quinta-feira, 13 de maio de 2010

Um gato na toca das TPM's ...by Adriana Favilla



Esta questão de posse , acho (Alba me corrija) deve ser mais velha que a invenção da roda (calma, não to chamando Alba de senhora do tempo das cavernas..até porque sou mais velha que ela..mas é nossa TPM Terapeuta..heheh) . Mesmo que conscientemente não vejamos desta forma, acho que tudo advém de um pouco de posse. Já falamos aqui do ciúme há uns posts aí. Acredito piamente que possa existir uma relação de calma e compreensão, mas só acredito. Nunca vivi isso. Claro que temos momentos extremamente calmos, companheiros mesmo. Mas aí surge o tal do bichinho da posse tanto do outro, quanto da relação. Pode ser que este bichinho demore pouquíssimo tempo na nossa vida a dois...mas que existe e vez ou outra aparece, não venham me dizer que não!

Não vivo no mundo de Alice, mas quero sempre conseguir viver independente do outro. Além dele, longe dele (em se tratando da minha vida). Tem que rolar a tal independência. Acho que acabei criando um assunto posterior a este...por isso...that's it folks!

Drix

terça-feira, 11 de maio de 2010

Um Gato na toca das TPM's.... Manifesto de um leitor


Homem e Mulher

Recentemente chegou a meu conhecimento a história sobre uma mulher casada que tem a necessidade compulsiva de deixar a casa, o marido e o filho de oito anos para ir para um retiro num asharam ou se dedicar ao trabalho social. Não era apenas por um fim de semana mas por todo um ano, o que fazia da vida da família um inferno.

O marido e o filho eram compreensivos o bastante para aceitar este comportamento não habitual e deixá-la ir. Desde então tenho pensado em como a situação seria diferente se a mulher quisesse deixar a casa para ficar com outro homem. ... Nas relações entre homem e mulher parece que ambos estão sonhando o tempo todo. Eles tem uma necessidade constante um pelo outro e raramente parece que eles se entendem. Parece mesmo haver um estado de conflito incessante, quase uma inimizade. O conflito parece estar baseado no desejo de dominação e o obstáculo que existe entre eles é o ego com seu senso de "doership". Mas, na verdade , nos nunca possuimos nada, nunca nos foi possível. O que tem para ser possuído? E quem pode possuir o que? E por quanto tempo.

O processo de viver no tempo e no espaço é uma ilusão. Nos somos mas nossa vida no plano da existência é uma ilusão. No plano material nos temos certos direitos e obrigações segundo certas leis e podemos possuir uma casa, um jardim, um carro e até mesmo uma mulher, ... Nenhum ser humano pode possuir outro. A vida humana é essencialmente solitária: um velho bacharel não é mais nem menos solitário que um novo e este nem mais nem menos solitário que um homem casado com uma mulher que ele não gosta, da mesma forma que um homem casado com uma mulher que ele ama, assim como é solitário um homem que vive num harém.

Masculino e feminino, os dois aspectos interconectados da mesma manifestação estão em um estado de desequilíbrio, cada um manifestando um excesso de um elemento. A atração mutua do macho pela fêmea se torna compreensível porque a busca de equilíbrio é um objetivo buscado no funcionamento de toda a manifestação. O que pode ser obtido na vida nunca é a real satisfação mas apenas uma simulação disto, resultando na experiência sexual de um lado e conflito na outra. Mas em casos muito raros a união entre homem e mulher pode estar em um plano além da compreensão comum, podendo ser descrito como a união entre 'campos de força'

"The one in the mirror", (tradução não literal), páginas 49 a 51 -
Ramesh Balsekar

Colaboração: Kumara

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domingo, 9 de maio de 2010

Um sorriso para cada mãe...


" Deus não pode estar em todos os lugares...por isto fez as mães"

As TPM's desejam a todas as mães de sangue, de carinho, de coração, por encomenda, por acaso...todas....um dia feliz, um tempo sorridente... Porque como sempre dizemos por aí, e é verdade, ser mãe é ser um pedaço de Deus diariamente...

Beijo carinhoso em cada uma que passa aqui por este blog ....

sexta-feira, 7 de maio de 2010

TPM Social



É triste e degradante saber do percentual que aumenta a cada ando de casos de pedofilia. Consentidos ou não, afinal você não quer achar juízo e raciocínio em uma criança tão pequena, estes atos degradam a nós mesmos! Sim! Porque vivemos em um mundo onde pessoas doentes e completamente insanas tem a coragem de fazer isso à uma criança desprovida de qualquer discernimento . E se o tiver, estará então desprovida de defesa física contra estes canalhas. Seja quem for, merece ser denunciado. Não compactue, não fique em silêncio. De uma certa forma, você está alimentando a doença do indivíduo.

O nosso blog além de querer fomentar, desenvolver, comentar tudo sobre o universo feminino, se propõe também a socializar. A desenvolver a vontade em cada coração que passa por aqui, para lutar contra o que é feio, hostil e degradante. Vamos denunciar, vamos ajudar a amenizar a dor de muitas mães que não tem nem a mais remota idéia pelo quê seus filhos estão passando.

