domingo, 5 de setembro de 2010

Viajar? Acho massa... me falta grana, mas acho massa! (By Drix)



Sim, eu tinha que ser a pessimista do “causo” aqui. Mas whatever, domingo sem sol, preguiçoso, me agüentem!

Viajar...tem algum deus grego da viagem? Estou neste comentário insano porque estou assistindo “Fúria de Titãs” em capítulos. Voltando ao normal: viajar é a coisa mais legal que a gente pode fazer. E concordo com Alba: em todos os níveis. Viagem de momento , de sonho. Viajo até sentada na areia da praia juntinho com Iemanjá.

Agora falando de viagem mesmo, tipo trip, já gostei de ser mochileira. Escolher uma cidade, pegar um ônibus (sem essa de avião! É no buzão que a gente faz as amizades engraçadas...até porque horas de estrada tem que fazer graça né?) e chegar na capital. Lá , escolher uma cidadezinha do estado e se aventurar. Obviamente, escolher albergues enquanto na capital previamente. Carregar uma máquina digital e fotografar cada canto legal, interessante, esfuziante para ajudar na memória anos à frente. Que massa quando podemos fazer isso sem nos preocuparmos com horários, grana, recados ou preocupações para qualquer pessoa que tenha ficado no seu estado de origem...pois bem, aí a gente acordou, porque eu, com quase 40 anos, já não tenho mais condição alguma pra viajar de mochileira. Não pelo essência física, não. Até que dou um caldo de mochila nas costas, rsrsr. A questão é: vida profissional versus vida mochileira.

Então o jeito, completamente diferente, que a gente encontra (sim, você mesma que já está entrando nos 35...não se esconda não...não adianta fechar o lap rapidinho) é organizar a bagaça! Nos 12 meses, você já sabe que tem só um para fazer essa trip. Um? Mentiiiira! Te peguei hein? A gente , normalmente , vende alguns dias das férias. Então, negocie com si mesma 22 dias de férias. Ônibus? Hellllooo woman! Vamos ganhar tempo: compre sua passagem com 3 meses de antecedência...os preços são melhores. Já agende seu traslado porque TODOS os taxistas são safadinhos em aeroportos quando notam que seu sotaque não é nada parecido com os que rolam na rua dele.

Enfim, daí é você e ... Deus...não, te peguei de noooovo! Daí pra frente é você e o limite de seu cartão de crédito! O que vale sempre à pena são os amigos que surgem, os amores “mochileiros” que podem pintar e tudo que seu coração guardar de feliz dessa viagem! \o/


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amo viajar - por Alba Querino


Garotas, esse tema é maravilhoso!
Eu amo viajar. Amo viajar. Viajar de um lugar para outro, de uma emoção a outra, viajar na mente, em pensamentos, fantasias, sonhos...Afinal, sou uma geminiana tradicional (se isso for possível!), viajo em segundos aos mais altos ares!

Conhecer lugares e pessoas para mim é essencial. Na verdade, a minha vida sem viagens não existe. Quem me conhece sabe que preciso me mover, sair e chegar para me sentir viva, para trapacear a sensação de “estou parada...humpf!”

Viagens para perto, para longe, para aqui, acolá, outro país...seja onde for, descobrir a diversidade, os cheiros do local, a fala das pessoas, a comida, a natureza do lugar, a alma diferente em cada canto só nos engrandece como pessoas amorosas e nos torna pequenininhas, porque descobrimos os mesmos grandes dilemas e as mesmas gratas alegrias em toda pessoinha deste planeta.

Como Carlinha e Mari, as viagens começaram familiares, de férias bem alegres e curiosas. Mas me lembro com muita emoção, ainda hoje, d aminha primeira viagem de avião, promovida pela Escola Girassol, lá na primeira ou segunda série do fundamental. Gente era palpitação de corações infantis alvoroçados por ver a Baía de Todos os Santos a bordo da Varig...com direito a lanchinho, visita à cabine do piloto, fantasias de céu e terra se encontrando no horizonte...as nuvens, ah! As nuvens...

Outra bela viagem foi a que fiz sozinha também, para me achar, fotografar Minas Gerais tão linda, me ver no meio de tantas lembranças daquilo que nem sei...Foi um mês todo percorrendo o interior de Minas e revisitando meu coração. Marcou. Me transformou profundamente.

Bom...viajar para mim, hoje, depois das turmas e dos amores, dos amigos deixados em muitos lugares desse mundão, é viajar a trabalho, viajar no coração, na meditação, e agora, nesse instantinho, nesse segundinho de eternidade, viajar no coração...Ele sabe muito bem como eu estou viajando nele...Ele sabe.

domingo, 22 de agosto de 2010

Amo viajar - Por Carla Palmeira

Imagem: Google Imagens


Não!
Você não é a única que ama viajar.

As mil e uma possibilidades de viajar é que torna esta pequena palavra de seis letras em uma ENORME infinidades de significados.

Desde pequena minhas férias eram programadas por diversas viagens, de carro, de avião, de ônibus e até de trem, sempre gostei de conhecer novos lugares, outras pessoas e é claro, ter o prazer de poder trazer lembranças do local, sem contar que estar com meus pais e meu irmão era diversão garantida.

