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Perceba que entendo por ‘migalha’ aquele afago sem carinho, aquele beijo sem amor, aquele sorriso sem sentimento, mas que ainda assim você insiste em querer, em aceitar. Primeiro por não perceber a falta emoção em cada gesto; depois por perceber, mas por ter a esperança de que vai ser diferente; e então por acreditar que é aquilo mesmo que merece. Finalmente, você aceita porque acredita que vale mais a pena catar farelos ao lado de quem ‘se ama’ do que comer croissant sozinho. É o que eu chamo - sem qualquer fundamento técnico ou teórico - de complexo orgulhoso-obsessivo de inferioridade.
‘Orgulhoso’ porque os que sofrem desse mal são incapazes de admitir que aquela pessoa simplesmente, realmente, não está interessada em você. “Obsessivo” porque quanto mais você se convence de que o outro precisa gostar de você, mais você precisa que o outro goste de você e na minha enciclopédia toda relação de dependência é levemente (se não completamente) obsessiva. E finalmente, não há como estar obcecado sem estar se sentindo inferior. (Espero que não esteja me distanciando muito da historinha da águia...) Isso resulta - entre outras coisas - na aceitação de migalhas, pois leva o indivíduo a crer que qualquer coisa que venha do outro é valiosa. Quando penso nisso sempre me vem à cabeça a imagem de um cachorro pidão... (Preciso explicar que essa imagem é negativa?)
Então, sendo o mais direta possível (pois o tempo é curto e eu tenho prova no sábado, ¬¬') : NÃO, jamais, em hipótese alguma, aceite migalhas. É o que eu desejo pra você. Mas é aí que eu volto à pergunta de abertura: “Como não aceitar migalhas?” Siim, porque ninguém aceita migalhas simplesmente porque está afim de migalhas, certo? ERRADO. Você aceita migalhas porque você quer migalhas. Como não aceitar migalhas? Não querendo migalhas. :D Parece simples, e é simples, mas isso não significa que seja fácil. Não querer migalhas é extremamente difícil.
Não querer migalhas é saber seus limites, é reconhecer o que é uma migalha pra você. Acima de todas as coisas, não querer migalhas é se amar. Mas se amar de verdade, seus medos, suas dúvidas, sua mente, seus defeitos, suas estrias e celulites, seu corpo. Aí sim, se amando por inteiro – do dedo do pé ao último fio de cabelo – é que se tem a certeza de que ninguém pode te amar mais do que você se ama e que por isso ninguém merece seu amor mais do que você mesmo. Narcisismo? Não, não é isso. Só penso que tem uma diferença sutil entre amar alguém mais do que a si mesmo e amar alguém tanto quanto a si mesmo.
Peace.
Adriana Favilla


Quem aceita migalhas são aves de pequeno porte Seja uma águia!
Muitas vezes passamos por decepções, sejam elas com a família, com os amigos ou com amores e nessa corda bamba de idas e vindas, de sobe e desce há os deslizes e as quedas e consequentemente vamos ao chão
Penso que dependendo da queda, lá parece o melhor lugar para estarmos
Alimento? Catamos e juntamos as migalhas que vão deixando pelo caminho e fazemos dela nosso café da manhã, almoço e jantar.
E até quando isso é válido?
Sim, companheiras TPM, o sorriso largo, os óculos cor de rosa, foram adquiridos ao longo de uma dura jornada, acredito que uma das mais difíceis por consequência da inexperiência, foram minhas escolhas (erradas ou não) e por ter me alimentado de migalhas é que decidi não mais aceitá-las
Somos maiores que isso
Se caiu, levante!
Se escorregou, seja rápida e agarre-se em algo
Desenvolva seus sentidos
Acredite no seu poder
As águias aos 40 anos tem que tomar uma decisão difícil, o bico apodrece, as garras já não são as mesmas e ela deixa de se alimentar pois não consegue caçar e é aí que “inteligentemente” (existe isso?!) voa até uma alta pedra e em reclusão ela arranca suas unhas e bate o seu bico com força até que ele se quebre, martírio? Depende como você enxerga este ato e até que venha um novo bico e novas garras ela fica lá em cima, na pedra.
Sejamos águias e deixemos de aceitar migalhas
Sejamos águias e voemos com o vento quando não for possível enfrentá-lo
Sejamos águias e renovemos, muitas vezes precisamos de bicos novos para viver uma nova realidade.