Eu, Adriana, não sou mãe. Apesar de sempre ter desejado. Temos duas TPM's aqui que o são e muito bem, graças a Deus. Este não é um post porque está perto do dia das mães...não. É de conscientização MESMO. Unidos, podemos quebrar até sigilo em redes sociais como Orkut , Facebook e afins. Lute, denuncie, proteja todas as crianças que passam por isso!

Alguns links sobre
http://www.censura.com.br/
http://www.senado.gov.br/web/comunica/agencia/entenda/pedofilia.htm
http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/

Drix

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gritem, opinem, coloquem lenha na fogueira!!!


O blog Mulheres TPM foi criado para curtir, trocar idéias, opinar, criticar, desenvolver assuntos, soltar o verbo. Não só entre as cinco TMP's, mas com todas vocês que passam por aqui! Por isso, comentem aqui no blog, sigam nosso Twitter (www.twitter.com/mulherestpm), vamos falar. Afinal, nós mulheres adoramos papos inteligentes...então, conversem conosco!!! Estamos esperando por vocês!

E-mail: womantpm@gmail.com

Como não aceitar migalhas? por Bianca Chetto

Hum. Como não aceitar migalhas? Mais uma vez eu me pego pensando nas horas escuras da minha vida, nos momentos de maior vergonha, naquelas sensações que ainda trabalho para aceitar... Me pego pensando nas migalhas que aceitei, por Deus, as migalhas que eu quis aceitar e só nesse pensar, já sinto o peso de não conseguir me perdoar por completo por todas as migalhas que, não só aceitei, mas catei e desejei. (Suspiros)

Perceba que entendo por ‘migalha’ aquele afago sem carinho, aquele beijo sem amor, aquele sorriso sem sentimento, mas que ainda assim você insiste em querer, em aceitar. Primeiro por não perceber a falta emoção em cada gesto; depois por perceber, mas por ter a esperança de que vai ser diferente; e então por acreditar que é aquilo mesmo que merece. Finalmente, você aceita porque acredita que vale mais a pena catar farelos ao lado de quem ‘se ama’ do que comer croissant sozinho. É o que eu chamo - sem qualquer fundamento técnico ou teórico - de complexo orgulhoso-obsessivo de inferioridade.

‘Orgulhoso’ porque os que sofrem desse mal são incapazes de admitir que aquela pessoa simplesmente, realmente, não está interessada em você. “Obsessivo” porque quanto mais você se convence de que o outro precisa gostar de você, mais você precisa que o outro goste de você e na minha enciclopédia toda relação de dependência é levemente (se não completamente) obsessiva. E finalmente, não há como estar obcecado sem estar se sentindo inferior. (Espero que não esteja me distanciando muito da historinha da águia...) Isso resulta - entre outras coisas - na aceitação de migalhas, pois leva o indivíduo a crer que qualquer coisa que venha do outro é valiosa. Quando penso nisso sempre me vem à cabeça a imagem de um cachorro pidão... (Preciso explicar que essa imagem é negativa?)

Então, sendo o mais direta possível (pois o tempo é curto e eu tenho prova no sábado, ¬¬') : NÃO, jamais, em hipótese alguma, aceite migalhas. É o que eu desejo pra você. Mas é aí que eu volto à pergunta de abertura: “Como não aceitar migalhas?” Siim, porque ninguém aceita migalhas simplesmente porque está afim de migalhas, certo? ERRADO. Você aceita migalhas porque você quer migalhas. Como não aceitar migalhas? Não querendo migalhas. :D Parece simples, e é simples, mas isso não significa que seja fácil. Não querer migalhas é extremamente difícil.

Não querer migalhas é saber seus limites, é reconhecer o que é uma migalha pra você. Acima de todas as coisas, não querer migalhas é se amar. Mas se amar de verdade, seus medos, suas dúvidas, sua mente, seus defeitos, suas estrias e celulites, seu corpo. Aí sim, se amando por inteiro – do dedo do pé ao último fio de cabelo – é que se tem a certeza de que ninguém pode te amar mais do que você se ama e que por isso ninguém merece seu amor mais do que você mesmo. Narcisismo? Não, não é isso. Só penso que tem uma diferença sutil entre amar alguém mais do que a si mesmo e amar alguém tanto quanto a si mesmo.

Peace.

Águia ou beija-flor? By Adriana Favilla



“Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor

O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo.” (Wikipédia)

Uma explicação rápida sobre um outro pássaro para me deixar em dúvida: águia ou beija-flor (acho que dava outro post isso, mas vou mantê-lo como resposta ao de Cau)? A águia de Carla é o caminho, isso com certeza. Não dá para aceitarmos essas tais migalhas da vida. Sempre ouço que a vida é pra ser vivida prazerosamente e não com tantos barrancos, caídas e afins. Mas concordo com uma frase de Cau “Penso que dependendo da queda, lá parece o melhor lugar para estarmos” . Costumo pensar e regrar minha vida, a aprender completamente com cada queda. Sempre tem alguma coisa para tirarmos como lição. Não tem outro objetivo para a queda. Porque no momento que você começa a levantar, tudo muda, tudo fica mais ou menos azul...ok...lilás...mas caminhando pro azul (que escala de cores mais estranha a minha, mas sei que vocês entenderam)