Fui crescendo e ainda sim mantínhamos o mesmo planejamento, com um detalhe, nem sempre a família estava toda reunida, meu irmão era sete anos mais velho do que eu, então estava no auge dos seus hormônios e de suas viagens com amigos e namorada.

Mais tarde descobri que viajar sozinha era sensacional, o tempo do percurso era o momento em que eu estava em ligação com os meus pensamentos e expectativas, depois, descobri que viajar com os amigos é melhor ainda, Morro de São Paulo, Porto Seguro, Arraial D'Ajuda, Ilhéus , Itacaré, Lençóis, Capão, João Pessoa, Recife, Cachoeira...enfim, diferentes lugares e milhões de histórias inusitadas.

Quando não se tem mais o ímpeto da juventude e as responsabilidades de uma família pesam nas decisões, as viagens ficam raras, porém muito mais intensa, posso viajar aqui sentada defronte ao computador como também posso "dar a louca" e partir no primeiro ônibus, no primeiro avião.

Podemos criar diversos motivos para uma viagem, mas não temos o poder de prever o que traremos de volta em nossa bagagem no âmbito emocional e é aí que me fascina.

O prazer de viajar está na imprevisibilidade dos acontecimentos.




quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Amo viajar - por Mariana Chetto


Gente! Sou só eu ou todo mundo no planeta Terra ama viajar?
Tem nada melhor...
Sair da rotina do dia a dia, respirar outros ares, conhecer gente nova, provar sabores exóticos e conversar com moradores locais. Gente diferente. Simples ou sofisticada, mas sempre com algo novo para te mostrar...
Passar horas sentadas num café, bar, lanchonete ou botequim apenas apreciando o vai e vem; o movimento das pessoas pra lá e pra cá.
Deixar para trás precupações, conflitos, dificulfades e apenas curtir aquele momento como se mais nada no mundo existisse a não ser aquele lindo lugar...
Bisbilhotar lojinhas, quitandas, bibliotecas, sebos e descobri que as vezes a mais pura arte, a maior de todas as belezas, está muma feirinha simples, inusitada, no final daquele beco onde só um turista desavisado ousa se arriscar.
Sim, gosto de viajar para pequenas cidades e sim adoro viajar para grandes cidades. Viajar é sempre bom, seja para onde for. Praia, campo, fazenda, cidade, vila, rancho ou sítio. Não importa o lugar.
E não é só o destino, mas a viagem em si. Se for de carro então, nossa! Amo tanto que até posso topar uma viagem somente para entregar uma badulaque qualquer para uma amiga que mora bem nos cafundós, lá do lado de lá.
Curtir hotel, pousada, pensão ou barraca de acampar.
Tomar um longo café da manhã, sem pressa, sem horário para terminar. Saboreando não só a comida, mas o imensurável prazer de simplesmente não ter mais nada para se ocupar.
Amo viajar sem muito planejamento, sem hora para chegar e sem saber ao certo onde vou parar. Me surpreender com alguém ou algo completamente inesperado e agradecer a Deus pela oportunidade de ali estar.
Amo viajar.
Talvez porque durante minhas viagens eu seja muito mais que uma simples turista... Talvez porque durante as minhas viagens me torne novamente criança. Aquela do tipo curiosa, que experimenta tudo, que se surpreende com o fato mais bobo, que fica excitadíssima somente porque vai passear. Aquela que acha graça de tudo e simplesmente tem sede de aprender, se surpreender e se encantar.
E você? Por que você gosta de viajar?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais para os papais das TPM's - por Alba Querino

Pensei em não postar este texto, pois o Dia dos Pais já passou...
Também devo confessar que achei-o pessoal e específico demais e por isso achei que não cabia neste blog. Mas também devo dizer que amei o texto - na verdade, uma mensagem de gratidão - e me comovi.
Reli e pensei: o objetivo aqui não é expressar-se, falar, colocar nossos setimentos e opiniões? Sem podas, sem medo, sem preconceitos? O objetivo não é, no fim, liberdade para sermos quem somos, para nos mostrar?
De repente achei que o texto era perfeito para o nosso blog. Atrasado, é verdade (não vi o pedido de Alba para postá-lo em 10/08), mas perfeito. Aliás, nem atrasado é. Afinal, todos os dias devem ser dias dos pais, né?
Antonio, felizes dias dos pais!

Um beijo enoooorme cheio de boas lembranças, algumas birras, malcriações e muita força, empurrão para a vida para eu ser quem sou...

Um beijo no blog pro meu Paizão lá em cima, aqui embaixo, em toda a parte nessa Existência agora da qual ele faz parte!

Antonio, Quirinópolis, Teêta, Vovô Querino...porque você faz falta, mesmo na consciência de sua presença além do tempo e do espaço. Além da dualidade...

Sou muito grata a meu pai. Pelas coisas boas daquele sagitariano sem papas na língua, pelas broncas nem tão boas que a adolescente custou a entender...
Sou grata pelas poesias em que fui filha musa inspiradora, pelo senso de justiça e honestidade, pelo Direito, pela solidariedade tão espiritual. Pela liberdade na criação, pela rebeldia do seu ser imprevisível e que vejo que herdei.

Beijinhos, abracinhos saudadinhas da sua filhota, você está eternizado em mim, André e em Antônio e Bia.