Aiaiai... Estou ‘na seca’ há tanto tempo que mal me lembro se sou ciumenta ou não. (Depressão básica. Hehehehe) Por isso não me culpem se esse post sair meio confuso. Posso dizer que sinto muito ciúme, mas que isso nunca atrapalhou nenhum dos meus relacionamentos... E com isso falo de todos os relacionamentos: entre amigos, família, namorados, etc.
O ciúme pra mim vem de formas diferentes: as vezes é por medo de perder... o que pra mim está classificado como o ciúme ‘saudável’. Tenho que admitir que pouquíssimas vezes senti esse ciúme ‘saudável’, pois eu acredito que ele esteja relacionado a uma relação de amor ‘de verdade’ (na falta de uma descrição menos clichê) baseada em confiança, maturidade, etc... O que eu ainda não tive. (hehehhe) Então quando eu sinto ciúme é mais por mim mesma do que pela pessoa que causa o ciúme. Vou explicar: tenho ciúme porque não quero perder o espaço que eu tenho na vida daquela pessoa (seja qual for), porque não quero que ninguém ocupe um lugar que é meu. Sinto ciúme também porque não quero que ninguém (ninguém mesmo, no mundo todo) tenha a menor duvida de que eu sou a namorada, a amiga, a filha, etc, daquela criatura ali.
É estranho ler esse último parágrafo porque eu jamais teria escrito isso há dois anos. O que mudou? Não sei. O que eu sei é que tenho a impressão de que sou mais ciumenta hoje do que era ontem, e espero que isso não signifique que amanhã serei ainda mais ciumenta do que sou agora. Acredito que o ciúme esteja diretamente relacionado com a insegurança... Não necessariamente a incerteza sobre o que o outro sente por você (porque isso é uma escolha... ou você escolhe acreditar, ou você simplesmente não acredita.), mas sim, uma incerteza sobre si mesma: Eu não sou divertida o bastante, magra o bastante, alta o bastante, talentosa o bastante, paciente o bastante, etc. “O bastante” pra quê? Ou melhor, pra quem? O grande problema é que sempre pensamos que não somos o bastante para o outro e que por isso alguém pode ser melhor pra essa pessoa do que nós somos. Mas na verdade essa sensação de ‘não-suficiência’ (acho que estou inventando palavras, tal qual Alba) é “de dentro pra dentro”, é você que não se acha o bastante pra você mesma.
Huum... Já ficou claro que eu me mordo de ciúmes, mas como isso nunca atrapalhou nenhum relacionamento meu? Controle constante. Eu tento estabelecer a causa do meu ciúme: Se estou sendo tratada com respeito, então sentir ciúme é um problema meu (natural) e que eu devo lidar com isso. Mas se eu sentir que não estou sendo respeitada, se o meu ciúme for causado por atitudes que me machucam... Aí, meu amigo, vamos ter que bater a velha ‘DR’. Tento também pensar sempre no que eu queria que fizessem comigo. Nunca aceitaria que ninguém dissesse aonde eu devo ir, com quem devo falar, como devo tratar meus amigos... E por isso não aceito fazer isso com ninguém. Eu escolho acreditar no que me dizem e escolho confiar no que eu sinto. Isso não me coloca acima do ciúme, mas me ajuda a controlá-lo.
Beijos e queijos,
Bia.

Que sentimento é esse que rasga lentamente cada pedacinho do seu ser, sangrando em uma hemorragia sem fim e que cega, que abre os canais lacrimais, que dissemina raiva, dor, confusão mental. Já tive o desprazer de sentí-lo, de tê-lo e foram um dos piores momentos vividos, dá vontade de quebrar tudo que vem pela frente, inclusive a cara do “fulano” (risos), senti tanta dor que parecia que eu estava sendo virada pelo avesso, depois que cheguei a esse nível, parei!
Com 39 anos, aprendi que quanto mais ciúme , mais você afasta a pessoa de você. Sempre existe um ranço que fica, eu sei. Só que é seu papel deixar isso de lado..porque, definitivamente, ciúme envenena!