Voltando ao beija-flor...como seria se parássemos e observássemos mais? Ele pára no ar por alguns segundos. Não seria o caso de observarmos mais para que não caiamos tanto? Para que não soframos tanto, por vezes, desenfreadamente? As vezes as angustias, os sofrimentos são tão perenes...tão constantes. Como nos livrarmos deles? Sou uma pessoa absurdamente observadora. E graças a esta minha observação, consigo (disse as vezes) pular certos buracos. Só que a vida ensina...e é só com ela que você aprende. Não ache que qualquer amigo seu vai fazer isso. Conselho só é bom para os outros. Para nós, não tem tanta valia. Então, a palavra de ordem é exatamente esta que Cau levantou: não aceite migalhas. Mas eu com meu simples e frágil beija-flor completaria essa frase: Não aceite migalhas...e aprenda a observar o mundo e o seu interior...assim, você não precisará pular tantos buracos assim pelo caminho.


Adriana Favilla


Jogue as migalhas no abismo e voe o seu vôo mais belo ou Não aceite migalhas na vida por Alba Querino


Um post incômodo merece um título impactante. Foi assim que li o post de Carlinha dessa semana no coração das TPMs. Um impacto.

Depois da sessão das ciumentas avassaladoras e das mulheres loveable, essa continuidade visceral, abismal e muito, muito presente no mundo das TPMs de todos os lugares do mundo...Migalhas...já falei pras meninas lá nos bastidores desse blog (que vocês ainda vão ter a delícia de conhecer o nosso mundo por trás da tela; a tal da vida alheia, nesse caso a vida das TPMs que vos falam, escrevem, sentem choram, grunhem – sim, elas grunhem também – riem, e fundamentalmente, amam), e agora confesso a vocês, eu matuto os posts. Eles ficam rodopiando em algum lugar dentro de mim, rodopiam, incomodam, dançam até sair...Nesse momento as migalhas estão ainda como borboletas no estômago, e é por isso que estou enrolando nesse texto...mas não escreverei em migalhas. Claro que não!

Pois bem...o que são migalhas? O que é receber em migalhas?
A dança das borboletas recomeça...Matuto, matuto...

Olha, eu não sei muito a respeito das migalhas porque descobri que não aceito migalhas. Ponto. Seguimento. E é exatamente porque não aceito migalhas que me chamam de Sra. Intensa. Ou tia Alba alegre, como uma vez Bia TPM daqui, me chamou do alto de seus três aninhos. Ou General, uma vez; ou A que sabe dizer não, para Vanessinha. Ou útero por Claudinha, regida pelo princípio do prazer...Entre tantos outros codinomes que eu lhes pareça ser. Vejam bem: lhes pareça ser, não necessariamente que eu seja.

Dar e receber precisa de verdade e vontade. Desejo. Isso no universo Upchariano ou Albanense significa intensidade. Movimento em direção a. Paixão, entusiasmo, transparência.
Nesse contexto está tudo incluído, amor, trabalho, sexo, família, filhos, divertimento, espiritualidade, pensamento, sentimento. É difícil ser em tons pastéis. E migalhas me lembram um bocadinho, essa corzinha, esse amorzinho, aquele prazerzinho, essa comidinha...Tudo muito mediano...

Concordo Carla, não levem para casa migalhas. O finalzinho. O meio copo vazio. Leve tudo. Dê tudo. Beba tudo até a última gota. Isso não significa ausência de leveza, de doçura, de beleza. Hum-hum. Tudo pode ser belo, doce e suave na inteireza que a gente vivencia. Tudo pode ser levemente sugerido, doado. Poder bem águia...

Por outro lado, me vem bem claramente que a dosagem é muito individual, logo o que é migalha para mim pode ser completamente over para você. E aí? Aí, tudo bem. Não tem problema algum. Até porque quantificar a migalha seria um erro fatal. Onde, na seara do humano, se pode quantificar alguma coisa? Tornar em números o ser?

Qualificar é a chave da migalha. Tornar-se o motor da sua própria vida. Eu quero isso? Você gosta assim? Isso me expande, me alimenta, te nutre? Sendo honestos consigo mesmos chegamos claramente (nem sempre sem dor) a saber visceralmente se estamos aceitando as tais migalhas. E como já ia saltando lá em cima em palavras, as migalhas estão intimamente relacionadas à equação dar e receber. Se eu ando recebendo muitas migalhinhas, vejo se não ando dando bem pouquinho...A relação é diretamente proporcional. Não é só o outro que me oferece pouco. Eu também me dou pouco. Ou dou pouco ao outro. Está tudo interligado.

Pois então, se quer amar, ame. Se quer dançar, dance. Se sentir, sinta. Se beijar, beije. Se escrever, escreva! No momento, no instante, sem pensar muito, sem fugir do efeito que é se posicionar diante de si e da vida. O resto são migalhas, migalhas de pão na praça para os pássaros, para os peixinhos da lagoa, para achar o caminho de volta. Migalhas também nos ajudam a aprender a dar e receber.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu quero aceitar o desafio... Ser águia por Mariana Chetto


Fiquei maravilhada com essa história da águia. Desconstruir para reconstruir... Me fez lembrar uma outra ave, só que esta da Mitologia Grega, a Fênix: ao final de cada ciclo de vida entra em auto-combustão e um tempo depois renasce das próprias cinzas... Quantas e quantas vezes precisamos fazer isso para continuar. Virar do avesso. O problema é que porque dói e dói muito, nos recusamos a tomar esta decisão: virar a página, abandonar o que aí está para seguir em frente. Não ficar parado aceitando migalhas...