Onde você está agora, dissolvido, olhe para nós com os seus bons olhos. Você é o pai, nós somos seus filhos...e quem nos vê, vê a você, em nós!

Socorrinho sempre mandando beijos!

domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais!

Foto: Google imagens

Composição: Fabio Junior

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Boicote pessoal - Por Carla Palmeira

Foto: Google Imagens


Como se não bastasse o dia a dia competitivo, a inveja rondando e as pessoas boicotando seus desejos, os seus feitos, descobri que faço isso inconsciente, é como se eu vetasse o sentimento de estar feliz quando ainda é um broto, é um aborto provocado pelo meu subconsciente na formação de um corpo estranho desejável, a felicidade. Entendeu?!


Sabe a história do elefante e aquele toco de madeira que o acorrenta? Pois é! Os domadores criam os "elefantinhos", amarram o seu pé em um toco de madeira e ele cresce tentando se desvencilhar, não conseguindo, por ser pequeno, ele desiste. Quando adulto nem tenta porque tem a certeza que aquele pedaço de madeira é mais forte que ele.


É confortável pensarmos em sempre estar resolvendo problemas que nos rondam, é confortável estarmos sentado no chão após uma queda e olharmos daqui de baixo e quando o prenuncio de um momento de paz, de sorrisos continuados, de suspiros que arrepiam resolvem apontar no final do tunel, o medo de tudo dar errado tampa nossa visão, o desespero aparece em alta velocidade atropelando e você começa a planejar pensando na queda e na dor de chegar ao chão pela milésima vez...isso se chama boicote.


Fazemos isso o tempo inteiro. Damos crédito aos invejosos que conseguem nos convecer que não somos capazes, mas para um invejoso tenho milhões de amigos e são eles que me fazem lembrar que é possível ver o Sol nascer e se pôr com um colorido especial, que é possível sentir a brisa do mar com cheiro maravilhoso de maresia e ter a certeza de estar vivo, que é possível arrepiar-se em apenas escutar uma voz ou uma canção e que é possível qualquer pessoa merecer momentos de paz acompanhado de muitos momentos de coração acalentado, risadas soltas, pupilas dilatadas e a certeza de estar feliz no agora e no presente.


Conselho de uma vítima do próprio boicote:
TENHA AMIGOS ou um terapeuta muito bom (risos).

domingo, 1 de agosto de 2010

Gentileza gera gentileza..por Alba Querino



Menina, essa coisa da educação...educação, cadê, cadê? Você viu? Nem eu...

Meu ex-unido estável (rsrsrs) costumava dizer que quem dirige aqui em Salvador e em Delhi, na Índia, dirige em qualquer lugar!


Eu não sei, amiga, o que fazer com isso...costumo passar por otária no trânsito porque prezo minha pacífica velocidade de vida boa e em alfa...Raramente ando querendo que todos saiam da minha frente...na verdade, procurei unir trabalho, moradia e quase tudo que preciso bem à mão, pertinho em virtude dos eternos engarrafamentos e da loucura do trânsito em geral.

Parece arrogância nossa, né? Mas é não...é cansaço mesmo e sobressalto, as vezes...


Quanto à dobradinha casa-escola na educação dos babies, é um projeto utópico ao meu ver...Me pego observando alguns pais na escola que as crianças daqui de casa estudam, e fico viajando no comportamento dos primatas humanos...rsrsrs


Outro dia, só para dar uma idéia, fui levar os meninos à escola, não havia mais lugar para estacionar. Então, me vi sem opção de parar e descer as crianças. Que fazer? Bom, parei o carro, sem desligar, atravessando dois carros estacionados de pessoas que provavelmente tinha ido levar seus pimpolhos para a escola também...Abri a porta, peguei as mochilas, correndo para acelerar o processo e disse aos meninos para saírem. Nesse entremeio, uma das mães voltou, entrou no carro dela, temporariamente preso pelo meu, me vendo naquele movimento desesperado às 7 da manhã, e começou a reclamar feito louca, buzinar, mostrar o relógio, tudo isso enquanto eu subia com as crianças no passeio e olhava eles entrarem no portão da escola sozinhos. Nem acompanhei para não deixar o lugar. Menina, essa criatura falou tanta coisa, por causa de 5 minutos!


Só tive uma opção: olhar bem nos olhos dela, parar, e dizer: o mesmo direito que você possui de deixar as crianças em segurança na escola, eu possuo. Eu preciso de 5 minutos de sua paciência e educação para que eu não cometa nenhuma infração, e a gente possa conviver. Ela me respondeu que trabalhava, se eu sabia? Disse que não. Achei que era desocupada. Geralmente quem trabalha tem bons modos! Ficou fula da vida. Na verdade perdeu mais tempo me xingando do que esperando!


Fiquei pensando naquilo...gente, seu eu não posso parar do outro lado da rua, pois é proibido, se todas as vagas de estacionamento estão ocupadas, que fazer para deixar as crianças no horário? Não deixei o carro lá e fui passear, nem sequer saí do local, com o motor ligado, subi as mochilas no passeio e mandei os meninos irem cerca de 20 metros, apressando e olhando eles, pelo menos, entrarem no primeiro portão...e uma dona do mundo não pode compreender que as nossas crianças podem ser, inclusive, amigas e que em 5 minutos eu estaria dando espaço para ela sair??


