segunda-feira, 11 de abril de 2011

Diana por Drix



Diana...a minha deusa "da hora" é Diana...deusa da lua e da caça. É uma confusão de sentimentos e pensamentos: eu caço ou amo? Não, não são as mesmas pessoas, rs. Mas a vida anda tão atordoadamente atordoada, que não sei pelo quê me decido. Apesar de que no amor, já meio que decidiram por mim... Então me resta ficar olhando a lua? É...porque diferente de mim, Diana, filha de Jupiter, é completamente contrária ao amor.Podia ser conhecida também por Artemis, Hécate, mas sempre com suas flechas em punho. Mais ou menos meu período de vida por agora...armas em punho.

Nem estou querendo imitar Cau, mas Diana/Artemis/Hécate representam super bem o meu momento. Não quer dizer que depois do tsunami passar eu vá continuar me espelhando nessa deusa...acho que não! Quem sabe passo um tempo submersa em Hera? 

Vai saber...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E as Deusas dançam...Por Carla Palmeira

Google Imagens

Os Gregos, os Romanos e até mesmo no ocultismo a sabedoria nas palavras é pertencente nesta ligação humana com a natureza. 

Quando eu era adolescente me interessei por uma das religiões mais antiga da humanidade, a Wicca, naquele ano em que comecei a ler sobre o assunto, quase ninguém conhecia do que se tratava, me sentia como as mulheres que eram queimadas na fogueira da inquisição  quando os olhares de alguns conhecidos caiam sobre mim ao ver os livros e as orações no meu quarto.  

Nesta religião a natureza está presente em tudo e os Deuses e Deusas são a maestria desta crença. 

Quando ouvi Mariana (nossa TPM Quindim) comentar o belíssimo tema, peguei no meu ombro e disse:

- É fato! Ártemis está em mim, na minha pele, bem representada por um desenho (tattoo) que transborda significados e marcas. Sou eu em um dos momentos de mais reencontro.

Conhecida também como a Deusa da Lua Crescente, descrita como donzela possuidora da serena luz e que também é guerreira,  de traços delicados e de força imensurável, lida com seus conflitos de culpa e de amor, assim como eu e como muitas que conheço ;)

Sinto-me mudar como as fases da Lua, alguns dias mais recolhidas outros dias tão expansiva que não sobra espaço para mais ninguém (risos). 

A dança com Ártemis sempre será eterna, somente com uma diferença, infelizmente ela perdeu Órion, o seu grande amor, já que o mesmo fora morto por sua flecha em uma emboscada criada pelo irmão ciumento. 
Em um ato de amor ela solicitou a Zeus, seu pai, que o imortaliza-se como constelação. Amores vão e vem, mas para ela foi diferente, optou por rende-se a um único amor.

As Deusas e os Deuses nos rodeiam, às vezes penso que na verdade rodeamos eles e por esse motivo nos inspiramos no seu modo de ser, somos uma mistura de sentimentos e desenhos que determinam nossa personalidades, mas temos aquele Deus ou aquela Deusa ao qual nos reportamos e que passamos a ser reflexo, é realmente uma dança de passos compassado marcada por alguns deslizes dependendo da hora em que se muda o ritmo.

Danço com Ártemis desde que me descobri como tal Deusa. 
E vocês? Nesta festa quem é o seu reflexo?
  








E as Deusas dançam...



Eu sempre curti mitologia e as deusas fazem parte de mim desde muito. Bom, tem umas mais e outras menos...mas elas dançam, dançam e vão me guiando nos momentos de transição na minha vida. 

Desde o ano passado estou com Afrodite em uma dança, vamos dizer assim, envolvente! Dançando e cantando, bordando, apaixonando, poetando...Estou Sereia cantante, Penélope Charmosa, Betty Boop total! Mas costumo chamar as minhas outras amigas para me ajudar no equilíbrio do Eros...senão, a moça é meio incendiária!!!! 

Eu adoro reunir com as mulheres (olha Ártemis aí, gente!) e de tempos em tempos rolam esses encontros de trabalho que são muito nutritivos, amorosos e reveladores...Aí, eu fico meio que falando a língua dos deuses. 

