreverei em migalhas. Claro que não!

Pois bem...o que são migalhas? O que é receber em migalhas?
A dança das borboletas recomeça...Matuto, matuto...

Olha, eu não sei muito a respeito das migalhas porque descobri que não aceito migalhas. Ponto. Seguimento. E é exatamente porque não aceito migalhas que me chamam de Sra. Intensa. Ou tia Alba alegre, como uma vez Bia TPM daqui, me chamou do alto de seus três aninhos. Ou General, uma vez; ou A que sabe dizer não, para Vanessinha. Ou útero por Claudinha, regida pelo princípio do prazer...Entre tantos outros codinomes que eu lhes pareça ser. Vejam bem: lhes pareça ser, não necessariamente que eu seja.

Dar e receber precisa de verdade e vontade. Desejo. Isso no universo Upchariano ou Albanense significa intensidade. Movimento em direção a. Paixão, entusiasmo, transparência.
Nesse contexto está tudo incluído, amor, trabalho, sexo, família, filhos, divertimento, espiritualidade, pensamento, sentimento. É difícil ser em tons pastéis. E migalhas me lembram um bocadinho, essa corzinha, esse amorzinho, aquele prazerzinho, essa comidinha...Tudo muito mediano...

Concordo Carla, não levem para casa migalhas. O finalzinho. O meio copo vazio. Leve tudo. Dê tudo. Beba tudo até a última gota. Isso não significa ausência de leveza, de doçura, de beleza. Hum-hum. Tudo pode ser belo, doce e suave na inteireza que a gente vivencia. Tudo pode ser levemente sugerido, doado. Poder bem águia...

Por outro lado, me vem bem claramente que a dosagem é muito individual, logo o que é migalha para mim pode ser completamente over para você. E aí? Aí, tudo bem. Não tem problema algum. Até porque quantificar a migalha seria um erro fatal. Onde, na seara do humano, se pode quantificar alguma coisa? Tornar em números o ser?

Qualificar é a chave da migalha. Tornar-se o motor da sua própria vida. Eu quero isso? Você gosta assim? Isso me expande, me alimenta, te nutre? Sendo honestos consigo mesmos chegamos claramente (nem sempre sem dor) a saber visceralmente se estamos aceitando as tais migalhas. E como já ia saltando lá em cima em palavras, as migalhas estão intimamente relacionadas à equação dar e receber. Se eu ando recebendo muitas migalhinhas, vejo se não ando dando bem pouquinho...A relação é diretamente proporcional. Não é só o outro que me oferece pouco. Eu também me dou pouco. Ou dou pouco ao outro. Está tudo interligado.

Pois então, se quer amar, ame. Se quer dançar, dance. Se sentir, sinta. Se beijar, beije. Se escrever, escreva! No momento, no instante, sem pensar muito, sem fugir do efeito que é se posicionar diante de si e da vida. O resto são migalhas, migalhas de pão na praça para os pássaros, para os peixinhos da lagoa, para achar o caminho de volta. Migalhas também nos ajudam a aprender a dar e receber.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu quero aceitar o desafio... Ser águia por Mariana Chetto


Fiquei maravilhada com essa história da águia. Desconstruir para reconstruir... Me fez lembrar uma outra ave, só que esta da Mitologia Grega, a Fênix: ao final de cada ciclo de vida entra em auto-combustão e um tempo depois renasce das próprias cinzas... Quantas e quantas vezes precisamos fazer isso para continuar. Virar do avesso. O problema é que porque dói e dói muito, nos recusamos a tomar esta decisão: virar a página, abandonar o que aí está para seguir em frente. Não ficar parado aceitando migalhas...

Acho que é por isso que, muitas vezes, Deus, o cosmos, o universo, ou seja lá como você preferir chamar, nos empurra para o abismo. Para que possamos, depois de destruídos, nos reconstruir, nos mover, evoluir... Já tentou ver todos os seus grandes problemas sob esta ótica? Oportunidade para crescer para ser melhor e mais feliz por compreender um pouco mais, por forçar os limites e ir mais além? Somos parte da natureza e como tal não somos imutáveis. Precisamos e necessitamos evoluir e, se por decisão própria não o fazemos o “universo” sempre dá um jeito. Parado é que não podemos ficar...

Saber reconhecer que chegou o momento de mudar, de dizer não (ou sim!) é uma conquista para toda a vida. Mas quem aceitar este desafio e aprender a enfrentar este período será a mais poderosa e sábia das criaturas.

Ser águia... desafio que quero e desejo aceitar todos dias.

Amei Cau!

Beijos,
Mari

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não aceite migalhas na sua vida - Por Carla Palmeira

Quem aceita migalhas são aves de pequeno porte

Seja uma águia!