Vocês acham que estava errada? O que vocês fariam?

E as crianças continuam repetindo os seus pais...nos atos...

Ém 200 anos. com um curso intensivo de boas maneiras, educação, tolerância, solidariedade... quem sabe...



domingo, 25 de julho de 2010

Mais uma vez responsáveis - Por Carla Palmeira

Fonte: Google imagens


Estou com uma duvida cruel, será que sou "caxias" demasiadamente para certos tipos de comportamentos ou a sociedade está sendo corrompida pela falta de aprendizado de ser educado?

Ultimamente tenho observado e presenciado diversas situações.

Se é no trânsito, parece uma cadeia de consequências, o pedestre não respeita os carros, os carros não respeitam as motos, as motos não respeitam as leis de trânsito, as mulheres não dão sinal, os homens invadem, fecham na frente do seu carro, buzinam e ainda acha você errada.

Se é no supermercado, as pessoas passam "rapidinho" na sua frente porque tem menos itens de compra e nem perguntam, simplesmente vão passando, e se eu tenho um compromisso? E se eu estivesse passando mal? E se alguém doente estivesse me aguardando em casa? E se...Vai negar a pessoa que quer passar com uma lata de leite para ver o que você vai ouvir.

Se é em uma lanchonete 24hs e você chega de madrugada, as pessoas te atendem parecendo que a culpa é sua dele estar ali naquele horário, esqueça o "boa noite e o posso ajudar", o "obrigado" passou bem longe e se possível venha com seu pedido anotado para não demorar muito na escolha.

Antigamente ser educado era comum, hoje, se você é educado pode ser tachado de "fresquinho", pedir licença de uma mesa ao terminar a sua refeição, dar bom dia as pessoas que passam por você, ser gentil e ajudar um desconhecido, levantar da praça de alimentação e levar sua bandeja até o lixo, são pequenas lições que deveriam ser revisadas diariamente.

A sociedade está preocupada em se dar bem em tudo, só existe um lado que ganha, o egoísmo virou a "bola da vez", por esse motivo repenso a minha existência nesse mundo louco e não vivo, sobrevivo, meus conhecimentos são passados e ensinados ao meu sucessor, sinto-me muitas vezes como um beija flor tentando apagar o incêndio da floresta, estou fazendo minha parte, mas será que ainda viverei para ver uma população educada?

Educar é uma das ações mais gloriosas e cabe a familia ter o prazer de fazê-la, pois a escola só complementará com o conhecimento, então, mais uma vez somos responsáveis pela sociedade em que vivemos.

Momento indignação de uma TPM

sábado, 24 de julho de 2010

Feminizar o mundo é possível? - Por Carla Palmeira

Foto: Google imagens

"Qual o significado de ser mulher numa sociedade em que: Se quero, ela não será mais de ninguém. Bato, estupro, mato. Se não quero, me livro dela"


Após alguns dias digerindo o tema, resolvi externalizar.

Concordo com tudo! E venhamos e convenhamos dessa vez Albinha pegou pesadíssimo, fiquei repensando sobre assunto e o quanto temos responsabilidade sobre isso.

Primeiro, na forma em que encaramos a notícia da mídia, achando tudo muito normal, pois o noticiário relata casos em todo Mundo e diariamente, desse modo, por ser cotidiano, a sociedade culpa a própria mulher, defendendo uma linha machista em que a mulher apanha porque provoca de alguma forma.

Eu simplesmente fico chocada, e como muitos, acabo ignorando o fato, abdicando de assistir a Tv ou ler um jornal para que essa realidade não acabe com meu dia.

Sempre tive receio dessa situação e já ouvi casos e vivenciei ameaças. Tenho um filho pequeno em que tento ensinar o respeito ao próximo, principalmente a mulher, a tratar-la como pessoa e não como objeto, a valorizar o que ela é.

Acredito que o mundo pode ser "feminizado", mas não de uma forma bruta, indo as ruas e brigando por espaço "braço a braço" com o homem, somos mulheres e fisicamente somos diferentes, como mãe, como amiga, como companheira ou irmã podemos contribuir para a evolução do homem mostrando que assim como o respeitamos desejamos o mesmo e isso pode ser plantando aos poucos, porém quando se é vítima de uma agressão pela primeira vez é burrice tentar plantar essa semente. Se existe um terreno árido esqueça a possibilidade de brotar alguma coisa boa.

Pronto! Acredito que o assunto tem continuidade e na reflexão acharemos um caminho. Sintam-se provocados!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feminizar o mundo é possível ou Um convite á reflexão. Por Mariana Chetto

“Se quero, ela não será mais de ninguém. Bato, estupro, mato. Se não quero, me livro dela. Bato, estupro, mato. Se ela se veste assim, assado; se ela sai com muitos homens, bato, estupro, mato.” “Bato, estupro e mato”.
Estas palavras ficaram ecoando na minha cabeça... Texto forte, incômodo até. Mas, absolutamente VERDADEIRO.

Meu Deus, que triste constatação ter a dimensão de que podemos sim ter responsabilidade em atos brutais, hediondos. Aparentemente não tem relação alguma conosco, é verdade, mas se formos bem fundo em suas razões, no centro da questão, enxergaremos nossa participação, ainda que indireta e inconsciente.