Em julho, eu e Márcia Maria abriremos um novo grupo de mulheres para celebrarmos o feminino. É sempre assim, elas começam a dançar na gente, aí abrimos um grupo e vamos dançar com outras mulheres. 

Mas esse não é um mundo só das mulheres, não! Os homens ficam super curiosos para saber o que está rolando na Tenda Lunar. Além de ser uma brincadeira muito boa encontrar um rapaz que reconhece uma deusa, imagine um rapaz que sabe dos seus deuses e admira as deusas...Hummmm...Essas últimas palavras aqui já são da Sra. Afrodite...Ô, moça espaçosa, viu?! 

Presente das TPMs: uma Oração às Deusas. 
Aproveitem e façam seus pedidos, é mágico!! 

Quando a gente precisar de uma mãozinha das deusas, nossas partes que nos tornam inteira, vale pedir a cada uma delas o que vocês nesse momento gostariam, o que está faltando, que ajudaria como solução. Afinal, somos todas deusas! 


E aí, meninas, qual a deusa da hora? Moços que lêem as TPMs, quais os seus deuses? TPMs enamoradas quem vos acompanha?

Alba Venusiana.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desistências... Por Mariana Chetto


Porque desistir é tão difícil?

Será porque esta palavra, no nosso universo, sempre esteve relacionada à fraqueza, fracasso? Ou será que é porque desistir é abandonar o controle?

Fraqueza. Fracasso. Não. Desistir nem sempre é isso. E sim. É sempre abandonar o controle (se você acredita que está no controle...). Como muito bem disse Alba, desistir pode ser entregar... No melhor dos seus sentidos. E para isso, amigos é preciso ser muito forte e corajoso.

Hoje coincidentemente (será?) li um texto em um blog que gosto muito: Mafalda Crescida . O texto era sobre sonhos recorrentes e a autora, Karina Cabral, descreveu um dos seus: "... estou em uma jornada, em um rali, em uma saga, não importa – qualquer coisa que demande muito esforço... Passo por várias provas... vou me cansando e não sei onde vou chegar, mas acabo vencendo cada etapa. De repente, me vejo diante de um abismo. E, quando vou cair nele, aparece uma corda para eu segurar... Quanto mais ando na corda, mais vejo que ela não acaba… Fica mais longa e mais áspera, machucando as minhas mãos e me desestimulando. Olho para o abismo, ele parece fundo, escuro e assustador. Mas persisto e vou segurando na corda. Segurando, segurando, segurando… Com muita força. Penso que não posso soltar, não depois de tudo que passei até ali; não posso desistir, cair e morrer, o tombo seria irrecuperável. Mas chega uma hora que não aguento mais e decido (note bem, decido) soltar a corda. Só que, ao cair, vejo que aquele abismo era uma ilusão; e que na verdade, estou a menos de um metro de um chão...”

O trecho acima é uma ilustração quase perfeita desta situação. Só faria um correção: o abismo não é ilusão. O abismo é real. Estar livre na imensidão é a realidade de cada um de nós. A corda é que é ilusão. Porque a corda é o controle, é a ilusão de que dependemos dela, precisamos dela... A corda definitivamente é ilusão...

Quantas e quantas vezes nos vemos numa situação extremamente dolorosa e sofrida, não só para nós, mas para todos os envolvidos, e simplesmente não conseguimos largar a corda? É medo, medo e medo. Medo do novo, medo do desconhecido, medo da escuridão. Medo de não estar mais no controle (a gente realmente acredita que está no comando, né?). O incrível é que quando largamos a corda, quando decidimos desistir e nos entregamos ao “Desconhecido” constatamos que o “abismo” nunca é o que parece...

Eu sei o quanto é difícil desistir... E sei disso porque eu vivi isso na mais difícil das situações. Eu desisti de um filho... Desistir de um filho?! Terrível se você pensar em desistir como fracasso e fraqueza, mas eu não fracassei com meu filho. Tenho certeza disso. Eu o amei (e amo). Estive ao seu lado até o fim, com toda intensidade que o amor maternal pode permitir. Eu tinha fé em sua vida. Eu acreditava que era pra sempre e nunca o abandonei, nem no último segundo. Eu disse sim a aquela vida todos os dias. Embora, eu sequer, entendesse o significado ( e só agora compreendo...). Nós tentamos tudo. Eu tinha a “certeza do dever cumprido, do amor carinhosamente dado”.* Não, eu não desisti no sentido que costumamos dar a esta palavra. Eu entreguei ao Desconhecido, ao Mistério ou simplesmente, como a maioria das pessoas chamam, a Deus. Não foi nada fácil. Nunca é fácil perceber que tudo tem um fim... Não que o fim seja o fim, mas é sempre um adeus e dar adeus a um filho é a mais difícil das desistências...