Acho que é por isso que, muitas vezes, Deus, o cosmos, o universo, ou seja lá como você preferir chamar, nos empurra para o abismo. Para que possamos, depois de destruídos, nos reconstruir, nos mover, evoluir... Já tentou ver todos os seus grandes problemas sob esta ótica? Oportunidade para crescer para ser melhor e mais feliz por compreender um pouco mais, por forçar os limites e ir mais além? Somos parte da natureza e como tal não somos imutáveis. Precisamos e necessitamos evoluir e, se por decisão própria não o fazemos o “universo” sempre dá um jeito. Parado é que não podemos ficar...

Saber reconhecer que chegou o momento de mudar, de dizer não (ou sim!) é uma conquista para toda a vida. Mas quem aceitar este desafio e aprender a enfrentar este período será a mais poderosa e sábia das criaturas.

Ser águia... desafio que quero e desejo aceitar todos dias.

Amei Cau!

Beijos,
Mari

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não aceite migalhas na sua vida - Por Carla Palmeira

Quem aceita migalhas são aves de pequeno porte

Seja uma águia!

Muitas vezes passamos por decepções, sejam elas com a família, com os amigos ou com amores e nessa corda bamba de idas e vindas, de sobe e desce há os deslizes e as quedas e consequentemente vamos ao chão

Penso que dependendo da queda, lá parece o melhor lugar para estarmos

Alimento? Catamos e juntamos as migalhas que vão deixando pelo caminho e fazemos dela nosso café da manhã, almoço e jantar.

E até quando isso é válido?


Sim, companheiras TPM, o sorriso largo, os óculos cor de rosa, foram adquiridos ao longo de uma dura jornada, acredito que uma das mais difíceis por consequência da inexperiência, foram minhas escolhas (erradas ou não) e por ter me alimentado de migalhas é que decidi não mais aceitá-las

Somos maiores que isso

Se caiu, levante!

Se escorregou, seja rápida e agarre-se em algo

Desenvolva seus sentidos

Acredite no seu poder

As águias aos 40 anos tem que tomar uma decisão difícil, o bico apodrece, as garras já não são as mesmas e ela deixa de se alimentar pois não consegue caçar e é aí que “inteligentemente” (existe isso?!) voa até uma alta pedra e em reclusão ela arranca suas unhas e bate o seu bico com força até que ele se quebre, martírio? Depende como você enxerga este ato e até que venha um novo bico e novas garras ela fica lá em cima, na pedra.

Sejamos águias e deixemos de aceitar migalhas

Sejamos águias e voemos com o vento quando não for possível enfrentá-lo

Sejamos águias e renovemos, muitas vezes precisamos de bicos novos para viver uma nova realidade.

sábado, 1 de maio de 2010

Mas eu me mordo de ciúmes.... por Bianca Chetto

Aiaiai... Estou ‘na seca’ há tanto tempo que mal me lembro se sou ciumenta ou não. (Depressão básica. Hehehehe) Por isso não me culpem se esse post sair meio confuso. Posso dizer que sinto muito ciúme, mas que isso nunca atrapalhou nenhum dos meus relacionamentos... E com isso falo de todos os relacionamentos: entre amigos, família, namorados, etc.

O ciúme pra mim vem de formas diferentes: as vezes é por medo de perder... o que pra mim está classificado como o ciúme ‘saudável’. Tenho que admitir que pouquíssimas vezes senti esse ciúme ‘saudável’, pois eu acredito que ele esteja relacionado a uma relação de amor ‘de verdade’ (na falta de uma descrição menos clichê) baseada em confiança, maturidade, etc... O que eu ainda não tive. (hehehhe) Então quando eu sinto ciúme é mais por mim mesma do que pela pessoa que causa o ciúme. Vou explicar: tenho ciúme porque não quero perder o espaço que eu tenho na vida daquela pessoa (seja qual for), porque não quero que ninguém ocupe um lugar que é meu. Sinto ciúme também porque não quero que ninguém (ninguém mesmo, no mundo todo) tenha a menor duvida de que eu sou a namorada, a amiga, a filha, etc, daquela criatura ali.

É estranho ler esse último parágrafo porque eu jamais teria escrito isso há dois anos. O que mudou? Não sei. O que eu sei é que tenho a impressão de que sou mais ciumenta hoje do que era ontem, e espero que isso não signifique que amanhã serei ainda mais ciumenta do que sou agora. Acredito que o ciúme esteja diretamente relacionado com a insegurança... Não necessariamente a incerteza sobre o que o outro sente por você (porque isso é uma escolha... ou você escolhe acreditar, ou você simplesmente não acredita.), mas sim, uma incerteza sobre si mesma: Eu não sou divertida o bastante, magra o bastante, alta o bastante, talentosa o bastante, paciente o bastante, etc. “O bastante” pra quê? Ou melhor, pra quem? O grande problema é que sempre pensamos que não somos o bastante para o outro e que por isso alguém pode ser melhor pra essa pessoa do que nós somos. Mas na verdade essa sensação de ‘não-suficiência’ (acho que estou inventando palavras, tal qual Alba) é “de dentro pra dentro”, é você que não se acha o bastante pra você mesma.