Muitas vezes passamos por decepções, sejam elas com a família, com os amigos ou com amores e nessa corda bamba de idas e vindas, de sobe e desce há os deslizes e as quedas e consequentemente vamos ao chão

Penso que dependendo da queda, lá parece o melhor lugar para estarmos

Alimento? Catamos e juntamos as migalhas que vão deixando pelo caminho e fazemos dela nosso café da manhã, almoço e jantar.

E até quando isso é válido?


Sim, companheiras TPM, o sorriso largo, os óculos cor de rosa, foram adquiridos ao longo de uma dura jornada, acredito que uma das mais difíceis por consequência da inexperiência, foram minhas escolhas (erradas ou não) e por ter me alimentado de migalhas é que decidi não mais aceitá-las

Somos maiores que isso

Se caiu, levante!

Se escorregou, seja rápida e agarre-se em algo

Desenvolva seus sentidos

Acredite no seu poder

As águias aos 40 anos tem que tomar uma decisão difícil, o bico apodrece, as garras já não são as mesmas e ela deixa de se alimentar pois não consegue caçar e é aí que “inteligentemente” (existe isso?!) voa até uma alta pedra e em reclusão ela arranca suas unhas e bate o seu bico com força até que ele se quebre, martírio? Depende como você enxerga este ato e até que venha um novo bico e novas garras ela fica lá em cima, na pedra.

Sejamos águias e deixemos de aceitar migalhas

Sejamos águias e voemos com o vento quando não for possível enfrentá-lo

Sejamos águias e renovemos, muitas vezes precisamos de bicos novos para viver uma nova realidade.

sábado, 1 de maio de 2010

Mas eu me mordo de ciúmes.... por Bianca Chetto

Aiaiai... Estou ‘na seca’ há tanto tempo que mal me lembro se sou ciumenta ou não. (Depressão básica. Hehehehe) Por isso não me culpem se esse post sair meio confuso. Posso dizer que sinto muito ciúme, mas que isso nunca atrapalhou nenhum dos meus relacionamentos... E com isso falo de todos os relacionamentos: entre amigos, família, namorados, etc.

O ciúme pra mim vem de formas diferentes: as vezes é por medo de perder... o que pra mim está classificado como o ciúme ‘saudável’. Tenho que admitir que pouquíssimas vezes senti esse ciúme ‘saudável’, pois eu acredito que ele esteja relacionado a uma relação de amor ‘de verdade’ (na falta de uma descrição menos clichê) baseada em confiança, maturidade, etc... O que eu ainda não tive. (hehehhe) Então quando eu sinto ciúme é mais por mim mesma do que pela pessoa que causa o ciúme. Vou explicar: tenho ciúme porque não quero perder o espaço que eu tenho na vida daquela pessoa (seja qual for), porque não quero que ninguém ocupe um lugar que é meu. Sinto ciúme também porque não quero que ninguém (ninguém mesmo, no mundo todo) tenha a menor duvida de que eu sou a namorada, a amiga, a filha, etc, daquela criatura ali.

É estranho ler esse último parágrafo porque eu jamais teria escrito isso há dois anos. O que mudou? Não sei. O que eu sei é que tenho a impressão de que sou mais ciumenta hoje do que era ontem, e espero que isso não signifique que amanhã serei ainda mais ciumenta do que sou agora. Acredito que o ciúme esteja diretamente relacionado com a insegurança... Não necessariamente a incerteza sobre o que o outro sente por você (porque isso é uma escolha... ou você escolhe acreditar, ou você simplesmente não acredita.), mas sim, uma incerteza sobre si mesma: Eu não sou divertida o bastante, magra o bastante, alta o bastante, talentosa o bastante, paciente o bastante, etc. “O bastante” pra quê? Ou melhor, pra quem? O grande problema é que sempre pensamos que não somos o bastante para o outro e que por isso alguém pode ser melhor pra essa pessoa do que nós somos. Mas na verdade essa sensação de ‘não-suficiência’ (acho que estou inventando palavras, tal qual Alba) é “de dentro pra dentro”, é você que não se acha o bastante pra você mesma.

Huum... Já ficou claro que eu me mordo de ciúmes, mas como isso nunca atrapalhou nenhum relacionamento meu? Controle constante. Eu tento estabelecer a causa do meu ciúme: Se estou sendo tratada com respeito, então sentir ciúme é um problema meu (natural) e que eu devo lidar com isso. Mas se eu sentir que não estou sendo respeitada, se o meu ciúme for causado por atitudes que me machucam... Aí, meu amigo, vamos ter que bater a velha ‘DR’. Tento também pensar sempre no que eu queria que fizessem comigo. Nunca aceitaria que ninguém dissesse aonde eu devo ir, com quem devo falar, como devo tratar meus amigos... E por isso não aceito fazer isso com ninguém. Eu escolho acreditar no que me dizem e escolho confiar no que eu sinto. Isso não me coloca acima do ciúme, mas me ajuda a controlá-lo.

Beijos e queijos,

Bia.