Mas foi preciso me jogar no abismo, na escuridão. E no fim de tudo, recomeçar. Não por que eu desejava, mas porque não há outra opção... Porque no fim de tudo sempre há o (re)começo. Por que a vida é uma espiral rumo ao Infinito...

*Palavras de Alba em um texto (Quando uma lua se põe, um grande sol renasce) que ela me presenteou a muito tempo atrás...

Desistências por Bianca Chetto

Entendo a desistência que você fala como uma espécie de desapego. E sinceramente, acho que desistir, nesse sentido, é por muitas vezes a chave para se manter saudável. Acho bem mais difícil do que continuar tentando, desistir. Acho incrivelmente difícil principalmente por que “todo mundo” nos ensina que é errado desistir. E assim a desistência fica automaticamente, inconscientemente, relacionada à falta de coragem, a falta de vontade, “a falta de”.

É por isso que eu acho que a gente devia mandar “todo mundo” a merda com mais freqüência. Tanta coisa seria mais fácil se a gente pudesse mandar as pessoas a merda sem que elas se ofendessem, rs. Ok, esse é outro tema. Tanta coisa seria mais fácil se a gente tivesse a coragem de desistir com mais freqüência. As vezes tenho a impressão de que estou sempre insistindo em erros viciantes: hábitos que nos trazem pequenos prazeres, ou grande prazer por pouco tempo. E dessa forma, sempre desistindo das coisas que poderiam me trazer felicidade, se ao menos eu parasse de insistir nesses outros hábitos. Rs, talvez isso tenha ficado mais confuso do que deveria...
 
A verdade é que saber desistir é complicado. É muito difícil definir o que deixar de lado e quando. Principalmente o quando. É nessa parte que eu sempre me assusto. E se eu estiver desistindo cedo de mais? E se ainda tiver jeito? E se eu ainda puder concertar? E se ainda for possível ser feliz assim? E se eu ainda puder agüentar um pouco mais?

E, com a mesma intensidade, o meu outro eu não demora a indagar: Até quando? Até quando você vai esperar? Tentar até quando? Qual é o limite? Por quanto tempo se insiste em um caminho até se dar conta de que se escolheu o caminho errado? Existe um caminho certo? Rs. E então, se minha mente estiver clara, dou risada no final. Um riso íntimo, de mim pra mim. E é nessas horas, acredite não são muitas, que me sinto um pouquinho mais tranqüila.

Pois é nessas horas que percebo que não tem muito jeito a dar. Que vou estar sempre fazendo as mesmas perguntas. E que as respostas vão mudar todos os dias. E assim, aceito, mais uma vez, essas coisas que eu simplesmente não posso mudar. Desistir? Ah, eu bem queria. Mas como eu queria também continuar tentando. Rsrsrs Como não rir dessa minha situação?

Fico assim tentando desistir. E ao mesmo tempo não desistindo. Ou melhor, desisti sim. De escolher se eu quero ou não continuar tentando. (vcs estão entendendo alguma coisa, por que eu já nem sei mais... ) Vou indo. Indo. “Deixando acontecer”. Juntando minhas forças, me protegendo, me preparando... por que no fundo eu sei que o limite existe sim. And whether I shall cross this line or walk back from it, I know I must be sane and strong to push the sky or bend at its peak.


Ps.: Sorry Drix, sei que não te ajudei nadinha. rs

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desistências... Por Alba



Desistir...