Huum... Já ficou claro que eu me mordo de ciúmes, mas como isso nunca atrapalhou nenhum relacionamento meu? Controle constante. Eu tento estabelecer a causa do meu ciúme: Se estou sendo tratada com respeito, então sentir ciúme é um problema meu (natural) e que eu devo lidar com isso. Mas se eu sentir que não estou sendo respeitada, se o meu ciúme for causado por atitudes que me machucam... Aí, meu amigo, vamos ter que bater a velha ‘DR’. Tento também pensar sempre no que eu queria que fizessem comigo. Nunca aceitaria que ninguém dissesse aonde eu devo ir, com quem devo falar, como devo tratar meus amigos... E por isso não aceito fazer isso com ninguém. Eu escolho acreditar no que me dizem e escolho confiar no que eu sinto. Isso não me coloca acima do ciúme, mas me ajuda a controlá-lo.

Beijos e queijos,

Bia.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O ciúme lançou sua flecha negra... por Mariana Chetto


Tenho pouco a contribuir sobre este tema. Já não tenho este sentimento há algum tempo... Pelo menos não desta forma arrebatadora, tresloucada. Não que eu seja a mulher mais controlada do mundo, aliás, pela apresentação que Bia fez de mim, num dos primeiros posts deste blog (Paixão a flor da pele), seria impossível dizer que sou do tipo controlada. Sinto sim, algumas vezes, se vejo alguém cobiçar meu “rapaz companheiro” , um certo ‘pavor’ de imaginar a minha vida sem ele. Mas o medo vem, sobe até o peito e quando dá o famoso nó eu respiro fundo, e consigo fazê-lo se dissipar. Tenho plena consciência que este controle só é possível pela relação que construí, ou melhor, construímos ao longo de 16 anos de convivência.

Obvio que nem sempre foi assim. Já me descabelei, gritei, chorei e fiz todo tipo de cena. Graças a Deus, nunca em público. Quer dizer... Lembro-me de uma vez que eu empurrei uma “possível rival” no chão (risos). É isso mesmo: empurrei a coitada no chão. Por favor, me dêem um desconto: eu já tinha 19 anos, é verdade, mas era uma boba quase que completa...

Claro que posso dizer também que o ciúme faz um mal danado tanto para a ciumenta como para a relação. Creio que todo mundo sabe disso, mas infelizmente saber não ajuda em muita coisa, ou melhor, até ajuda, porque pode ser que o primeiro passo para tentar entender o porquê deste sentimento tão feroz e destruidor, seja, exatamente, saber que ele não faz bem a ninguém. Como Alba, também não acredito que nenhuma dose de ciúme seja boa. O que é bom, ainda como disse Alba é “o cuidado comigo e com a relação”. Aliás, tenho que abrir um parêntesis aqui: se você é um ciumento contumaz o texto de Alba sobre o ciúme é simplesmente IMPERDÍVEL!

Creio que não haja dúvida de que o ciúme é fruto da insegurança. E é exatamente neste ponto que meu ciúme acabou. Tenho total segurança na minha relação. Meu casamento é absolutamente morno. O que?! Morno? Que horror! - dirão alguns. Mas é esta temperatura o segredo do nosso sucesso. Morno pode significar para alguns sem graça, mas para mim é o ponto ideal. Morno não é frio, temperatura em que nada acontece; também não é quente, temperatura em que tudo dói e machuca. Morno é aconchegante, equilibrado, amoroso... FELIZ! Até porque para uma “apaixonada” como eu nada melhor que uma relação onde tudo é calmo, tranqüilo, em paz... É com meu “rapaz companheiro” que mais facilmente encontro esta sensação que é meu principal objetivo: estar em paz.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Entenda que o meu coração tem amor demais meu bem e essa é a razão do meu ciúme, ciúme de você" Por Carla Palmeira

Que sentimento é esse que rasga lentamente cada pedacinho do seu ser, sangrando em uma hemorragia sem fim e que cega, que abre os canais lacrimais, que dissemina raiva, dor, confusão mental. Já tive o desprazer de sentí-lo, de tê-lo e foram um dos piores momentos vividos, dá vontade de quebrar tudo que vem pela frente, inclusive a cara do “fulano” (risos), senti tanta dor que parecia que eu estava sendo virada pelo avesso, depois que cheguei a esse nível, parei!
- Faz mal para mim (pensei alto olhando para o meu reflexo no espelho).
Pelo menos meu casamento de sete anos rendeu excelentes frutos de aprendizado, muitos infelizmente pela dor, mais foram os mais intensos e inteiros. Foi aí que me dei conta, o ciume é bom em parte, concordo em dizer que pode ser “o tempero do amor”, quando em dose aconselhável, se não ele pode salgar de uma forma que trava na garganta e não há liquido que alivie.
Nunca fui de fazer escândalos, sempre reprimí esse sentimento, mesmo sabendo que podia torna-lo um câncer, depois comecei a trabalhar isso em mim, sentia o ciume e falava, escrevia e foi assim que fui dosando, mais antes de chegar a esse controle passei por “maus bocados”, fiz muita besteira, a inexperiência tem dessas coisas.
O ciúme deve ser tratado como um inimigo, mantenha ele longe mais em seu campo de visão, nunca nas suas costas para evitar surpresas desagradáveis e sempre poupe o outro, a insegurança é que traz o vizinho indesejado.
Confie em você!
Releve os seus medos e aprenda com os erros anteriores, somos mutáveis e o outro também...aproveite isso.