O texto de Alba é um soco. Mas é um alerta. Mais que um alerta, é um chamado á reflexão. Quando, em que momento, em que atitude, de alguma forma reforço comportamentos que acabam por colocar as mulheres nessa condição de inferioridade, de pouco ou nenhum valor? Como um ser “de quem se pode dispor, usar, abusar, matar”?

Não, não é exagero, infelizmente. E a prova aí está: a sucessão de casos de violência contra a mulher não deixa margem para dúvida.

O que mais posso dizer, senão concordar em gênero, número e grau com minha amiga e aceitar seu convite para esta importante reflexão. Sim, gente, no final, aceitar o convite a esta reflexão é tudo que ela nos pede.

Sei que no princípio, pode parecer estranho: esta criatura acha que eu tenho alguma coisa a ver com esta brutalidade toda ou com este pensamento de que a mulher é menor!? Não concordo com isso. Não penso assim! Ok, ótimo. Com certeza isto é verdade... Mas experimentemos nos desarmar e repensar comportamentos do nosso dia a dia... Será que, em alguns deles, ainda que sem intenção, não acabamos por reforçar a realidade que aí está? Será?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Feminizar o mundo é possível. Por Alba Querino


Esse é um post surpreendido (ainda me surpreendo com isso, não estou anestesiada) com a crescente violência contra a mulher. É com muita tristeza que vejo os noticiários recheados de atos criminosos que delatam, mostram com tamanha crueldade e clareza o que muitos pensam a respeito das mulheres, como se sentem a respeito delas e como agem a partir dessa idéia enraizada tão profundamente sobre a mulher como um ser de menor valia, de quem se pode dispor, usar, abusar, matar.

Um grupo se faz de indivíduos. Não adianta tentar escapar através da defesa frágil de que não estamos diretamente envolvidos com esses atos que nos lembram a animalidade dos humanos. Sim, eu não matei, eu não violei mulher alguma. Mas de forma indireta, fazendo parte desse grupo social, em pequenos atos, podemos sem muita consciência e sem a menor intenção, muitas vezes, reforçar, dar continuidade, permitir esse abuso.

Qual o significado de ser mulher numa sociedade em que: ‘Se quero, ela não será mais de ninguém. Bato, estupro, mato. Se não quero, me livro dela. Bato, estupro, mato. Se ela se veste assim, assado; se ela sai com muitos homens, bato, estupro, mato.’ Bato, estupro, mato???? Cuspo, xingo, não assumo? Segrego, desqualifico, uso, maltrato??

Essa é a fala silenciosamente ouvida quando nos deparamos com os casos Bruno X Elisa, da advogada Mércia Nakashima, e da adolescente de 16 anos que escapou também do ex-namorado. Entre outros, entre tantos outros, infelizmente.

Ei, ei, ei! Stop! Pare!

O que se pensa a respeito da mulher, do seu corpo, dos seus sentimentos, da sua liberdade, do seu valor? Isso me preocupa muito...como mulher, como profissional, como espírito!

Uma reflexão que não posso pedir aos próprios algozes, não nesse momento de consciência que eles estão agora.

Na verdade, os vejo como vítimas em última instância, vítimas de si mesmos que devem responder juridicamente por seus atos; mas pessoas que se encontram nesse nível de bestialidade só podem estar sob profundo sofrimento de alma. Eu não sei quem eles são. Até o momento da decisão judicial final, eles são apenas suspeitos. Eu só sei com clareza a respeito dos fatos: a violência, morte ou desaparecimento cruéis e nada justifica isso!

Peço uma reflexão atenta, profunda a nós mulheres a respeito de como nos pensamos, como educamos nossos filhos em relação às mulheres, como nos relacionamos com os nossos parceiros. Como nos relacionamos com nosso corpo, nossos sentimentos, nossa liberdade. Só vejo essa possibilidade de neutralizar esse legado triste da história emocional da humanidade: através de nossos atos femininos.

Não se trata de feminismo, não se trata de ódio aos homens, nada disso. Mas de cada ato nosso mínimo que embasa essa situação. Por exemplo, educo o meu filho diferente da minha filha? Existe uma divisão nas atividades de casa que privilegiem o meu filho? Alimento a idéia de posse e propriedade na minha relação? Me coloco como prêmio, objeto? Meu corpo é o que me define como ser de valor? Desrespeito outra mulher por causa dos homens? Ignoro minha inteligência? Existe prazer em ser quem sou?

Olha, eu estou muito preocupada com tudo isso que é vitrine na imprensa....eu gostaria de poder assistir outras notícias, outros valores, outras opções...Esses casos possuem tantas tristes implicações...Vejo esse blog como uma das atitudes positivas nesse universo de coisas, portanto, sejam nossas parceiras, sejam nossos parceiros nessa consciência de humanizar as relações, espiritualizar essas relações, ‘amorizar’ essas mesmas relações. Feminizar o mundo é possível...

A tal culpa... por Mariana Chetto. Novamente?! Sim, novamente!!