Para mim uma coisa difícil...às vezes penso que sou perseverante, às vezes teimosa. Contudo, Drix, eu acho de uma tremenda sabedoria saber desistir. Porque desistir pode ser se entregar. Se entregar para a vida, para aquilo que é. Saber que na verdade não mandamos nada, não fazemos nada, o tal do Mistério é que nos joga em tudo e... mexemos no tabuleiro com as peças, mas o jogo mesmo, é Algo mais que não sabemos muito bem onde fica o botão do STOP e do START. A gente navega num Oceano misterioso, o lance é pegar a onda... Para pegar a onda e chegar na praia bonitinho, só seguindo o coração, a bússola mais certa. Aviso: essa bússola nem sempre aponta o Norte. Ela pode mudar a direção. Ela é um instrumento afinado, porém imprevisível e não respeita a Geografia nem a Matemática!

Vivemos numas de fazer, fazer, controlar, arranjar, explicar, justificar...Desistir pode ser aquiescer com o momento presente. É preciso muita coragem. Tanto quanto a sua coragem de enfrentar os medos. Outra beleza. Ir ver, no âmago, qual é a boa...E perder o medo de querer as coisas para sempre, então?! Ao invés de lutar para manter tudo na linha do tempo, a eternidade horizontal. Ter a coragem de viver além dele, e permitir as coisas durarem e serem eternas fora dele, na vertical. Totalmente, intensamente. Se não sucumbo à minha intensidade, eu vivo sempre pela metade. Intensidade de persistir e intensidade de desistir.

É, às vezes desistimos, não por falta de amor, desejo, qualquer coisa, mas por cansaço...por não saber como refazer. Como se houvesse erro em ter sido como foi. E eu acredito que o único erro possível é não aceitar a nossa incongruência, o nosso ser sem sentido, ser inadequado.

O seu texto foi a primeira coisa que li nessa manhã, em que acordei tentada a desistir. Sentindo a ambivalência da desistência...depois li um texto do Osho que fala sobre as nossas positividades e negatividades nos relacionamentos (amorosos). 
Eu não vou tomar qualquer atitude, nesse momento, não estou boa de tomar atitudes esses dias...rsrsrs Vou apenas me envolver com essa sensação, esse seu tema tão pertinente e profundo, sentir. No momento certo, que só a Vida sabe, algo acontece e eu responderei prontamente. Afinal, aqui neste planeta, nada fica parado. A lei é que tudo muda...

Mas eu sinto, hoje, junto com você. Uma Drix existencial.


ps: Quando o chicote voltar, acho que devemos tomar uns drinks, nós todas, e surgiu uma ideia na minha mente...rsrsrs Vamos nos travestir umas das outras (literalmente)? Cada uma provar o estilo de ser da outra por um dia e contar aqui como foi ser uma tpm diferente...rsrsrs Acho que seria wonderful!

Por Alba Querino.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Desistências...por Drix


Já repararam quantos momentos de desistências temos que passar pela vida?  E falo em todos os setores.  Por N motivos que se fosse listá-los, não sairíamos daqui hoje. Pensei muito em vários ângulos da minha vida esta tarde. Quantas coisas se perdem não é? Quanto que deixamos de lado por raivas momentâneas, por mágoas que não vão nos levar a lugar algum ou por medos sem fundamento algum. Aliás, já disse por aqui em algum devaneio que medo é uma bagaça que me irrita ter. Não gosto, me incomoda e vou atrás do que me causa esse medo para meter os peitos. Literalmente...  Não gosto do que me pára, do que me paralisa, do que me estaciona.  Sou uma covarde corajosa, rs.

Recebi esta frase hoje e me apaixonei pelo que ela me causou internamente : “Amanhã pode ser muito tarde..procure, vá atrás, insista! Tente mais uma vez...porque no final das contas, só hoje é definitivo...”  Não é isso mesmo?! Por que não tentar? Sempre que seu coração achar que deva, claro. Seja no amor, com amigos que você ache que não terá mais por qualquer motivo tosco, com seu trabalho, com tudo em sua vida.  Afinal, a vida é feita de tentativas, ou não?  Estou indagadora ne? Sim , eu sei...perdão por isso, mas estou em uma fase de conclusões, não de total sabedoria. 