VIVA! RECOMECE!

Já estou recomeçando e você?

O Ciúme... por Alba Querino





O ciúme corrói... essa é uma verdade. É verdade por causa da experiência, não da teoria. O charme não faz parte do ciúme, mas do cuidado comigo, com o outro, com a relação. Se a gente traz esse cuidado com a relação, isso é charmoso e alimenta. Mas não o ciúme. Assim: percebo meu amado sendo assediado ou assediando. Se consigo honestamente dizer a ele que isso mexe comigo, me faz sentir a minha insegurança, perder o senso, sentir raiva porque não queria descobrir que estou insegura; tristeza por imaginar ser abandonada, passada para trás, ficar sozinha, ter meus sonhos de ‘felizes para sempre’ destruídos, e o que for mais... Se consigo trazer isso para mim e minha realidade, ao invés de jogar no outro, na outra, no mundo, me responsabilizo, confirmo ao outro o meu amor (ainda que inseguro) e me expresso. Dificilmente isso se torna uma questão de distanciamento no casal...

É bem sutil a diferença. O ciúme é jogar no outro a responsabilidade de nossos sentimentos e emoções. O cuidado é a expressão de mim mesma, tomando para mim a responsabilidade da coisa. Eu não acuso, eu me entrego. Eu não controlo, eu perco o controle desnecessário. Eu não julgo, eu me compreendo, me torno compassiva comigo mesma.

Fácil. Não. Um exercício diário.

O Veeresh, uma cara lá da Holanda, terapeuta fabuloso, criador da Humaniversity tem uma frase que é ‘You are Loveable!’. Todo o seu trabalho é em função de nos fazer acreditar, acreditar não, sentir, sentir profundamente que ‘I AM Loveable!’. E o ciúme é filho desse sentimento muito comum a todas nós: de não se sentir amável, ou amorável, numa tradução daquela frase. Sentimos ciúme porque não nos sentimos amáveis, passíveis de amor por quem realmente somos. E tudo, tudo que mais precisamos, se formos honestas de verdade, é de Amor. Simples assim: Amor. Amor, AMOOOOR.
Amor do papai, amor da mamãe, da titia, do amigo, do chefe, do filho, do marido, do namorado, do cachorrinho, do Mistério. Amor.

Um monte de coisa acontece na vida e quando a gente se vê crescida, TPM, cá estamos nós sem muita firmeza de que realmente merecemos ser amadas. Aí, surge o medo do outro não estar realmente amando esse ser não muito amável. Aí, vem a tentativa de assegurar nem que seja amarrando na cabeceira da cama, a pão e água, o objeto de nosso ‘amor’. Amarra, persegue, grita, investiga, morre por dentro, afasta...e o resto quase todo mundo já sabe...desde as mais discretas que se corroem por dentro até as mais insanas que ameaçam implodir o concreto das cidades com suas cenas de ciúme. Mas também tem as desconectadas. Essas dizem não sentir ciúmes, e não sentem. Não sentem nada. Nem o ciúme, nem o amor. Estão falsamente serenas, distantes de si mesmas e de qualquer coisa que reine entre o útero e o coração, passando pelo estômago. Possuem uma frieza estranhas essas criaturas. Aliás, não possuem.

Ah, Alba! Você está afirmando que não existem mulheres não ciumentas de verdade? Sim, existem...as mulheres que já sabem que são amáveis, loveable, como bem nos relembra o Veeresh. Aquelas que ao sentir essa insegurança vindo, subindo pela alma, sabem que isso pertence a elas mesmas e se expressam no relacionamento se responsabilizando por esse sentimento. E se elas percebem que não existe amor, mas um joguinho entre os amantes que nãos e entregam de verdade, então elas partem para outra, que na verdade é partir par si mesmas e para essa clareza de serem amoráveis. E mais importante ainda, essas mulheres sabem que o amor é completamente selvagem, dinâmico, mas isso já é assunto para outro post!

Então, para terminar, para a gente se lembrar sempre do que a gente precisa mesmo, vai uma musiquinha aí?! All we need is Love! Tudo que a gente precisa, nesse mundo, é Amor. E uma TPM sabe disso! Não é Carlinha, Maricotinha, Adriana e Bia? E...do jeitinho da gente, a gente sabe disso...

Ciúme, possessividade ou você só quer “chamar de seu”?



Com 39 anos, aprendi que quanto mais ciúme , mais você afasta a pessoa de você. Sempre existe um ranço que fica, eu sei. Só que é seu papel deixar isso de lado..porque, definitivamente, ciúme envenena!


