sábado, 10 de abril de 2010

Entre e fique a vontade...

Alba Querino por Mariana Chetto

Alba Querino para “este mundo”. Shantam Upchara para o “outro mundo”. Bal para mim.

Conheço-a desde criança. Afastamo-nos durante muitos anos, é verdade, mas como certas pessoas simplesmente permanecem para sempre em nossas vidas, eis que ela surge no momento mais difícil... Não sei se ela sabe o quanto foi importante para mim. Suas palavras (mais uma vez as palavras!) foram bençãos para meu coração desesperado por consolo, compreensão, compaixão, pela 'experiência do olhar'...

Sua capacidade de não julgar as pessoas, de as deixar livres para serem o que querem, ou melhor o que são, é uma casa de portas abertas nos convidando a entrar e descansar; a retirar todas as máscaras e finalmente sermos quem somos.

Alba é assim, intensa, amiga apaixonada e pura espiritualidade. Sua conexão com o divino, com o transcendental é direta sem intermediários e isso me assombra e me causa inveja. Não a inveja do tipo ruim, mas aquela que simplesmente deseja, um dia, poder se igualar.

Quando perguntada sobre o que é a vida. Sua resposta: A vida é.

Uma mulher que não espera ser aceita, mas se faz aceitar, que não pede amor, mas sabe se fazer amar, que não acredita em certo e errado, mas sabe que toda ação gera reação, que consegue ver o mundo perfeito em sua total imperfeição...

Assim é mundo de Alba Querino. Entre e sinta-se a vontade.

De Lagarta à Borboleta

Adriana Favilla por Carla Palmeira

O que dizer de uma carioca tão baiana quanto eu?
Única que conseguiu me presentear com chocolate azul (risos), de sorriso fácil e de uma inteligência contagiante conquista aqueles que encontra por suas jornadas.
Escorpiana com todos os predicados que este signo do Zodíaco a permite ter e ser. Transmutável, despreza o mesquinho, discreta até fazer-se notar, não se move, desliza, tem o poder da percepção, acredita no que sente, seja amigos, família ou amores à entrega é total, 100%.
Na balança, os pesos e as medidas são as mesmas, intuitiva e sempre pronta a ajudar, verdadeira no olhar, no coração e nas palavras.
Uma mulher visionária e empreendedora. Quem ela gosta, se doa, se permite, cuida, e em diversos momentos adota o sublime papel de mãe.
Assume os seus sentimentos, indagações, aflições e medos.
Sim! Por incrível que pareça essa mulher tem medo de voar e a sua vida é a ponte aérea Rio de Janeiro – Salvador – Rio de Janeiro, às vezes vôos direto e às vezes sofrimentos em escalas, vai ver que é aí o segredo do sucesso de superar-se a cada passagem aérea emitida.
Persuasiva como toda líder, vende suas ideias sem brechas para duvidas.
E assim o mundo de Adriana Favilla se forma, toma forma e transforma...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sensibilidade na lente, na poesia, na maternidade e na vida...


Carla Palmeira (a tatuagem) por Adriana Favilla


Percebi que meus textos mais intensos, saem da necessidade de atravessar duas horas em um avião. Sim, tenho pânico! E resolvi falar de Carlinha nesta hora. Com certeza, a minha sensibilidade está afloradíssima e, por isso, aguçada. Capaz de rolar até alguma lágrima do meio pro final do texto...

Para muitos Cau, Carlinha ou Palmeira, é uma das pessoas mais fáceis para se falar. Ledo engano. Penso que das pessoas mais sensíveis e amigas que conheci, não consegui retirar uma expressão contundente e que dissesse a que veio. Por não saber me expressar dentro do universo que estas pessoas me proporcionavam . E com certeza, Cau é uma delas.

Para ser fotógrafa ela tem que ter sensibilidade? Sim! Para ser mãe? Muita! Para se revelar um oásis de palavras e pensamentos misturados em textos e poesias? Bastante. Pronto: fez-se Carla Palmeira! De uma mistura intrínseca de paixões, sentidos, sensações (em sua maioria demonstradas), de beleza interior e exterior, de uma mistura de café com vinho, surge uma menina mulher de 1,60 e alguns centímetros a mais. Mãe, fotógrafa, poetisa, amiga, companheira.

Neste momento vocês me perguntariam: “Oras Adriana, só elogios? E onde estão as características ruins fáceis de encontrarmos em qualquer pessoa ? “ Sim, ela tem TPM. Ponto. O que posso fazer se convivo com ela há quase 2 anos e nunca vi nada além? No máximo, ela restringe todo o papo que poderia se prolongar por várias horas a um cordial “ Tô meio sem saco hoje”. Esta frase , vinda de Cau quer dizer “ Por favor me deixe só aqui remexendo no meu baú de memórias”... E assim a deixamos.

Sorriso aberto, lente sensível, escrita emotiva...não tenho mais o quê dizer desta mulher que pinta suas saias, adora o Rio Vermelho e acha graça em tudo que não é feio pela vida baiana...

Sejam bem vindos ao mundo de Carla Palmeira!