Perdoe-me, leitor, mas vou quebrar todas as regras deste blog e fazer um post extra sobre o tema que eu mesmo provoquei. Ridículo, né? Mas é que depois que li os textos das outras TPM’s e os comentários de alguns leitores, achei que, talvez, eu não tenha sido clara o suficiente. A verdade é que senti uma necessidade incontrolável de acrescentar algumas palavrinhas sobre o tema; principalmente depois de ler o trecho abaixo no texto de Bia:

"...não fazer nada para que as criancinhas que morrem de fome na áfrica parem de morrer de fome. Não acredito que seja correto viver a vida inteira sem contribuição alguma. E por acreditar nisso, quando não contribuo, me sinto culpada sim."
É exatamente desta culpa que eu estava falando. De me sentir culpada por acreditar que eu deveria estar fazendo alguma coisa para mudar o mundo e não estou. É aí que está o X desta questão para mim. O problema é que sempre achava que deveria me dedicar um dia por semana a um orfanato ou passar uma tarde num hospital carente e coisas deste tipo. Afinal o que é um dia ou uma tarde por semana? Tanta gente faz isso, ué? Mas a verdade é que nunca consegui fazer e fiquei neste dilema de fundir a cuca por anos a fio. Até que percebi o seguinte o fato é que o que parece fácil, simples para algumas pessoas é MUITO para mim... e eu não queria admitir que não sou tão boa quanto outras tantas pessoas, tão desapegada... Definitivamente eu não podia admitir isso...

Bom, quando finalmente reconheci que ainda sou assim uma pessoa bem "ruinzinha”. Comecei a fazer coisas que para alguns podem ser bobas, mas para mim são um grande esforço - mas são possíveis. Tenho tentando, e graças a Deus, muitas vezes conseguido pensar no outro que está ali do meu lado, no meu dia a dia. Meus familiares, meus amigos, meus colegas de trabalho, o guardador de carros, o menino da sinaleira etc. Venho me esforçando para tratá-los sempre com respeito, com compaixão, me colocar no lugar deles... Prestar atenção em suas necessidades de apoio, de compreensão, de diálogo etc. Me esforço para não odiar as pessoas no trânsito, para não perder tanto a paciência com minha filha, com meu marido... Me esforço para nunca negar a ajuda a quem me pede... Como disse sei que isto pode parecer bem pouco, mas para mim, e Deus sabe que não é fácil admitir isso, ainda é tudo que consigo tentar fazer... E assim, enfim, parei de me sentir culpada por não estar fazendo nada para impedir que criancinhas morram de fome nem aqui, nem lá na África. E peço a Deus, todos os dias, para abençoar estas pessoas generosas que realmente fazem alguma coisa para mudar isso...

De minha parte sinto que, a cada dia, estas tarefas que me propus a fazer se tornam um pouco mais fáceis e tenho certeza que uma dia não exigirão de mim esforço algum. Serão naturais. E aí, quem sabe, eu esteja pronta para tentar algo realmente maior... Tomara!

domingo, 18 de julho de 2010

A tal culpa... por Bianca Chetto

É estranho perceber o que o tempo faz com a gente. Se eu tivesse que escrever esse texto dois ou três anos atrás você estaria lendo uma confissão dolorosa de quem se sente culpada por absolutamente tudo. Eu me lembro de escrever palavras desesperadas no meu diário, me lembro de chorar por não estar fazendo nada ‘de bom’, nada de ‘útil’. Me lembro de sentar no banco do Aeroclube com minha mãe e tia Mari num dia em que elas me acharam meio abatida e tentar explicar o peso que trazia comigo. E então, me lembro de tia Mari me abraçando e dizendo que também se sentia assim. Assim sentir culpa sempre foi algo normal pra mim. E foi só quando eu sentei pra escrever esse texto que eu percebi que eu não sinto esse tipo de culpa há muito tempo.


Não sei se isso é bom. Acho que a culpa sempre serviu pra me lembrar dos outros, pra que eu tivesse consciência do mundo, da vida do outro, da realidade alheia. Pra me lembrar de que nada é só meu, de que tudo no mundo deve ser compartilhado, de que eu preciso retribuir o que me foi dado de alguma maneira.
Agora, me pego perdendo horas a fio pensando no que vou vestir, me pego sonhando com um carro bonito, me sinto realmente preocupada com o shampoo que vou usar no cabelo. Sinto vontade de chorar querendo jogar todas as minhas roupas no lixo e fico querendo juntar dinheiro pra comprar coisas novas. Talvez isso seja tema pra um novo post, mas sem entrar nas muitas camadas que envolvem essa nova ‘vaidade’ (camadas que não tem nada haver com culpa), o que estou tentando dizer é que agora que não me sinto mais culpada, me sinto mais futilizada.
E aí me pego travando uma constante batalha interna entre o que eu fui e o que eu estou me tornando pra decidir no que é exatamente que eu quero me tornar. “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.” É o conflito de Drummond, o conflito dos poetas entre a estética e a ética. Entre o que se quer como homem narcisista, e o que se acredita que deve querer enquanto homem de ética.
Me culpar por sentir prazer em coisas supérfluas, por passar muito tempo pensando em mim, muito tempo no computador, muito tempo na televisão, muito tempo no shopping, muito tempo fazendo todas aquelas coisas que alimentam e, principalmente, distraem a mente mas que não são suficientes pra satisfazer minha alma... Sim, esse tipo de culpa machuca, confunde, pesa. Mas ao mesmo tempo me mantém em contato com esse outro lado de mim, essa parte que está ligada diretamente à Terra, ao universo.
A ausência total de culpa por mais maravilhosa que me pareça, não deixa de soar algo próximo da alienação pra mim. Talvez eu esteja me expressando mal... A culpa de que estou falando não é no sentido de achar que se as criancinhas morrem de fome na áfrica a culpa é minha por que às vezes desperdício a minha própria comida. Não. A culpa que eu falo é a de não fazer nada para que as criancinhas que morrem de fome na áfrica parem de morrer de fome. Não acredito que seja correto viver a vida inteira sem contribuição alguma. Qualquer que seja essa contribuição. E por acreditar nisso, quando não contribuo, me sinto culpada sim. E aí, me lembro do caminho que escolhi pra mim, e tento agir de acordo com o que acredito.
E é por isso que passar tanto tempo sem me sentir culpada, e sem estar fazendo absolutamente nada de caridoso, me deixa preocupada. E aos poucos eu vou lutando pra conservar toda a vontade de mudar o mundo que o adolescente tem e que parece sumir com a vida cotidiana. E no fundo, eu espero que a culpa volte, só um pouquinho, pra me ajudar a ser mais humana.
peace yall.
Bia.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Culpas...tsc tsc tsc - Por Carla Palmeira