Claro que um certo ciuminho até é charmosinho, é gostoso de ver isso. Mas controle é bom e ...ninguém tem. Em sua maioria. Conheço sim pessoas super desapegadas de tudo. “ Eu? Ciumenta? Jamais...coisa mais sem nexo”. Se você for observar pode ser que pegue essa criatura na mentira: ninguém dá a mínima bola para o seu par. BUT, se for real a coisa, o mundo dá em cima da pessoa e a criatura nem liga, eu simplesmente invejo.


Como boa escorpiana assim como meu Quindim (Mariana), sou uma ciumenta original de fábrica. Não estou falando aqui que Quindim é ciumenta...ela que tem que dizer, mas que é escorpiana, é! Há tempos luz, eu já fui possessiva de matar. Nem eu me agüentava. Acho que toda escorpiana passa por isso. O ruim é quando você deixa isso te engolir de uma forma tal que tudo se atropela e complica no seu caminho.


E como lidar? A insegurança está instaurada na sua alma? É por isso que existe o ciúme? O que é exatamente o ciúme? Eu não tenho idéia...será que vivo em insegurança? E insegurança é o quê? Falta de fé em si mesma? Ain, aí já começa a piorar e muito a situação que, no começo deste texto, era um mero ciúme...tsc, tsc. Existe um livro espírita que fala disso. Esqueci o título, lógico! Mas não estou na onda de novela nem de filme, sempre adorei o kardecismo e lembro de ter lido...


Conto com a opinião de cada uma das TPM’s e principalmente com o seu comentário. Sim, você que sempre passa por aqui...Já sabemos que ciúme não é uma coisa legal. Nem pra você que corrói tudo por dentro, nem para seu par que acaba se afastando conforme for a intensidade do seu ato louco e escandaloso de ciúme...quase um ciúme “Cher” de tão espalhafatoso!


Meninas, falem!


Adriana Favilla


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Shuuuu!!!! O Peixe morre pela boca - Por Carla Palmeira



Humm.

Diferente de vocês, queridas companheiras, não falo quase nada. Adoro observar a duplinha Quindim e Drix, para quem não sabe são as TPM Mariana Chetto e Adriana Favilla, elas conversando parece uma partida tênis, bola pra lá, bola pra cá, dá até tontura de tanta rapidez kkkk.

Conselhos?! Vocês vão me ouvir dizer a clássica frase..."Você que deve decidir, pois é somente você que vive essa situação..." risos

Terapia?! Coitados! Já tive momentos de passar a terapia TODA sem dizer uma palavra, apenas revirando meu baú de lembranças e pedindo aos deuses que o terapeuta obtivesse o poder de ler o que se passava em mim...em vão rsrsrsrsrs

Tenho uma dificuldade imensa de falar de mim, dos outros ou de nós...aprendi muito a dizer o que penso, a proteger os limites, a adocicar as críticas, sou extremamente política, acredito que ouvi muito o conselho de minha mãe..." Você tem uma boca para falar menos e dois ouvidos para escutar mais..." e assim que vivo e sobrevivo.

No profissional?! Aí foi a superação que mais doeu, quebrei a cara diversas vezes para poder começar a repensar sobre o meu silêncio, melhorei! Falo o que penso, dou opiniões baseada na experiência obtida e sou ouvida, cresci bastante neste âmbito, um pouquinho de política estudantil, discussões acirradas e uma boa dose de "agora já foi" tornou-se o famoso "eu falo o necessário".


domingo, 25 de abril de 2010

Eu não falo como a nega do leite. Eu sou a nega do leite!!!! ou Peixe morre pela boca... por Alba Querino

Muito prazer.
E como a própria, eu compreendo perfeitamente a sua situação Maricotinha...Vim para falar, ops!, para escrever sobre essa ‘falacice’ toda, essa abundância de ksldvkmkjfjdiofjifbndçlkkpso... de idéias, de sentimentos, de insights que dançam, dançam e quase não podem esperar, pululam na boca, saltam pelos olhos, rolam pela língua sem que possamos fazer nada, a não ser catar as letrinhas no final, se o resultado foi um tanto...digamos assim, momento de suspense no silêncio do outro (claro que não o nosso. O nosso vem depois!). Pronto, a bomba explodiu, aliás, falou...

De cá do meu leite, eu digo que isso é realmente impiedoso, às vezes, com a faladora contumaz, mas não há alma no mundo que não reconheça o humor agridoce que a gente tem. A rapidez de raciocínio, a alegria intensa e, para mim, a característica mais importante: a sinceridade. Sim, somos sinceras. Honestas com a gente e com o outro, tanto que não dá nem para censurar a fala. Não dá pra passar o bip, e logo, ops! Saiu... Fazer o que...

Não chega a ser uma falta de educação, uma franqueza massacrante, tem um charme nessa veracidade do pensamento-discurso-ação... Primeiro: é simples. Segundo, a mentira não vem, cara! A mentirinha, o disfarce não vem na mente.

Quer saber quando estou muito triste, chateada, surpresa? Quando estou sem palavras. Ponto. É comovente quando me encontro assim.

E não é que andamos por aí soltando verbo, sem respirar, sem escolher destinatário e sem parar, feito sopa de letrinhas fumegante (lá vem a comida juntinho com as palavras). Não, falamos muito, mas falamos para quem se dispôs a ouvir, quem está ali, perto, olhando, quase pedindo! Sem saber exatamente o que vai sair dessas boquinhas falantes mimosas.