Sim Drix-Doida-Varrida, você começa falando em desistências e depois fala em tentativas. Explico-me como sempre o faço (se consigo, vocês que tem que me dizer)... Ando me conscientizando que a vida é sim feita de tentativas, quando de coração, de alma, de pensamento.  Só que NADA é para sempre. Nem maria-mole (taí um doce que devia viver pra sempre na geladeira ne? Adoro...pra que mesmo que falei isso? Ahhh ta... sou doida) é pra sempre, o que é uma lástima!  As desistências, por vezes, não vem pela falta de amor, pela falta de certeza do que você tanto queria. Por vezes vem pelo cansaço mesmo. Ele vem te tomando e te diz em painel de neon: “Até quando criatura?”.  Ou em outras vezes vem pela consciência de que insistir naquilo ali, vai te causar um mal maior...porque talvez não seja para você, não tenha jeito mesmo. 

Dia destes, uma amiga de minha irmã me disse (loucamente, porque ela é tão louca quanto eu): “Por que você não larga tudo? Recomece sua vida do zero. Viaje um pouco, procure outros rumos, peça desculpas a quem ficar pra trás, mas recomece!”.  Eu fiquei olhando pra cara dela e pensando “ É doida mesmo”...mas será que ela não tem razão? Não falo neste sentido tão literal de esquecer tudo e todos e recomeçar em uma oca no sertão da Bahia, não. Mas será que nestas tentativas todas de nossa vida, já não é hora de colocarmos algumas desistências em vigor?  Vamos elencá-las e começar a reviver, repensar e re-amar a nós mesmos. Devagar, porque cada um de nós tem seu tempo, seu jeito, seu modo de pensar e levar o dia a dia. Mas comecemos...

Obs.: Um dos meus textos mais sérios né? Sim, eu sei... mas não estou séria, nem zangada. Apenas introspectiva como diria minha big-grande-amiga-master  Renata Dias... introspectiva... O que vai sair dessa introspecção meu rei? Só Hebe e Deus sabem...  

segunda-feira, 28 de março de 2011

O copo na mão. Por Alba Querino




O copo está na mão...


Sonhei com uma tsunami semana passada...o mar todo recuadinho eu vendo tudo sequinho pedras e águas de fora...o fundo do mar careca, sem água...e, de repente, uma onda avassaladora...Pensei que era coisa do Japão na minha mente, mas a onda chegou nessa sexta feira e eu surtei total...E dessa vez...como quase a metade das outras...eu não tinha razão...rsrs Apolo tá chocado...rsrs Eu também...mas foi bom porque ou a gente se afina ou desafina de vez...na nossa música um tanto quanto não convencional...digamos assim. O resto só depois lá nas Cartas de Afrodite a Apolo Solar!

Não respondi ao copo partido antes porque estou com ele todo trincado na mão e descobri que eu mesma jogo o copo no chão, muitas vezes...Não estou inocentando ele, não! Lembrem-se que o rapaz é Bode Amoroso Teimoso. É amoroso, mas é bode teimoso demais! É que eu não tinha palavras, muda, com o copo na mão. Fiquei muito tempo diante da tela e copo na mão, estilhaços na estrada, e nada de texto. Então, respondi não...



O copo na mão, e eu toda misturada na Onda que levou a minha civilidade toda embora, um tsunami que arrasou quarteirão, me deixou nua na praia, sem nada para mascarar a descida no Inferno de Hades. E o copo ainda na mão. Ou seja, tô fixada no copo. Ou pode ser que copos lindos mereçam uma segunda olhada, um arremate...Talvez alguns trincos deixem o copo ainda mais trabalhado, o cristal mais desenhado...Talvez não...Copo espatifado ninguém é louca de colocar a boca! Mas arranhado...fazem belas histórias também, né? Possibilidades...


O fato é que o copo tá na mão, sim, senhoras...E a água, Bia, a água dos sentimentos talvez seja a principal questão. A água não pode ser parada, deve ser corrente, fresca, de nascente do alto da montanha ou do fundo da terra, quente, sensual...mas uma água fluindo sempre...Uma água boa para matar a sede que a gente tem.