Claro que um certo ciuminho até é charmosinho, é gostoso de ver isso. Mas controle é bom e ...ninguém tem. Em sua maioria. Conheço sim pessoas super desapegadas de tudo. “ Eu? Ciumenta? Jamais...coisa mais sem nexo”. Se você for observar pode ser que pegue essa criatura na mentira: ninguém dá a mínima bola para o seu par. BUT, se for real a coisa, o mundo dá em cima da pessoa e a criatura nem liga, eu simplesmente invejo.
Como boa escorpiana assim como meu Quindim (Mariana), sou uma ciumenta original de fábrica. Não estou falando aqui que Quindim é ciumenta...ela que tem que dizer, mas que é escorpiana, é! Há tempos luz, eu já fui possessiva de matar. Nem eu me agüentava. Acho que toda escorpiana passa por isso. O ruim é quando você deixa isso te engolir de uma forma tal que tudo se atropela e complica no seu caminho.
E como lidar? A insegurança está instaurada na sua alma? É por isso que existe o ciúme? O que é exatamente o ciúme? Eu não tenho idéia...será que vivo em insegurança? E insegurança é o quê? Falta de fé em si mesma? Ain, aí já começa a piorar e muito a situação que, no começo deste texto, era um mero ciúme...tsc, tsc. Existe um livro espírita que fala disso. Esqueci o título, lógico! Mas não estou na onda de novela nem de filme, sempre adorei o kardecismo e lembro de ter lido...
Conto com a opinião de cada uma das TPM’s e principalmente com o seu comentário. Sim, você que sempre passa por aqui...Já sabemos que ciúme não é uma coisa legal. Nem pra você que corrói tudo por dentro, nem para seu par que acaba se afastando conforme for a intensidade do seu ato louco e escandaloso de ciúme...quase um ciúme “Cher” de tão espalhafatoso!
Meninas, falem!
Adriana Favilla



Como estou na fase da ‘aborrescência’, estou sempre lidando com perguntas super complexas do tipo “quem sou eu?”, “o que é o mundo?”, “por que estou aqui?”, “pra que serve o dever de casa?”... E quando eu cansei de perder o sono pensando sobre as mesmas coisas, (tudoaomesmotempoagora) eis o que aprendi: Prioridade. Tento pensar nas minhas duvidas de um jeito prático, definindo critérios básicos de classificação (lol):
1. Essa pergunta tem uma resposta?
2. Eu quero mesmo saber a resposta pra essa pergunta?
É claro que esses critérios só funcionam se eu repito pra mim mesma as seguintes equações: “perguntas sem resposta + noites sem dormir = insanidade mental” ou “respostas indesejadas + noites sem dormir= insanidade mental²” e o mais importante “insanidade mental = péssimo”.
Infelizmente (ou felizmente) sempre aparecem aquelas dúvidas que fogem a todos os critérios... Elas têm uma resposta, e você realmente quer saber essa resposta. Ou o mais comum: você se convenceu de que quer saber essa resposta. Aí temos um problema. (para adolescentes = drama; para adultos = crise.) Quando isso acontece comigo (drama - risos), eu preciso de tempo. Pra mim a simbologia é importante, então eu tento construir um ‘ritual’. Primeiro eu seguro essa dúvida, deixo ela presa, sufocada, lá no fundo e espero o momento certo. O momento certo pra mim é aquele tempo que eu posso reservar pra pensar só naquilo, sem ser interrompida. Então eu vou à praia, sozinha. (ou para algum lugar que represente aquele dilema, algum lugar que me acalme) Ás vezes eu escrevo, geralmente eu escrevo. E então eu penso. Eu penso o tempo que for necessário, mas sem me esquecer que eu não posso pensar naquilo pra sempre.
E então, quando eu encontro uma resposta eu me levanto, agradeço (a Deus, a mim, a quem quer que seja) e volto pra minha vida normalmente. O mais importante é que você precisa aceitar a resposta que você encontrou. Quando se tem uma duvida por muito tempo você se acostuma com ela, e às vezes, mesmo já tendo a resposta, continua pensando na mesma coisa. Depois que eu encontro a minha resposta, a dúvida continua aparecendo por um tempo, uns dias, e eu simplesmente escolho pensar em outra coisa. Só assim a dúvida, que é como um cachorrinho mimado, percebe que não adianta mais latir.
Ah, Bianca, então você está dizendo que as perguntas existem por um tempo definido? Não. Algumas dúvidas sempre voltam procurando novas respostas. O que eu posso, e tento, fazer é controlar o tempo que eu gasto pensando nessas perguntas.