terça-feira, 22 de março de 2011

Qual a sua tribo? Por Carla Palmeira

Google Imagens

Sempre ouvi essa pergunta na minha adolescência, mas quando se está no contexto fica difícil determinar em qual tribo o meu estilo se encaixa.

Não resisti e fui ao dicionário para saber o que realmente esta palavra curta, carregava de significado. Quando comecei a ler, logo viajei na minha transição de estilo e então veio a primeira definição: "Conjunto de famílias nômades, geralmente da mesma origem, que obedecem a um chefe", então pensei, sou tudo isso em mim, meu grupo de escola eram os excluídos, o "fundão" da sala, mas eu também era popular, todos me conheciam, não porque usava a roupa da moda ou porque eu era comunicativa, pelo contrário, me escondia por trás do cabelo jogado no rosto, do boné e das roupas que me engoliam. 
 
Eu era popular, pelo simples fato de ter a mãe como diretora do colégio. 
 
Extremamente tímida, até que melhorei bastante, mas o grupo que criamos não tinha um padrão no vestir, usávamos diferentes estilos, gostávamos de músicas diversas, mas a afinidade surgia no comportamento, na forma de ver a vida e de agir. Passei por vários estilos (hippie, rock, grunge, pop...) e mesmo assim nos mantínhamos unidos, até que mudei de escola. Essa possibilidade me proporcionou  assumir "Carla Palmeira" e "assassinar" o título "filha da diretora" que pesava nas minhas costas. 

Muito sarcástica e ainda tímida consegui me engajar em uma sala em que tradicionalmente todos se conheciam desde a infância, a galera do "fundão" não pertencia ao meu cotidiano, mas a curtição continuava. A arte de escrever, as músicas no final das aulas, os livros de Paulo Coelho no intervalo, os bastidores do teatro me fascinavam. Me sentia bem produzir sem aparecer, encenar sem falar.

Tentei, por diversos momentos silenciosos, definir minha tribo, mas tudo que consegui até hoje, com essa multipluralidade de estilos, foi o título de "Nerd descolada".

Assumo! Sou uma "nerd descolada" bem feliz!!!! 
 
E você?

2 comentários:

...Flávio. disse...

Colé espelho...você não tem nada de nerd!
hahaha

Somos bem parecidos, me defini como pluritribalizado segundo o texto da Bianca, e acredito ser o maior título que podemos ter.

Fomos do grupo de roqueiros, mas ao mesmo tempo nos divertíamos vendo nossos amigos dançando pagode. Surfávamos e tocávamos violão mas não costumávamos nos sentar para fazer o mesmo com os surfistas e violeiros daquela tribo. Escrevemos e dedicamos nossos textos aos nossos mais camuflados sentimentos e mesmo assim conseguimos demonstrar eles facilmente para quem quiser entender.
Não temos uma tribo única. Afinal, somos únicos!
Um beijo.

Alba Querino disse...

Pois é, Carlinha...essas tribos todas mexeram nas memórias de escola da gente, né?! rsrs Politribadas, yesss! Além da filha da diretora...não fazemos o menor sentido, pois quem faz sentido é soldado, de acordo com Mario de Andrade...acho que foi ele...rsrsrs
O resto, o resto é pura poesia!