Ps: esse post nasceu respondendo aos email maravilhosos que trocamos!
Sra. Escorpião mega vingativa, eu vi, viu? que negócio beleléu borocoxô xibanga!!!!! Shhhhh! Silêncio!

sábado, 26 de março de 2011

O copo. Por Mariana Chetto




O copo. Vidro, fragilidade. Linda metáfora que Bia usou. Quase perfeita se não fosse por um pequeno detalhe: relação se reconstroe e pode sim voltar a ser transparente, cheia de brilho e completa. Não será o mesmo brilho, é verdade,  mas poder ser até mais bonito. E com certeza será bem mais resistente.
Para falar a verdade acredito que é destas quebras e recontruções que se fazem os verdadeiras relacionamentos, aqueles que realmente são duradouros. Porque, gente, é impossível não errar. É impossível estar com alguém e, em algum momento, não decepcionar, magoar, perder a mão. Quebrar o copo. Se ter uma relação exigisse que a gente nunca errasse, fosse por ação ou por omissão, não, definitivamente, não existiria relação.
Até concordo que quando o encanto se quebra não volta. Mas encanto é ilusão. É muito bom e necessário para tudo começar, mas encanto não tem nada a ver com amor. Na verdade o amor começa depois que o encanto se quebra...
Bom, aí fica tudo muito mais difícil. Sim. Sem o encanto é tudo muito mais difícil. Mas quem disse que o amor vedadeiro é fácil? Não é não. É aprendizado para toda vida.
Não estou dizendo com isso que devemos permanecer numa relação seja lá o que tenha acontecido. Não é isso. O que quero dizer é que devemos ter sempre a clareza de que não é o fato que é imperdoável, impossível de ser esquecido ou superado. Somos nós que ainda não estamos prontos para perdoar, esquecer e superar. E isso faz toda a diferença, pois se você crê que o fato é imperdoável não há o que se fazer. Pronto e ponto. Nunca você terá chance de recuperar algo que talvez valesse realmente a pena. Por que nunca fará a seguinte reflexão: Ok. Foi horrível, doloroso e estou magoada, mas será que não posso realmente perdoar? Se valer a pena (é claro!) você poderá tentar superar e quem sabe reconstruir a relação. Se concluir que não consegue esquecer, bem, aí não tem jeito mesmo. Não adianta forçar. Será bem pior... É por um fim e sofrer o que poderia ter sido e que não foi...
Sei que com Bia não foi bem isso. Não havia o que perdoar, superar ou esquecer. Omissão é, sem dúvida, bem mais complicado... Mas de qualquer forma, Bia, seja lá o que for que tenha acontecido, acredito mesmo que sempre se pode recomeçar. Se os dois quiserem - e quanto a isso não tem jeito, os dois tem que querer -  mas se realmente quiserem, estiverem dispostos, podem sim recomeçar. Não. Realmete nunca será o que vocês tinham antes. "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia". Mas pode sim ser algo novo e quem sabe muito melhor...

O copo - Por Carla Palmeira

Google imagens

Copos de vidro.
De cores variadas e de fragilidades impressas, cada um ao seu modo, cada um com durabilidades instáveis, uns refletindo a bela luz do dia e outros na opacidade de um tempo ruim.

Não tive apenas um copo quebrado, mas a prateleira toda, tentei aproveitar os poucos que quebraram, alguns tinham arranhões, outros um pedacinho daqueles que machucam a boca quando bebemos água, e os que sobraram, bem, os que sobraram ao chão eu enrolei no jornal e joguei fora.

Ser transparente em relacionamentos novos após ter tantas quebras fica difícil. Confesso, que os olhos não escondem, mas também não revelam, apenas deixa o mistério de algo.

Não sou de quebrar copos alheios, mas tenho um grave defeito, deixo que quebrem os meus. Durante um tempo relativamente longo, polia aquele copo especial, translúcido. Fazia um arco de cores diversas todas às vezes que ele chegava, a primeira vez que ele esbarrou no copo eu havia acabado de polir e pela primeira vez havia trocado de posição para admirá-lo, não partiu tanto, teria que ter apenas cuidado ao beber. Quando aconteceu a segunda vez, a situação começava a mudar, analisava mais o que eu poderia fazer, na terceira e ultima vez, o copo não resistiu e os pedaços minúsculos brilhavam no chão como poeira de purpurina, já era!