Aqui, falo da língua desenrolada, falo até da inocência de quem fala e de todos os mal-entendidos que podem vir depois...das conseqüências cármicas!! É, cármicas, profissionais, religiosas, amorosas...é uma situação essa conversa sem fronteiras, sem disfarces!

Será que temos realmente que fechar a boca, ou o mundo está tão acostumado à máscara da boquinha silenciosa que não se compromete, não opina, não se posiciona? Será que devemos fazer uma triagem e esconder os nossos verdadeiros sentimentos para sermos mais agradáveis aos outros? Será que? Será?

Não basta saber falar, há que se saber escutar. Há que saber quando interromper e se deixar ser interrompida, inclusive. E além do mais, o silêncio é precioso. Quando uma nega do leite lhe der o seu silêncio, meu amigo, minha amiga, aí, sim, tá na hora de bem nos escutar! O resto é churumela, que eu nem entendi direito esse meu texto, politicamente incorreto, sem eira nem beira, uma ‘escreveção’ só! Ah, além de falar muito, invento palavras, ok? Tá dito.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Peixe morre pela boca by Adriana Favilla



Ou precisarei de bem mais que ”fisioterapia”? Esta frase foi ótima! Adorei! Quilos de risos.. Falar demais, depende muito do jeito que se vê a coisa. Eu sou bipolar demais com relação a isso. Por vezes AMO conversar, por outras “ Fora! Calado!” . Sempre são situações que não me avisam anteriormente.

Há anos luz de Darth Vader, eu falava alucinadamente. Me sentia quase um alucinógeno ambulante de tanto que falava, gesticulava e montava painéis na mente para interagir com os demais. E nesta leva, como Mari, me arrebentava no lado profissional. Falava que fulano era chato mesmo, que beltrano era falso e assim ia. A situação foi que de repente, me dei conta (em uma puxada de tapete magistral que tive) de que limites podiam ser adequadamente inseridos na minha verborragia ilimitada.

Existe aquela velho e certíssimo pensamento (quem não sei de quem é...não me exijam bibliografias mentais) : “Se a palavra é prata, o silêncio é ouro”. Imagino que a vida sempre ache um caminho de nos ensinar tudo de pertinente para nosso aprendizado terreno. E comigo não foi diferente. Falando o que vinha à cabeça, sem limites, sem freios, me puxaram o tapete e me vi no chão frio. Sem muito a quem ou como recorrer, fui me levantando aos poucos. Em pequenas passadas...e me recuperei com uma linha forte passada à agulha na metade da boca.

Metade por que? Porque sou uma pessoa que fala mesmo tudo que acha, sente e pensa...só que agora completamente “decorado”. Consigo falar “velho, você é um saco” de uma forma doce quando preciso. No âmbito profissional eu falo...aliás, estou me referindo só a ele porque na vida pessoal, so sorry! Sempre vou falar, vou berrar, vou gritar e vou falar o quê penso a amigos ou ao meu amor...da forma mais simples que eu imagine existir: by Adriana...
Então hoje, penso que falar demais pode sim nos colocar em situações complicadinhas até para sairmos depois. Só que esse tipo de aprendizado (fechar a boca sempre que necessário), não acho que as pessoas nos ensinem. Como quase tudo, precisamos aprender na real, no tranco. Se minha mãe me fala que carambola vai fazer mal para minha diabetes e eu continuo...é porque quero aprender lá na frente que carambola realmente arrebenta minha diabetes...no hospital eu vou refletir melhor.

Obs.: Eu não tenho diabetes..rsrs..Só veio este exemplo verídico à minha cabeça. Sim folks, carambola é alimento proibido para quem tem esse problema.

Adriana Favilla



Peixe morre pela boca...


Não. Este texto não é sobre o fato de que como assim um pouquinho demais, he he he.

Este texto é sobre um outro defeito - defeito?! Não, não gosto desta palavra - sobre uma outra característica minha: falar demais (será que tudo em mim é demais?!). Bom, eu, definitivamente, falo mais que, como dizia minha avó, ‘a nega do leite’.

Todo mundo que me conhece sabe disso. Todo mundo que me conhece já foi interrompido por mim, porque tenho o terrível hábito de atropelar a fala dos outros com a minha "bendita" língua. Eu juro que tento não fazer isso. Juro! Mas quando penso que estou melhorando, pombas!!! Olha eu fazendo de novo.

Não sei qual explicação para isso: será ansiedade, prepotência, carência? Sei lá. O fato é que a principal vítima da minha língua sou eu mesma.

Falo demais e por isso falo o que não devia e geralmente e obviamente isso quase sempre me coloca em situações, no mínimo, pra lá de embaraçosas, ou pior, situações que atrapalham de verdade a minha vida. Profissionalmente mesmo, aff!! Nem sei quantas vezes saí perdendo por falar demais...

Queria muito aprender a manter a minha língua dentro da boca e creio que este aprendizado passa por entender, compreender porque falo tanto, ou não? Será que basta eu continuar tentando, exercitando? Ou precisarei de bem mais que ”fisioterapia”?

Mariana Chetto