Foto: Google imagens


Culpas?Sim! Tenho várias!
Lógico que hoje as culpas estão menos dramáticas, aprendi amenizá-la.
Fui criada com culpas..."Você vai deixar isso tudo no almoço, sabia que você está matando 10 criancinhas de fome na Etiópia?", dizia minha mãe quando eu não "limpava" o prato. Me sentia uma serial killer diariamente. Fui crescendo e as vítimas deixaram de ser as criancinhas da Etiópia para ser o que eu via no espelho, era como se eu fosse um peso na vida dos outros, como se eu incomodasse, comecei a passar despercebida para que essa culpa calasse dentro de mim, ceder aos caprichos dos outros escondia o sentimento de não ser culpado por negar algo a alguém. Passada a famosa fase "aborrecente" veio a transição infernal de crescer, escolhi um presente maravilhoso aos 18 anos, uma terapia de sete dias na clausura para se auto conhecer e assim lidar com essas culpas. Aí vocês perguntam: Resolveu? Sim! Muito! Porém em menos de um ano, assim como as drogas, tive uma crise, desencadeada pela perda de meu irmão eu deixei de ter as culpas e passei a culpar, culpei meu pai por não ter dado atenção suficiente, culpei minha mãe por super protegê-lo, me culpei por não ter dado a devida atenção a sua doença e culpei Deus, sim! Não era justo levar uma pessoa no auge dos seus 25 anos, com uma inteligência incomum a quem eu tinha depositado todos os meus sonhos e planos. Passados tantos turbilhões recheados de culpas, a experiência e vivência faz com que, hoje, eu consiga conviver com ela, as culpas estão lá, sempre! Principalmente quando se está de TPM, porém o martírio de tê-las duram um pouco menos que uma boa noite de sono.


Tenho culpas sim! Por Adriana Favilla




No fundo , acho que sempre tive o dom de "aumentar" minhas culpas interiores além do que necessariamente precisaria. Sempre fui muito auto-dramática. Uma Fernanda Montenegro pra dentro, tentanto explicar melhor. Sempre tive uma briga com o espelho ferrenha, tentando me auto-convencer que tudo poderia mudar, poderia melhorar, whatever. Talvez...mentira...COM CERTEZA a criação ajuda ou piora muito a situação. A minha foi muito "pesada", cheia de culpas criadas e inseridas na minha cabeça já meio desequilibrada desde cedo. Fui muito castrada em N coisas normais que eu deveria ter vivido. Isso me fez criar com toda a força do mundo , as tais culpas. To pesada hoje ne? Tô de TPM! Creiam!

Hoje carrego algumas. Criadas pelas minhas defesas que não me defenderam como deveriam. Outras, por pessoas. E na real? As pessoas não tem culpas conosco. Nós é que damos espaço para que elas nos machuquem ou whatever (isso já é assunto para outro post). O que carrego hoje, são "destratos" comigo mesma que se sedimentaram em culpas.

Um peso até considerável...mas não vejo como intrátavel. Penso que é questão de tempo, de força de vontade, de ser mais aguerrida comigo mesma. Só...talvez a minha ficha ainda não tenha caído (o que é um erro porque provoca perda de tempo). Mas ela cairá..com certeza!

Compliquei mais as coisas? Espero que sim! =)

That's all folks

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A tal da Culpa...ou Meu nome não é Jonas...Por Alba Querino



Se eu sinto culpa? Hum-hum. Ainda sinto algumas culpinhas inconvenientes...
Resquícios da minha fase de incompreensão a respeito das questões religiosas...Falo em religião porque é sempre a institucionalização da fé que cria esse sentimento de culpa. A culpa não existe no espectro das emoções e sentimentos naturais. Tristeza existe, amor existe, paixão existe, raiva existe, alegria também. É biológico e comprovado. A culpa, não.