Tenho que concordar com nossa mascote, permitimos por diversas vezes que derrubem nossos copos ou até mesmo criamos caminho para que isso aconteça e inconscientemente fazemos a mesma coisa com o outro, deixamos a janela aberta em dia de ventania, esbarramos na mesa da sala e quebramos aquele copo que acabara de beber água e aí não tem volta. Colar? Só se for para olhar o copo e lembrar o que aconteceu, então, melhor deixar como está e não tentar remediar ou assumir a quebra e as suas consequências.

P.s: Se eu pudesse, trocava os de vidros por alumínio...

sexta-feira, 25 de março de 2011

O copo. Por Drix


Tenho cólica... hoje eu não estrago nada! Eu ESTOU estragada literalmente, rs. E aproveitei um momento de completo desvio de raciocínio lógico para vir aqui exercitar minha demência emocional. Sim, sou uma demente emocional. Hoje de manhã atestei isso...ontem de noite também, amanhã a tarde atestarei de novo... E dei de cara com essa criaturinha mascotinha dando show de metáforas “copos..cacos...sentimentos”. Odeio essa menina quando leio coisas extremamente pertinentes em momentos dementes emotivos! 

Erro muito..por intensidade no que é bom para o outro. Sou uma escorpiana intensa. As vezes acho que deveria dar menos de mim para a relação, mas aí eu paro e penso: “Poxa, mas não seria a Drix...não seria a minha essência”. Então fico nessa balança doida, nada justa, de me doar como sempre o faço ou recuar para ME proteger. Porque acabo me deixando à margem de qualquer segurança futura. E o “meu copo” é que se quebra. O meu copo interior é que se espatifa no chão. No fundo, e sendo bem sincera com vocês, fico muito na mão das pessoas. Previsível? Não diria isso. Diria, uma pessoa tão difícil de se achar que as pessoas preferem as que acham em cada esquina. Ouvi isso já e pensei que fosse loucura quando ouvi, mas pensando bem não é.  É tão difícil uma pessoa que seja sua companheira, parceira, amiga, amante, amada...aquela que troca, que vibra junto, que apóia, que sente junto ...que é mais fácil e menos complicado de lidar arrumar uma pessoa que te destrate e que “trate” tudo muito “ah, vamos ver até onde dá”. 

Fugi do assunto de Bia ne? Nops! Me explico: Eu nunca errei neste ponto que ela chegou de “poderia ter feito diferente” . Isto até ela cair na real e ver que fez o correto mesmo. Eu nunca errei no jeito com o outro. Eu sempre errei no jeito COMIGO.  Eu não fiz com o outro, eu fiz isso tudo sempre comigo... Entenderam? Tomara Deus..porque eu não vou me explicar mais não...cheguei ao meu limite do dia!  =)  Só um adendo... acho que dá para reparar sim quando o cristal se quebra...mas não com cola ou qualquer artifício externo... sabe aquele amor que você não sabia que tinha? Com este...apenas este, se existir, consegue criar uma nova relação livre de qualquer sintoma de dor! 

De qualquer forma Biancóviskys, devo falar que te odeio! Por toda essa coerência do copo com o sentimento . Chaaato isso, saco! Você é anã? Só pode! Porque tem essa coerência toda? É Smurf?  Eu ia passar o novo texto, mas nem pude. Foi tudo tão certinho... ia me sentir fora do comercial de Margarina Delicia se eu fugisse desse texto...saca, meio fora da família ?  Logo eu, uma criatura tão profundamente emocional e meio novela de Gilberto Braga (nos tempos que ele era bom..porque DEUS, de insensato no corpo dele, só a mente pra fazer uma merda dessas de novela...rumbora combinar? E a das 19h gente? A das 19h tem tanta força que não conseguiu me Morder não...me Assoprou pra bem longe dela..aff)

Inté folks!


quinta-feira, 24 de março de 2011

O copo. por Bianca Chetto



É a primeira vez que eu estrago um relacionamento. Tudo bem, eu não tive tantos relacionamentos assim... mas, os que eu tive, nunca estraguei. Sim, sempre fui eu a terminar, mas era sempre por que o sentimento tinha acabado ou por que o carinha tinha feito alguma coisa que eu não gostei. Mas nunca, nenhuma vez, eu deliberadamente estraguei tudo. Hehehe

É interessante isso por que tinha aquela vozinha me dizendo: “isso não vai acabar bem querida... não faça isso não.” E eu costumo ouvir todas essas vozesinhas... E é interessante também pq sempre me considerei uma pessoa atenta ás sutilezas dos relacionamentos. E mesmo assim... sai atropelando tudo. Agora sinto vontade de rir.... e riria se não fosse pelo nó na minha garganta. Tá aí outra coisa que eu não sinto há algum tempo.
Aqui estou eu abraçando minhas emoções e me permitindo senti-las. E o que mais sinto é saudade. Um pesar, sabe? Do tipo que se sente quando perde alguém querido. E lá no fundo... aquele silêncio. Posso sentir meu corpo se fechando inteiro, se fechando pro mundo. E aquela vontade de não falar com ninguém. E ai volta a saudade. Ai, uma saudade tão grande de tudo que poderia ter sido.
A imagem que me vem é a de um vidro quebrado. Um cristal, em mil pedacinhos... Uma corrente fina, frágil, que se partiu. E você lê o texto e se pergunta: “O que foi que ela fez?” E eu não tenho como te responder. Mais uma vez me rendo a sutileza das emoções humanas.
É como aquele copo que fica em cima da mesa, bem na beirada.... A criança olha pra ele, de baixo, mal conseguindo alcançá-lo. E é lindo, o sol reflete nas paredes do copo, e ele brilha e não tem nada mais que a criança deseje. Então o copo quebra. Não por que a criança tentou alcançá-lo e falhou. Mas por que o copo está sempre, sempre, sempre muito próximo da beirada, e a brisa mais leve é capaz de derrubá-lo.

Sim, Bianca... mas se foi a brisa que derrubou o copo, como pode ter sido você a estragar tudo? A resposta é simples. Eu deixei a janela aberta.

Talvez essa ilustração abra margem pra muitas interpretações... então vou ser um pouquinho mais objetiva, até por que as meninas precisam saber sobre o que vão escrever depois de mim... rsrs. O que eu quero dizer é: Quando o copo quebra, fudeu. Não adianta colar com super Bond, não adianta tentar montar os pedacinhos, não adianta. Romance é vidro. Ainda que você cole os pedaços, ele não volta a ser transparente. “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.” Não to falando de amor, ou de confiança apenas. Mas daquele encanto... o encanto que começa “tudo”. Quando o encanto se quebra... toda tentativa de recomeço é frustrada.

Alguém discorda?
kisses

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu sou da tribo do Javier Bardem! Por Drix!



Sim meus caros ( "caros" porque temos Flavio e Liv, nossos queridos leitores varões ...até então os que conheço), eu sou é da tribo do Javier Bardem! Deus, me dá até calor! Bom,  eu não faço parte de porra de tribo nenhuma! ADOREI essa levantada de assunto de Alba. Porque eu penso que esse negócio de tribo, na minha cabeça, não tem NADA a ver. Nunca fui chegada a nenhuma! Sou meio Bianca Mascotinha: alternativa, poli, multi, maxi...sei lá! 

No colégio? Até a faculdade eu estudava em um de Freiras...pacatas até eu dar as caras. Eu era da turma delas, do carinha da cantina, dos arruaceiros, do carinha que vendia balas na saída, ou seja...eu era de todos! Na faculdade não foi diferente. Falava do cachorro até o filho do reitor, então...nada de grupos! E era ótimo porque sempre arrumava carona...esse era meu plano (muá rá rá)! 

Na boa? Nem tenho muito a escrever sobre esse lance de tribo. Não por falta de vontade, mas é porque vou me repetir porque minha idéia é só uma: tribo é para os que gostam de selecionar as coisas, de se colocarem em setores diferentes ou defeituosos (mesmo sem consciência plena disso). Não curto! Sem preconceito...podem aí criar suas Ongs Tribais...tô nem aí pra isso! Só tenho preconceito MESMO com a tribo do funk...É gente..eu ODEIO funk! Rumbora combinar? Ôô coisinha chata de ouvir, sem musicalidade NENHUMA! Mas isso já é outro assunto!

Apois, minha tribo se chama JAVIER BARDEM! =)