Um leão culpado? Um beija-flor cheio de remorsos? Uma rosa choramingando as furadas de seus espinhos nos dedos dos namorados...Hum-hum, não, não. Ao meu ver, ela não serve mesmo para nada além de criar sofrimento. Mas ainda sinto umas culpinhas...he he he.

O grande Mestre Jesus não parecia se sentir culpado. Ele estava lá compassivo, amoroso, curador, terno e direto nas respostas aos homens de boa e má vontade. Ele até amou Judas, o traidor que possibilitou a glória dele como o Messias, filho de Deus, aquele que entendeu o Pai. Bom, até onde eu compreendo as Escrituras...

Além de Jesus, tenho outro mestre, por sinal bastante controvertido, Osho. Ele me trouxe a dimensão da responsabilidade. Muito diferente de culpabilidade. Responsabilidade, no mundo osheânico, significa a habilidade de responder à vida. Acho lindo!

Sendo responsável por mim, por minha história e em como lido com os eventos incontroláveis criados pela Existência – Deus em minha vida, sou capaz de, finalmente, compreender que sou Filha do Universo, tenho direito a tudo que aí está. E, se compreendo essa minha qualidade divina, é imediato ver a qualidade divina do outro. Não tem a menor lógica me dar todos os direitos na vida e olhar para meu vizinho e achar que ele não possui, não é? Se for assim, aí, vou ter que aceitar a minha condição de leve estupidez. Se sou, o outro também é. Se mereço amor, o outro também. Se mereço comer, me divertir, trabalhar, respeito, idem pro meu vizinho de porta e pro pessoal lá da Tanzânia, e pros índios, enfim. E toda a minha relação com o que acontece ao meu redor muda...magicamente.

Quando essa sua dor insuportável veio e você experimentou, hoje, você é capaz de compreender a dor de muita gente. Compreender de uma forma sentida, não pensada. E a sua bondade pode aflorar e acolher verdadeiramente quem chegue.

O conceito de moralidade é mutável, de acordo com o tempo, o lugar, as pessoas. Coisas imorais antes, são perfeitamente de acordo com a moral de agora...Agora, ser ético, ser verdadeiro consigo mesmo é outra coisa, não muda. E a verdade é sempre amorosa. Às vezes, coisas ditas ruins têm um efeito maravilhoso. Outras vezes atos bondosos não constroem nada.

Ontem, li a resposta às minhas perguntas ao Nirav, e ele me disse o seguinte: a Vida (= Existência = Deus) não escolhe a quem abençoar. ‘Esse sim, que é bonzinho, esse não, que é mal.’ A Vida simplesmente abençoa a todos. É o que acontece na história bíblica de Jonas que vale a pena ler...Quem diria, hein?! Eu dando uma de evangelizadora...eu, hein?!

terça-feira, 13 de julho de 2010

A tal culpa... por Mariana Chetto


Meu sobrinho de 09 anos estava muito chateado e triste, porque não queria viajar. Iria perder o campeonato de futebol do condomínio. Minha mãe foi dizer a ele que existiam tantas crianças que gostariam de ter uma oportunidade de viajar, de passear, que nunca puderam entrar num avião, conhecer lugares diferentes... Crianças que não tem com o que brincar, que muitas vezes não tem nem o que comer e ele chorando tanto só porque ia perder 03 partidas de futebol?!

Ele responde ainda chorando muito: - Vó, agora eu estou sofrendo, chateado e pouco me importa que tenham crianças que gostariam de estar no meu lugar. Eu também gostaria de estar no lugar de uma criança que não fosse viajar agora, e daí? Cada um com seu sofrimento, ué? Por acaso a gente sofre porque que quer, é? Ou por acaso existe um medidor de dor? Se existe, mede a minha agora e você vai ver que é muito, muito grande...

E o pequeno ensina ao grande...


Eu levei aproximadamente 32 anos para descobrir que eu não tenho culpa... Culpa pela pobreza e miséria, culpa de ter nascido numa família economicamente estável, culpa de ser branca, culpa por ter pai e mãe, culpa por ter uma vida boa e feliz, culpa por não ser uma pessoa caridosa. Culpa, culpa, culpa e mais culpa. Passei muitos anos dentro de uma bolha enorme, densa e pegajosa de culpa...

E embora digam que onde não há culpa não há moral, o fato é que esta imensidão de culpa não me levou a lugar nenhum, não me tornou uma pessoa melhor, não me transformou...

Livrei-me desta culpa quando passei por uma dor quase insuportável e percebi o seguinte: Porque eu aceito a dor e sofrimento que existem em minha vida como natural, normal, parte da vida e até merecido em algumas ocasiões e não aceito as facilidades e felicidades da mesma forma?

Agora sim, sem culpa, sem este peso enorme, consigo passo a passo, devagar, avançar. Amar cada pedacinho de mim, cada característica por mais estranha e bizarra que possa ser ou parecer, compreender todas as minhas personagens... e, no meio deste amor, deste auto-perdão, ver desvanecer, sumir ou, como sempre fala minha amiga Alba “dissolver-se nesta aceitação”

Agora sim, aprendendo a amar a mim incondicionalmente, aprendo também, pouco a pouco a amar o outro, sentir a verdadeira compaixão. Sem culpa, e com total sintonia...

E vocês, hem? Sentem esta "bendita" culpa? Como lidam com isso?